sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Astrônomos avistam a galáxia mais distante já encontrada


Cientistas descobriram a galáxia mais distante já detectada no universo. Esta coleção de estrelas, nomeada UDFy-38135539, fica tão longe que a sua luz leva mais de 13 bilhões de anos para chegar a Terra.

Segundo os astrônomos, nós vemos essa galáxia como ela era apenas 600 milhões de anos após o Big Bang.

Os cientistas ainda não têm muitas informações sobre a galáxia. Mas eles dizem que ela parece ser pequena, muito menor do que a Via Láctea. Provavelmente, ela tem apenas um décimo a um centésimo de estrelas da Via Láctea. Isso é parte da dificuldade em observá-la, porque se ela não é grande, não é brilhante.

Os astrônomos estão muito interessados em provar estas grandes distâncias, porque a partir disso eles poderão aprender como o início do universo evoluiu. As descobertas vão ajudá-los a explicar por que o cosmos tem a aparência que tem agora.

Segundo os astrônomos, esses objetos distantes ajudam na compreensão da formação das galáxias, porque os seres humanos os vêem em seus estágios iniciais e, portanto, em sua versão mais simples.

Em particular, eles querem encontrar mais evidências de populações antigas de estrelas, as primeiras do universo. Estes gigantes quentes azuis teriam crescido a partir do gás frio neutro que permeava o cosmos no seu início.

Estes gigantes teriam “explodido” em vidas brilhantes, mas breves, produzindo os primeiros elementos pesados. Eles também poderiam ter “fritado” o gás neutro em torno deles – que quebra elétrons de átomos – para produzir o plasma intergalático difuso detectado em estrelas mais próximas hoje.

Assim, a galáxia recém-descoberta é de grande interesse porque é incorporada diretamente neste período de tempo – a “época da re-ionização”. Neste momento inicial, a teoria indica que o universo não era totalmente transparente. Ele teria sido preenchido com uma “neblina” de átomos de hidrogênio que absorviam a luz ultravioleta que saía das galáxias jovens.

Somente quando essas galáxias ionizaram este gás neutro que as suas luzes começaram a cruzar todo o cosmos. Um dos aspectos mais intrigantes da descoberta da nova galáxia distante é que o seu brilho não teria sido forte o suficiente por si só para escavar um caminho através do nevoeiro opaco de hidrogênio.

Isto significa que deve haver outras galáxias, mais fracas e menos massivas, invisíveis aos telecóspios,ajudando a “limpar” a área para que a luz passe.

Os astrônomos têm outros candidatos de objetos espaciais de distância similar à essa galáxia que esperam confirmar em breve. No entanto, o verdadeiro avanço na observação da época da re-ionização provavelmente vai ter que esperar até que telescópios e técnicas mais potentes sejam desenvolvidos. [BBC]

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