quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Peritos dizem que mortalidade das aves é caso raro mas não apocalíptico


As “chuvas” de aves nos Estados Unidos e na Suécia são exemplos surreais do tipo de mortalidades massivas de animais, como o arrojamento de baleias, mas têm causas anormais, não apocalípticas, explicam os peritos.

Reuters
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A poluição ou as alterações climáticas podem agravar os factores de stress sobre a vida selvagem

Tempestade, granizo ou trovoadas podem matar as aves. Tornados ou trombas de água afectam mortalmente pequenos peixes ou anfíbios e arrastam-nos por grandes distâncias. Causas humanas - como os fogos-de-artifício, linhas de electricidade ou colisões com camiões - podem explicar outras tantas mortes da vida selvagem.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnua) defende que é preciso mais investigação sobre estas mortalidades. “A ciência tenta explicar estas coisas. Estes são exemplos das surpresas que a natureza ainda nos dá”, comentou Nick Nuttall, porta-voz do Pnua, com sede em Nairobi, no Quénia. Mas “é preciso investigar mais”.

As modernas ameaças, como a poluição ou as alterações climáticas, podem agravar os factores de stress sobre a vida selvagem.

Os acontecimentos de Beebe, no Arkansas, e no Lousiana ou na Suécia “são um exemplo clássico da coincidência de fenómenos muito estranhos”, comentou Petter Boeckman, zoólogo do Museu de História Natural norueguês. O responsável lembrou que a mortalidade das aves é algo que já tem acontecido mas normalmente passa desapercebido no mar ou em áreas rurais longe das cidades. Muitas aves estão fracas e morrem durante o Inverno, quando o alimento escasseia.

(Foto: Yannis Behrakis/Reuters)