quarta-feira, 25 de julho de 2012

Coreia do Norte estaria criando armas de pulsos eletromagnéticos


O Brasil está longe de ser neutro como uma Suíça, mas também não somos os intrometidos EUA, que podem estar em perigo se os boatos recentes sobre a Coreia do Norte forem confirmados.
Esses “boatos” nasceram com um artigo militar chinês publicado no jornal comunista Bauhinia, de Hong Kong .
O artigo afirma que a Coreia do Norte bloqueou sinais GPS (navegação por satélite) de militares da Coreia do Sul perto da zona desmilitarizada entre os países, e que os amigos do norte podem estar desenvolvendo armas de pulsos eletromagnéticos (PEM).
Embora a ligação entre essas duas coisas não seja muito reveladora – tecnologia de interferência de GPS não necessariamente sugere qualquer capacidade de armas PEM -, o artigo diz que a “Coreia do Norte sempre planejou desenvolver pequenas ogivas nucleares” e “sobre essa base, eles poderiam desenvolver armas de pulsos eletromagnéticos a fim de paralisar os sistemas de armas das forças armadas da Coreia do Sul – a maioria dos quais envolve equipamentos eletrônicos”.
A tecnologia PEM
O fenômeno PEM foi descoberto em 1962, durante um teste nuclear no Pacífico. Durante a Guerra Fria, os EUA e a União Soviética fizeram muitos testes nucleares, e em um deles as bombas PEM foram descobertas como um efeito secundário, já que levaram a alguns danos inesperados para as redes de energia e instalações civis próximas.
As bombas PEM emitem ondas magnéticas de alta potência que destroem ou perturbam gravemente todos os aparelhos eletrônicos em uma grande área a partir das ondas.
Agora, alguns países estão desenvolvendo uma tecnologia que produz as mesmas ondas de choque (PEM) sem precisar de uma explosão nuclear. O relatório chinês, por exemplo, sugere que EUA, Inglaterra e Coreia do Norte estão entre esses países.
Apesar de potencialmente não letal, essa tecnologia é altamente destrutiva. Uma ofensiva com uma dessas bombas de baixa intensidade poderia causar interferências temporárias em sistemas eletrônicos, enquanto pulsos mais intensos poderiam corromper importantes dados digitais, e ondas de grande potência iriam fritar equipamentos elétricos e eletrônicos completamente, neutralizando sistemas de controle de veículos, sistemas de mira de mísseis e bombas, sistemas de comunicação, sistemas de navegação e sistemas de rastreamento de curto e longo alcances.
O que a Coreia pretende?
Como muitos já sabem, os EUA são aliados da Coreia do Sul, inimiga da Coreia da Norte.
Segundo o ex-CIA Peter V. Pry, diretor executivo da Força-Tarefa de Segurança Nacional e Pátria dos EUA, as armas PEM e outras ameaças a infraestruturas destacam o problema que os EUA podem enfrentar em seguida de um ataque PEM de seus inimigos, como Irã, Coreia ou grupos terroristas.
Um ataque PEM seria pior do que as recentes perturbações de energia na Costa Leste do país, que fecharam empresas e agências federais, interromperam serviços de emergência e comunicações, causaram enorme deterioração dos alimentos,
apagaram sinais de trânsito e deixaram milhões sem ar condicionado durante uma onda de calor.
Esse “blecaute” foi menor em comparação a um desastre PEM. “Terroristas armados com uma única arma nuclear detonada em alta altitude sobre os Estados Unidos poderiam causar um apagão prolongado em todo o país, que pode durar meses ou anos e até ser irrecuperável”, disse Pry.
O exército chinês sempre destacou que a Coreia do Norte planejava desenvolver pequenas armas nucleares capazes de criar tais pulsos eletromagnéticos, provavelmente destinados a atacar ou combater forças militares sul-coreanas e americanas com base na Coreia do Sul.
De qualquer maneira, não dá para saber o que o país pretende com as bombas PEM, ou se eles realmente detêm a tecnologia. Mas uma coisa é fato: na nossa sociedade, conhecimento e ameaça sempre equivaleram a poder. Melhor para a Coreia do Norte.[LiveScience, WashigtonTimes, UOL, SeraqueSomosTolos]