quarta-feira, 8 de junho de 2011

Hoje humanos, amanhã robôs: o futuro da vida no universo


Esqueça os filmes de ET que você já viu até agora. Nada de criaturas verdes que tem pele esquisita e sangram como nós.

Se algum visitante extraterrestre realmente chegar ao nosso planeta, as probabilidades científicas sugerem fortemente que eles serão formas completamente artificiais de vida. Mais do que isso, os cientistas apontam para uma probabilidade de 99,9999999% que os alienígenas sejam sintéticos na natureza.

Em suma, não espere um ET fofinho ligar para a Terra um dia. Em vez disso, pense na imagem de robôs descendo do céu.

A chave desse argumento é que nas civilizações avançadas o suficiente para viajar pelo espaço é bastante provável que as máquinas sejam o suplante de seus criadores biológicos. Autômatos, ao contrário de animais, podem suportar os riscos e a tensão colocados por uma longa viagem interestelar.

Além disso, seres inanimados não teriam de preocuparem-se tanto com as condições ambientais do seu destino, dificuldades enfrentadas pelos humanos: se o planeta é quente ou frio, cheio de bactérias ou estéril, com oxigênio no ar ou sem ar, etc.; máquinas simplesmente não se importariam.

Se você já acha isso absurdo, tente acompanhar o raciocínio: os cientistas acreditam que toda a vida, mesmo na Terra, será substituída por agentes sintéticos muito mais inteligentes dentro de algumas centenas de anos.

Eles identificam quatro caminhos que poderiam levar à substituição de seres humanos ou outros agentes biológicos por suas próprias criações robóticas. Com tempo suficiente, esse é o destino que a vida no cosmos aguarda.

O primeiro caminho para a dominação robótica, logicamente, é através da dependência. Uma dependência cada vez maior das máquinas um dia chegará a um momento crítico, quando estes robôs sensíveis decidirem abandonar a serventia e se tornarem os donos de si mesmos.

O segundo passo é um novo tipo de corrida armamentista, no qual as nações constroem forças cibernéticas de combate.Cada país tem seus robôs inteligentes e autônomos, mas a supervisão humana pode se perder nesse caminho, porque as nações não tem controle sobre os robôs inimigos.

Não que precise haver uma guerra violenta entre robôs e humanos; esse pode ser apenas um salto de transformação para a humanidade baseado, talvez, em nosso desejo de imortalidade. Os cientistas há muito previram que a tecnologia acabará por chegar ao ponto onde nossa consciência baseada no cérebro pode ser transferida para o meio sintético; esse é o terceiro caminho para a supremacia da máquina.

O quarto e último passo são as incursões no espaço interestelar. Mais do que provavelmente, a viagem espacial será simplesmente demasiado difícil para entidades biológicas.

Viajar de um sistema estelar para outro, hoje, é difícil e lento. Mesmo viajando quase à velocidade da luz, atingir o sistema estelar mais próximo, Alpha Centauri, levaria meia década. As exigências de energia para acelerar uma nave a velocidades adequadas para excursões cósmicas, no entanto, são assustadoras.

Além, é claro, dos desafios dessa viagem para o corpo biológico: é necessária blindagem para proteger os ocupantes de uma nave espacial de chuvas de radiações nocivas causadas pelo impacto de gás interestelar e partículas de poeira contra o casco de uma nave em movimento rápido. E boa sorte em manter uma sociedade saudável e funcionando em um ambiente totalmente fechado.

Já seres sintéticos não teriam que se preocupar com nada disso, além de poderem “dormir” por tempo indeterminado e serem acordados por um temporizador.

Esse parece mesmo ser o destino da evolução. Se existe outra vida no universo, é uma civilização possivelmente milhões de anos mais velha que nós, que terá passado por uma evolução cultural com alta probabilidade de serem seres inteligentes artificialmente.

Independentemente de como as máquinas terminarão, sua expansão para o espaço parece certa, seja para obter novos recursos ou para explorar (ou, por motivos menos atraentes, para exterminar a vida biológica que resta). [LiveScience]

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