quarta-feira, 10 de novembro de 2010

LHC irá, finalmente, recriar o Big Bang em laboratório


Em novembro, pesquisadores vão tentar criar uma versão miniatura do “Big Bang”. Desde 2009, os cientistas tentam entender a natureza fundamental da matéria, através da simulação com um acelerador de partículas de alta energia que promove colisões entre prótons.

Os experimentos devem durar quatro semanas. O acelerador de partículas deve passar por quatro experimentos diferentes, e um deles, ALICE, foi especificamente projetado para colidir íons de chumbo.

O objetivo desses choques é investigar como o universo parecia quando nasceu, fornecendo uma visão sobre as condições do universo 13,7 bilhões de anos atrás, logo após o Big Bang. Os cientistas poderão olhar para frações do universo segundo após uma bola pequena, mas muito densa, explodir para criar o cosmos como o conhecemos hoje.

Os cientistas acreditam que foi nessa época que um estado especial da matéria existia, diferente da matéria da qual o universo é formado de agora. Segundo eles, a matéria existe em vários estados. Por exemplo, a água pode ser sólida, líquida ou gasosa. É tudo a mesma coisa, mas em diferentes estados da matéria.

Assim, quando os pesquisadores levam materiais para laboratórios, podem puxar os elétrons dos átomos e encontrar outro estado da matéria, chamado de plasma. Os pesquisadores acreditam que, logo no início do universo, poderia ter existido ainda outro estado da matéria, que os físicos chamam de plasma quarks-glúons.

Para chegar a esse estado da matéria, é necessário fundir eficazmente a matéria nuclear que forma os átomos de hoje, liberando o que estiver dentro, que são os quarks e glúons.

Se os cientistas forem capazes de recriar esse estado da matéria e estudá-lo, podem obter pistas importantes sobre como ela evoluiu para o tipo de matéria que compõe os seres humanos atualmente.

Embora as pequenas bolas de fogo só vão existir por um instante fugaz (menos de um trilionésimo de trilionésimo de segundo), as temperaturas vão atingir mais de dez trilhões de graus, um milhão de vezes mais quente que o centro do sol. Em tal temperatura, mesmo os prótons e nêutrons que compõem os núcleos dos átomos irão derreter, o que resulta em uma sopa densa e quente de quarks e glúons.

As temperaturas e densidades que o colisor pretende criar serão as maiores já produzidas em um experimento.

Anteriormente, os experimentos realizados no acelerador de partículas, com colisões de prótons, foram destinados a outros aspectos da física, tais como encontrar a partícula Bóson de Higgs e evidências de novas leis da física, como a supersimetria. [BBC]

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