sábado, 23 de outubro de 2010

Cientistas descobrem local que misteriosamente emite calor em um planeta de outro sistema




Cientistas descobriram um planeta enorme que tem um estranho local extremamente quente, na sua lateral.

O gigante de gás, chamado Upsilon Andromedae b, é conhecido como “Júpiter quente” graças as suas temperaturas escaldantes. Ele fica a cerca de 44 anos-luz da Terra, na constelação de Andrômeda. O planeta tem cerca de 70% a massa de Júpiter, e orbita em torno de sua estrela a cada 4,6 dias ou mais.

Ele tem um lado “preso”, o que significa que um de seus lados está perpetuamente em ebulição – o lado que encara a sua estrela-mãe.

Segundo os astrônomos, o mais curioso é que a parte mais quente do planeta não é esse lado que permanece encarando o seu sol. Um local na lateral do planeta é, na verdade, muito mais quente.

Os cientistas usaram um telescópio da NASA para medir a luz infravermelha total do planeta e de sua estrela-mãe durante cinco dias em fevereiro de 2009. O telescópio não pode olhar diretamente para o planeta, mas pode detectar as variações de luz que surgem conforme o lado quente do planeta entra no campo de vista da Terra. A parte mais quente do planeta emite a luz mais infravermelha.

O senso comum sugeria que o planeta apareceria mais brilhante quando estivesse diretamente atrás da estrela, ou seja, encarando sua estrela-mãe, ou seu sol. Porém, o sistema ficou mais brilhante quando o planeta estava ao lado da estrela, o que significa que as partes mais quentes do Upsilon Andromedae b não são as que estão sob o brilho pleno da estrela-mãe.

Segundo observações de outros “Júpiteres quentes”, como o Upsilon Andromedae b, têm mostrado que os pontos quentes dos planetas podem ser deslocados um pouco para o lado. Os astrônomos acreditam que ventos fortes podem empurrar os gases quentes em torno de planetas como esse.

Porém, a pesquisa recente descobriu que no Upsilon Andromedae b o deslocamento é tão dramático que é improvável que os ventos fortes tenham sido os responsáveis.

Por enquanto, os pesquisadores não chegaram a nenhuma conclusão sobre o deslocamento, mas já formularam algumas teorias, desde ventos supersônicos que podem ter provocado ondas de choque e aquecido o local, até interações magnéticas entre o planeta e a estrela.

Para deixar a especulação de lado, os astrônomos pretendem examinar mais “Júpiteres quentes” e testar novas teorias. [LiveScience]

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