sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Triângulo das Bermudas. Ivan T. Sanderson. Fenômenos Ameaçadores


Admitindo, como Spencer, que existem 12 zonas AGM similares ao Triângulo das Bermudas e ao Mar do Diabo e considerando que se conhecem numerosos casos de embarcações que, depois de afundar, apareceram novamente à grande distância dos lugares em que sumiram, seria lógico admitir a possibilidade de algumas zonas AGM estarem se comunicando através do fundo do oceano, através de enormes fossas ou túneis submarinos. Charles Berlitz, por exemplo, menciona em seu livro o caso de um tubarão que apareceu vivo em uma tranqüila chácara situada terra adentro, a 35 quilometros da costa.

http://www.lado6.oi.com.br/
http://www.djhumberto.oi.com.br/triangulo.htm

É razoável pensar que, se duas zonas AGM se encontram interligadas, as anomalias de qualquer tipo que ocorram em uma delas terão a sua contrapartida na outra e que, se o nível da primeira baixa por qualquer razão, o nível da outra se elevará. Essas diferenças de nível poderão ser lentas ou repentinas, dependendo do fenômeno que as provocar. É importante levar em conta que, se por qualquer motivo houver uma repentina redução do nível, isto poderá abranger até várias milhas de profundidade.

Nesse caso, o volume de água afetado seria enorme e não só arrastaria consigo até seu vórtice (dentro de um redemoinho) tudo o que se acha na superfície do mar como tudo o que estiver no ar, pois a grande massa de ar ocuparia o vazio deixado pela água deslocada. Tratando-se das profundidades que existem nas zonas AGM, que oscilam entre 6 e 15 mil metros, nada do que se precipite até o vórtice do redemoinho poderá voltar à superfície, o que se deve às grandes pressões que uma massa de água dessa ordem impõe.

Sabemos que aviões em vôo se encontram sujeitos à ação de correntes ascendentes ou descendentes, que muitas vezes provocam descidas súbitas de até 3 ou 4 mil metros, exigindo da estrutura desses aparelhos um esforço de tal grandeza que, muitas vezes, chegam a destruí-los em pleno vôo. Um avião que estivesse sobrevoando uma dessas zonas AMG a uma altitude suficientemente baixa, seria arrastado pela massa de ar que preenche o vazio deixado pela massa de água. O avião seria absorvido até o vórtice do redemoinho e não voltaria à superfície. Ele também seria esmagado pelo peso enorme da água que o encobriria. O que se aplica a um único avião também serve para uma esquadrilha deles.

Fenômenos Ameaçadores
Uma observação comum em todos os relatos referentes ao Triângulo das Bermudas: nesta vasta área são observados vários fenômenos naturais diferentes, pois não são observados facilmente em outras regiões do mundo. São fenômenos naturais gigantescos e mais freqüentes que em outras áreas. Parecem igualmente ameaçadores a quem viaja nas redondezas.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Triângulo das Bermudas. Ivan T. Sanderson. Cientistas e especialistas estavam naquele navio e nunca mais foram vistos


A lista de navios, pesqueiros, iates e pequenas embarcações desaparecidas sem lançar SOS e sem deixar vestígios é muito grande e certamente vai aumentar ainda mais. O que apresentamos nesta seção é apenas pequena amostra entre uma infinidade de fatos insolúveis.

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http://www.djhumberto.oi.com.br/triangulo.htm

O falecido explorador e zoólogo Ivan T. Sanderson publicou há alguns anos, na revista "Saga", um artigo intitulado "Doze Cemitérios do Diabo ao Redor do Mundo", no qual afirma que, além do Triângulo das Bermudas, há no mundo outras 11 zonas onde ocorrem as desaparições que nos preocupam. Sanderson e seus colaboradores examinaram farta documentação e estatísticas, chegando à conclusão de que a maioria dos misteriosos fatos acontecidos ocorreu em 12 zonas de forma triangular ou oblonga, perfeitamente identificáveis e delimitadas. Entre elas está não somente o Triângulo das Bermudas, mas também seu equivalente, o "Mar do Diabo", localizado a Leste do Japão, entre Iwo Jima e a ilha Marcus.

O caso mais impressionante dos muitos que ocorreram no "Mar do Diabo" foi o do navio Kaiyo Marus, enviado pelo governo japonês justamente para pesquisar o mistério daquela região e que desapareceu sem deixar rastros. Cientistas e especialistas estavam naquele navio e nunca mais foram vistos.

Exceto em duas zonas, situadas no Polo Sul e no Polo Norte, estas regiões críticas estão localizadas entre os paralelos de latitude 30° e 40°, de ambos os hemisférios e com uma separação aproximada de 72° de longitude entre os centros de uma e de outra. Sanderson explica que, em sua maioria, essas zonas (que chamaremos de "Zonas de Anomalias Geomagnéticas" ou zonas AMG) estão localizadas a Leste das Testemunhas garantem ter plataformas continentais, ou seja, onde as correntes oceânicas quentes, em seu trajeto para o Norte, se encontram com as correntes frias que fluem até o Sul, originando pontos nodais (onde as correntes submarinas e as de superfície tomam caminhos diferentes). No que diz respeito às correntes submarinas, estas fluem tangencialmente e, por causa das distintas temperaturas que as afetam, provocam turbulências magnéticas que influem adversamente sobre os sinais eletromagnéticos ou de rádio, afetando as comunicações e, inclusive, sob condições especiais, a gravidade. Em casos extremos, chegam a provocar o desaparecimento de barcos e aviões.

Diz Sanderson que a Terra opera por magnetismo e pergunta: será que o Triângulo do Diabo e as demais zonas AGM não estariam atuando como enormes geradores de outros tipos de anomalias, tais como certos torvelinhos, nos quais os objetos materiais são submetidos a uma continuidade tempo-espaço diferente?

No livro "Limbo dos Perdidos", John Wallace Spencer, ex-piloto da Força Aérea americana dá uma lista das mais importantes desaparições e sustenta, como Charles Berlitz que, para levar os veículos sumidos para fora de nosso planeta, os supostos discos voadores vêm seqüestrando barcos e aviões há várias décadas. A opinião de ambos coincide com a de John Harder, conhecido ufólogo e professor de engenharia da Universidade de Berkeley (Califórnia - EUA), que expôs, em 1973, a teoria incomum de que nosso planeta poderia se constituir em uma espécie de zoológico cósmico isolado do resto do universo, cujos guardiães fazem de tempos em tempos uma seleção, levando alguns exemplares de seus habitantes. Essa teoria, ainda que esteja dentro das possibilidades de ser tomada em consideração, não pode ser aceita imediatamente, ainda que estejamos convencidos de que os discos voadores e os extraterrestres realmente existem.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Estudo desmistifica milagre de Jesus a andar sobre a água




Publicado em 2006-04-07 09:54:16

O milagre de Jesus Cristo a caminhar sobre o Mar da Galileia pode ser explicado pela formação de gelo na superfície do lago, num período atípico de baixas temperaturas, revela um estudo realizado na Universidade da Flórida.

http://www.mundopt.com/n-estudo-desmistifica-milagre-de-jesus-a-andar-sobre-a-agua-8805.html

De acordo com o descrito em três dos quatro evangelhos do Novo Testamento, Jesus Cristo caminhou sobre as águas do Mar da Galileia. No entanto, segundo um estudo divulgado por Doron Nof, professor de Oceanografia Física da Universidade da Flórida (EUA), o mais provável é que Jesus tenha andado sobre um pedaço isolado de gelo flutuante.

A pesquisa, publicada na edição de Abril do Journal of Paleolimnology, refere que as condições meteorológicas na região, situada hoje no norte de Israel, eram particularmente rigorosas há 1.500 e 2.600 anos. Por essa razão, haveria gelo suficientemente espesso para suportar o peso de um ser humano numa parte do Mar da Galileia, também conhecido por Lago de Tiberíades.
Com a camada de gelo parcialmente coberta de água, é bastante possível que observadores situados a alguma distância da cena a interpretassem de outra forma.

«Se me perguntarem se acredito que alguém caminhou sobre a água, direi que não», afirmou Doron Nof. No entanto, «creio que isso se explica através de um fenómeno natural», acrescentou.
O estudo, que conta ainda com a participação de Ian McKeague, professor de Bioestatística, da Universidade de Columbia, e Nathan Paldor, professor de Ciência Atmosférica, da Universidade Hebraica de Jerusalém, incluiu também análises de temperatura da superfície do lago, temperatura do ar e ventos.

"Como cientistas, podemos apenas explicar que estes processos raros de congelação ocorreram naquela região algumas vezes nos últimos 12.000 anos", afirmou Nof. "Outras questões, como se estas pesquisas explicam ou não o relato bíblico, deixamos para outros analisarem", concluiu.

Recorde-se que Doron Nof é o mesmo cientista que, no princípio dos anos 90, publicou um estudo que afirmava que a travessia a pé do Mar Vermelho pelos hebreus - após Moisés ter separado as águas - poderia explicar-se através de outro fenómeno meteorológico.
Segundo a sua teoria, ventos moderados a soprar durante várias horas no golfo do Suez tiveram por efeito afastar águas de fraca profundidade num muro de 2,5 metros de altura. Depois, bastou uma simples mudança na direcção dos ventos para fazer desmoronar esse muro de água.

No Antigo Testamento pode ler-se que as águas do Mar Vermelho voltaram a unir-se após os hebreus terem passado, afogando um exército egípcio que os perseguia.

sábado, 7 de Novembro de 2009

Ivan T. Sanderson. O Triângulo das Bermudas



A expressão "triângulo das Bermudas" foi inventada por Vincent H. Gaddis, escritor e investigador que se especializou nos fenômenos inexplicados, misterioso e insólitos, para demarcar uma zona onde estranhos acontecimentos têm acontecido. Ele é autor de numerosos livros, entre os quais Invisible Horizons, publicado nos Estados Unidos em 1965. Nessa obra, o autor consagra um capítulo inteiro ao Triângulo das Bermudas, empregando assim, pela segunda vez, uma expressão forjada por ele em 1964 para um artigo publicado na revista Argosy.

http://www.itajaionline.com.br/index.php?gs=enigma/34

O Triângulo das Bermudas teve seu primeiro registro em um despacho da Associated Press de 16 de setembro de 1950, no qual o repórter E.V.W.Jones noticiou o que caracterizou como "misteriosos desaparecimentos de navios e aviões entre o litoral da Flórida e as Bermudas". M.K.Jessup tratou dessas mesmas histórias em The Case for the UFO ( A Defesa dos OVNI ), livro de sua autoria publicado em 1955, onde sugere que a responsabilidade pelo incidente cabia a inteligências alienígenas, que teriam capturado os aviões com uma gigantesca nave-mãe, ponto de vista defendido também por outros autores junto à expeculações como: quarta-dimensão, aberrações do espaço-tempo, anomalias magnéticas extraordinárias... Logo, quase todos os livros populares de "mistérios da vida real" passaram a incluir sessões sobre o Triângulo das Bermudas ou "Triângulo do Diabo" ou ainda "Mar do Azar".

A partir do aparecimento do livro de Gaddis, a expressão conheceu um grande êxito e, pouco tempo depois, era retomada por uma quantidade de autores, fascinados, também, por esse formidável enigma. Entre esses autores, há um cujo nome aparecerá muitas vezes neste livro e que creio útil apresentar desde já. Trata-se de um amigo de Vincent H. Gaddis, um "caçador de mistérios" também ele, Ivan T. Sanderson.

Ivan T. Sanderson morreu a 20 de Fevereiro de 1973. Esse desaparecimento súbito privou o mundo de um dos seus espíritos mais fecundos e mais originais. Viajante infatigável, explorador, investigador e escritor, consagrou uma grande parte da sua vida a capturar animais, muitos dos quais pertencentes a espécies muito raras para os jardins zoológicos e diversos organismos de estudo e investigação. Devem-se-lhe numerosas emissões de rádio e de televisão, assim como várias obras consagradas ao estranho e ao inexplicado.

Foi por isso que ele fundou, em 1965, a Society for the Investigation of the Unexplained (Sociedade para a Investigação do Inexplicado) e escreveu livros que tratam, precisamente, de fenômenos esquisitos e misteriosos. Invisible Residents é um desses livros, talvez o mais célebre do seu autor, que nele expõe uma teoria particularmente original. Segundo ele, seres inteligentes viveriam há milênios sob a superfície dos lagos, dos mares e dos oceanos do nosso globo, e é aí, escondido sob toneladas de água, onde ninguém pensaria em ir procurá-lo, que residiria o segredo dos objetos voadores e aquáticos não identificados. Entre os capítulos que constituem Invisible Residents, há um, o oitavo, que se intitula «The Bermuda Triangle» (O Triângulo das Bermudas). Sanderson tinha portanto dado provas de uma certa clarividência ao incluir nos fenômenos registrados em Invisible Residents os desaparecimentos ocorridos na zona do Triângulo.

Mas o seu mérito não fica por aí. No termo de longas e minuciosas investigações a que tinha estado muito estreitamente ligado Vincent H. Gaddis , Sanderson tinha notado, por um lado, que o termo "Triângulo" não convinha nada para designar a zona em que se tinham registrado tantos desaparecimentos no Atlântico Norte e, por outro lado, que existiam mais onze regiões semelhantes na superfície do globo, todas situadas a igual distância umas das outras. Atualmente, quase toda a gente ouviu falar, com efeito, do mar do Diabo, no Japão, ou do mar da Tasmânia, ao largo da costa sudeste da Austrália, para só citar duas das regiões do globo mais célebres, onde se produzem imensos fenômenos insólitos. Eu penso que Ivan T. Sanderson e os membros da Society for the Investigation of the Unexplained fizeram uma descoberta capital ao revelarem ao grande público a existência dessas regiões "malditas", mas creio também que lhes faltou tempo, em particular no que respeita a Ivan Sanderson para levarem mais longe ainda as suas investigações e se aperceberem de que essas zonas não deviam ser postas em pé de igualdade.

A região vulgarmente chamada Triângulo das Bermudas é e continua a ser teatro de um grande número de desaparecimentos e "aparecimentos" insólitos, sem qualquer paralelo com tudo o que se pode encontrar em qualquer outra parte do globo. E tudo se passa, afinal de contas, como se as outras zonas misteriosas do planeta fossem por qualquer forma, dela dependentes.

Barcos eram encontrados abandonados pela tripulação, com a sua carga intacta e por vezes com a comida ainda quente nas mesas, outros, e aviões também, desapareciam misteriosamente sem deixar rastro e por vezes poucos minutos depois de terem estabelecido contacto informando que tudo estava bem. Em terra, estranhos fenômenos aconteciam.
Boletins meteorológicos, relatórios de órgãos oficiais de investigação, notícias de jornal e outros documentos indicavam que a literatura do Triângulo agira levianamente no que dizia respeito às provas. Por exemplo, os mares calmos na literatura transformavam-se em temporais furiosos na realidade; desaparecimentos misteriosos tornavam-se afundamentos e acidentes de causas convencionais, os destroços de navios "dos quais nunca mais se teve notícia" viraram "encontrados há muito tempo".

Em carta de 4 de abril de 1975 escrita para Mary Margaret Fuller, editora da Fate, um porta-voz da Lloyd's de Londres escreveu: "Segundo os registros da Lloyd's, 428 navios foram dados como desaparecidos em todo o mundo desde 1955 e talvez lhe interesse saber que nosso serviço de inteligência não encontrou provas que corroem a alegação de que há mais perdas no "Triângulo das Bermudas" do que em qualquer outro lugar. Esta descoberta é acompanhada pela Guarda Costeira dos EUA, cujos registros computadorizados dos incidentes no Atlântico remontam a 1958."

Apesar de noticiado ocasionalmente nos tablóides vendidos em supermercados, o outrora famoso Triângulo das Bermudas hoje sobrevive como nota-de-rodapé nas histórias dos modismos e sensações passageiras. Em meados da década de 1970, outro dúbio "mistério", que dizia respeito a mutilações de gado supostamente enigmáticas, ocupou seu lugar no imaginário popular.

Vôo 19 - um caso para ser analisado à parte

Sua história está no filme: Close Encounters of the Third Kind (Contatos Imediatos de Terceiro Grau ), de Steven Spilberg, 1977, no qual a tripulação do Vôo 19 volta para a Terra em um OVNI.

Esta zona está delimitada por um triângulo imaginário cujos vértices estão situados nas Bermudas, em Porto Rico e numa zona do Golfo do México, a oeste da Flórida.
A lenda acerca do Triângulo das Bermudas começou pouco depois de cinco aviões da Marinha dos Estados Unidos (Missão 19) terem desaparecido em 1945 durante uma violenta tempestade, durante uma missão de treino. Pensou-se que mergulhadores tinham descoberto os aviões junto da costa européia mas a inspeção dos números de série mostrou que se tratava de diferentes aviões. A teoria mais lógica é que os instrumentos do aparelho que comandava a missão falharam (os aviões de treino não estavam equipados com instrumentos de navegação) e o grupo perdeu-se e simplesmente, embora tragicamente, ficaram sem combustível não longe de terra. Nenhuma força misteriosa parece estar envolvida para lá das forças da natureza. Os aviões da Missão 19 podem estar afundados em águas profundas e nunca mais serem encontrados.

Apesar dos órgãos de informação terem publicado muitas histórias sobre os "mistérios" do Triângulo das Bermudas, ninguém fez mais para criar o mito das forças misteriosas no Triângulo do que Charles Berlitz (é mesmo o das escolas de línguas). Um dos seus maiores críticos é Larry Kushe que afiança que "Se Berlitz afirmar que um barco é vermelho, a possibilidade de ele ser de outra cor é quase uma certeza." Após examinar mais de 400 páginas oficiais da Marinha dos EUA do relatório sobre o desaparecimento dos aviões em 1945, Kushe concluiu que nada havia de estranho no incidente nem encontrou qualquer menção de alegadas comunicações radio citadas por Berlitz no seu livro. Segundo Kushe, o que não é mal interpretado por Berlitz é inventado. Entretanto, Berlitz continua o seu trabalho escrevendo mais livros nos quais afirma que descobriu uma pirâmide gigantesca no Atlântico, prova da existência da Atlântida, e a Arca de Noé.

Há séculos, e mais recentemente, determinada região atrai a atenção de curiosos e pesquisadores, um lúgubre lugar, um sítio de densa atmosfera e sombrias lendas: o Triângulo das Bermudas. Evitado por aviadores experientes e desprezado por pilotos céticos, a zona foi sempre muito pouco estudada. Um dos que notaram seus fenômenos de modoientífico, foi o professor Wayne Moshejian, físico da Universidade de Longwood, Virgínia. Observou que, a partir de 1975, satélites de órbita polar ANOA (Administração Nacional de Oceanografia e Atmosfera), a uma altitude de 1500km, apresentavam defeitos apenas quando se situavam sobre a região das Bermudas.

O prof. Wayne crê que haja algum tipo de energia externa sob a água ou um enorme campo magnético que apaga as fitas magnéticas nas quais as imagens são registradas, mas que por causa misteriosa, tal energia não interfere no padrão orbital do satélite. Defeitos nos instrumentos são comuns na superfície marítima do Triângulo, situado no Caribe, antigamente batizado de Mar dos Sargaços devido à quantidade de algas e entulho submarino; pilotos de pequenas e grandes embarcações, assim como os de aeronaves comerciais falam de freqüentes mudanças de navegação por bússolas desorientadas, a ponto de isto ter se tornado uma piada entre profissionais:

-Um piloto começa a suar frio manejando os botões enquanto o co-piloto lhe diz: "Sabia que estamos no Triângulo da Bermudas?"

-O comandante interrompe: "Não posso me preocupar com isso agora, nossa bússola se descontrolou!".

Piada ou não, de 1800 a 1976 foram computadas pesadas perdas de aviões e navios na área e que não deixam rastros ou sobreviventes: 143 sumiram sem deixar traços de óleo, destroços ou corpos flutuando. Relatos de testemunhas alarmadas ou gravações de comandantes prestes a morrer nos revelam cenas de pesadelo:

· Um Cessna 172 é literalmente caçado por uma "nuvem", com perda do piloto;
· Um avião da Eastern Airlines sofreu perda de altitude, aterrissando em outro local, não programado. Os passageiros verificaram que seus relógios pararam na hora da sacudida, sendo que a fuselagem estava quase derretida por hipotético jato de calor;
· Um membro da tripulação do Queen Elisabeth II vê um avião em rota de colisão com seu navio, mas aquele desaparece no mar como se este se abrisse para ele;
· Uma grande "Lua Nascente" emerge do oceano, sendo observada pelo pessoal da USS Josephus Daniels, destróier; o navio é forçado a mudar de curso e o diário de bordo é apreendido no porto;
· Alguns oficiais e comandantes afirmam que sentem uma sensação de estranheza e que a visão do mar os engana, os fazendo crer que não há terra sob a nave, ou que o aspecto do oceano muda de cor, ou que não distinguem o horizonte, ou seja, não observam a habitual linha divisória entre o mar e o céu, mas sim um nevoeiro esbranquiçado ou mesmo verde.

Outro mistério, aparentemente sem ligação com o Caribe, é o desaparecimento da família Gerard Gilbert do iate Luny, encontrado à deriva a trinta milhas da praia de Almofala, Ceará; a embarcação vazia de tripulantes, vagava repleta de objetos de valor em seu interior, o que descarta a ação de piratas. O diário de bordo dava como última localização do Luny a ilha de Cabo Verde, Atlântico, em 3 de Dezembro de 1993, sendo o Iate encontrado em 16 de Janeiro de 1994. O Triângulo maldito (na verdade um trapézio)vai de Flórida a Porto Rico (local de forte presença ufológica), e de Bermuda até Flórida novamente. Existem mais onze regiões no mundo, onde a gravitação e o magnetismo fazem das suas, alterando o espaço e o tempo: entre Marrocos e Algéria, Planalo do Irã, Pacífico Norte, Polo Norte e o Mar do Diabo (Japão-Filipinas); ao sul temos Ilhas Caledônias, no mar Índico temos a região entre Madagascar e Moçambique, Ilhas Tubudi no Pacífico Sul, Ilha de Páscoa e a nossa ensolarada Cabo Frio... além do Polo Sul, claro.

Pequenos submarinos de pesquisa (leia-se espionagem) encontram, vez por outra, uns animaizinhos estranhos que os paleontologistas distraídos supõem terem sido extintos: os Plessiosauros. Acidentes mais prosaicos são motivados, na região, entre embarcações e baleias e até enormes cargueiros que atropelam barcos menores. Existem ainda as proverbiais e violentíssimas tempestades com redemoinhos gigantescos, que podem engolir um barco de médio porte. Mas quando se trata de aviões, a coisa se complica, embora os erros de leitura, de direção, do piloto, do mau tempo repentino custem vidas. Por essa razão, estudos feitos reservadamente pelo exército americano sugerem aos pilotos que contornem a área o mais possível, se bem que aeronaves comerciais e navios a cruzam sem nada relatar. Firmas particulares e multinacionais conhecidas demonstram interesse no local e no Atlântico norte (Açores), mas nada divulgam sobre suas pesquisas.

Até hoje, as hipóteses variam sobre o desaparecimento de tantos veículos: acidentes técnicos, erro humano, tempestades repentinas, choques com animais marinhos, vulcanismo submarino (Anel de Fogo), anomalias magnéticas, síndrome do pânico na população sem motivo aparente, bolhas d’água que se elevam e tragam tudo o que estiver ao redor, UFOs e USOs, ação de piratas, ação de rede de tráfico de drogas e contrabando, empresas particulares ou governamentais que seqüestram tonelagem para fins escusos, armadilhas de tempo em que os pilotos não identificam o local e as condições, abalroamentos não declarados entre duas embarcações e muitos outros...

Seja qual for o motivo, a região merece acurada análise de organismos internacionais independentes e científicos (os há?), capazes de resolver o mistério; enquanto o assunto estiver nas mãos de uns poucos, mortes e prejuízos continuarão a acontecer, preço muito alto a pagar pelo afã de lucros ou por totalitária intervenção extraterrestre. Devemos evitar o descaso ou criminosa omissão.

Fontes:
-CLARK, Jerome. Enciclopédia do Inexplicável, Makron Gold, 1993.
-RANDI, James. An Encyclopedia of Claims, Frauds, and Hoaxes of the Occult and Supernatural, St. Martin's Press, 1995.
-GUILEY, Rosemary Ellen. Harper's Encyclopedia of Mystical & Paranormal Experience, Harper Collins, 1991.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Bebê sobrevive após ser arrastado por um trem na Austrália


Portal Terra JB ONLINE

MELBOURNE – Um bebê de seis meses sobreviveu após ter sido arrastado por um trem, em uma estação de Melbourne, na Austrália. Imagens do circuito interno da estação mostram o momento em que a mãe da criança se distraiu e o carrinho rolou para a linha do trem.

Nesse momento, uma composição chegava à estação e arrastou o carrinho por cerca de 30 metros. O bebê teve apenas um corte na cabeça.

A criança foi levada para o Hospital de Melbourne.

06:27 - 16/10/2009

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Cientistas medem luz de estrela que explodiu há 13 bilhões de anos


REUTERS JB ONLINE

WASHINGTON – Cientistas vêem explosão do passado, de 13 bilhões de anos

Astrônomos voltaram o máximo possível no tempo até agora, medindo a luz de uma estrela que explodiu 13 bilhões de anos atrás, pouco depois do início do universo. Eles rastrearam uma explosão de raios-gama, chamados GRB 090423, para ver a luz da estrela maciça que morreu 630 milhões de anos depois do big-bang, que originou o universo, relataram na revista científica Nature.

Duas equipes independentes mediram o desvio para o vermelho em cerca de 8,2. O desvio para o vermelho é a distorção da luz conforme ela viaja pelo espaço e pelo tempo e costuma ser comparada ao som de um trem que aumenta e diminui conforme se aproxima e passa do ouvinte.

Esse desvio para o vermelho extremo - o maior já registrado - mostra que a explosão da estrela aconteceu quando o universo tinha menos de 5 por cento de sua idade atual, disseram Nial Tanvir da Universidade Leicester, da Grã-Bretanha, e colegas.

- O desvio para o vermelho medido para o GRB 0900423 significa que a explosão aconteceu em uma época em que o universo era nove vezes menor do que é hoje - colocando a época do evento em cerca de 630 milhões de anos depois do big-bang - disse Bing Zhang, da Universidade de Nevada.

- Os raios-gama são as explosões mais violentas no universo - acrescentou.

Neste caso, a morte da estrela há tanto tempo foi brilhante o suficiente para ofuscar mesmo galáxias e vai ajudar os cientistas a entender o que aconteceu nos primórdios do universo.

Imagem: http://www.adorocinema.com.br/filmes/maquina-do-tempo-2002/maquina-do-tempo-2002.asp#Sinopse

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

O mistério do meteorito da Letónia


Um meteorito cai na Letónia e deixa uma cratera de 20 metros
Próximo da fronteira da Letónia

Efe Moscovo ELMUNDO.ES

Actualizado Segunda-feira 26/10/2009 16:14 horas

Na noite de domingo, um meteorito caiu no Norte da Letónia, junto à fronteira com a Estónia, e deixou uma cratera de 20 metros de diâmetro e 10 de profundidade, sem causar vítimas.

Segundo informou desde Riga a agência oficial russa RIA-Nóvosti, o meteorito caiu numa granja nas proximidades da localidade de Mazsalaca. As autoridades locais, que num primeiro momento não precisar se se tratava de um meteorito ou um fragmento de um satélite artificial, cercaram o lugar onde caiu o objecto procedente do céu.

"O mais provável é que se trate de um meteorito de ferro com um diâmetro de cerca de um metro e uma massa de várias toneladas", comentou a RIA-Nóvosti Vladímir Svetsov, do Instituto de Dinâmica de Geosferas da Academia das Ciências da Rússia.

O cientista explicou que os meteoritos de rocha como regra não chegam até à superfície da Terra, pois destroem-se e queimam-se e se queimam na atmosfera. "Se o corpo (que caiu na Letónia) fosse um satélite (artificial), teria que ser de extrema solidez, pois de contrário se destruiria no ar", acrescentou o cientista.

Destacou que meteoritos de um metro de diâmetro chocam com a Terra com uma frequência de uma vez por ano, e que na maioria dos casos tratam-se de corpos de rocha que raras vezes alcançam a superfície do planeta. Svetsov precisou que cerca de 10 por cento dos meteoritos são de ferro e recordou que faz uns dez anos que na república russa de Baskortostán, junto à localidade de Sterlimatak, caiu um corpo desse tipo, que deixou uma cratera de dez metros de diâmetro.

Imagem: Várias pessoas observam a cratera que pode ter sido provocada por um meteorito. Efe