sexta-feira, 4 de março de 2011

Como o Google perdeu e devolveu milhares de contas do Gmail?


O onipotente e onipresente Google deu uma mancada essa semana: dezenas de milhares de usuários perderam seus e-mails e todos os seus contatos. Eles simplesmente desapareceram.

O acidente afetou apenas 0,02% usuários do Gmail. O Google diz que tem centenas de milhões de usuários, o que significa que pelo menos 20.000 pessoas foram afetadas por esta falha.

Na segunda-feira, o Google pediu desculpas, anunciando um processo de restauração de todas essas mensagens.

Ok. Muito bem. Mas a questão é: como o Google conseguiu perder todos esses e-mails, e, principalmente, como foi capaz de “achá-los” de novo, se eles de fato foram perdidos?

A empresa afirma que perdeu os e-mails por causa de uma falha em uma atualização de software que estava em processo de instalação em seus servidores de computador.

Quem conhece bastante sobre o Google, sabe que a empresa armazena várias cópias de tudo em centros de dados; são armazéns enormes cheios de computadores em todo o mundo, em locais secretos. O e-mail que você enviou para sua amiga ontem à noite pode estar escondido na Ásia agora.

E como isso pôde acontecer, se eles têm várias cópias de seus dados, em vários centros de dados em todo o mundo? Segundo a empresa, em alguns casos raros, os problemas em softwares podem afetar várias cópias de dados.

Falha de software? Faz sentido. Como a empresa ainda assim conseguiu recuperar todos esses dados? Resposta: o Google ainda armazena dados em fitas. Não faz nenhum sentido.

O Google não especificou que tipo de fita está usando, mas como observam especialistas, não pode ser uma boa jogada. Eles estimam que seriam necessárias 200 mil fitas para fazer um único backup de cada conta do Gmail.

Ainda assim, a fita tem duas vantagens significativas sobre outros meios de comunicação: custo e portabilidade. Essas duas vantagens aparentemente superam as mais significativas (logicamente falando) desvantagens: a fragilidade, a taxa de substituição, a taxa de fracasso, a vulnerabilidade ao roubo, e os dados não criptografados de armazenamento.

Segundo o Google, as fitas são offline, justamente para protegê-las contra esse tipo de erro de software. Restaurar dados a partir delas também leva mais tempo do que transferir dados de centros online, e por isso o procedimento levou horas em vez de milissegundos.

Mesmo com tudo explicado, o que devemos entender deste incidente?

Muitos especialistas dizem que as empresas de armazenamento de dados como o Google e seus concorrentes Microsoft, Yahoo e Dropbox, são geralmente mais bem equipados para cuidar de dados do que as pessoas normais – que, se fizerem, fazem uma cópia de segurança em discos rígidos.

As empresas tendem a fazer várias cópias, e armazená-las em todo o mundo, para que se um centro de dados queime ou inunde, haja uma abundância de dados em outras localidades suficientemente distantes.

E se a sua casa incendeia? Você perde seu computador e seu disco rígido. Provavelmente ninguém manda uma cópia para a Índia por que “vai que…”.

Então podemos confiar plenamente no Google? Segundo especialistas, nunca há garantia de 100%. Todas as empresas têm acordos de “termos de serviço” com os usuários que garantem uma certa quantidade de tempo de atividade do servidor online, normalmente de 99,9%.

No ano passado, o Google cumpriu essa meta: esteve disponível 99,984% do tempo, tanto para usuários empresariais quanto consumidores.

Ainda assim, os usuários enlouquecem se serviços online gratuitos entram em pane nem que seja por um curto período de tempo. E isso é provavelmente o motivo pelo qual o Google e outras empresas vão a tais extremos para evitar a perda completa de dados de usuários. [CNN]

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