domingo, 22 de julho de 2012

5 maneiras de sobreviver durante os próximos 100 mil anos


Paleontólogos estimam que os primeiros mamíferos surgiram há cerca de um milhão de anos, e sobrevivem na face da Terra desde então. Tomando este número como base, é aceitável que o ser humano ainda possa ter uns bom cem mil anos de vida, no mínimo, antes que algo aconteça para nos colocar em extinção.
A New Scientist preparou uma animação em vídeo (em inglês) que elenca cinco possíveis catástrofes que trariam o apocalipse. Em cada ponto, é feita uma previsão de como elas poderiam destruir a raça humana e como é possível evitar este destino. Confira a lista com cinco possíveis desfechos:
1 – Tecnologia destrutiva
Ao longo dos últimos milhares de anos, desde as lanças de madeira e pedras lascadas, o homem foi aprimorando as ferramentas para ferir, matar e acabar consigo mesmo. Apenas recentemente, no entanto, nasceram armas capazes de varrer uma civilização inteira do mapa de uma só vez. Além das já utilizadas bombas nucleares, armas químicas e biológicas, existe a ameaça futura de robôs assassinos ou máquinas de poder destrutivo ainda desconhecido.
Felizmente, conforme explicam os pesquisadores, nós não vivemos todos em uma só região, e sim em centenas de comunidades espalhadas pelo planeta. Logo, se certo país ou população perder o controle sobre determinada tecnologia destrutiva, obviamente haverá sofrimento, mas a crise poderá ser contornada antes que a humanidade inteira esteja condenada ao desaparecimento.
2 – Vírus
Apenas no último século, tivemos quatro grandes pandemias virais que assustaram médicos de todo o planeta. A última, conhecida de todos, foi a gripe suína de 2009 que provavelmente te levou no mínimo a tomar uma vacina não esperada. Proporcionalmente, a mais nociva de todas aconteceu em 1918, mas a porcentagem de população mundial que morreu na ocasião foi inferior a 6%.
Os cientistas explicam que não deve haver tanto motivo para pânico: pandemias como esta são relativamente raras em mamíferos. Quando acontecem, atingem apenas populações de áreas muito pequenas ou geograficamente restritas, como ilhas. Seria difícil a humanidade toda perecer por conta disso.
3 – Mudanças climáticas
Se queimarmos todos os combustíveis fósseis disponíveis no planeta atualmente, a temperatura global poderia subir em até 10 graus Celsius. Isso seria um problema real, já que o aumento do nível dos oceanos, por exemplo, poderia colocar bilhões de pessoas em túmulos debaixo da água.
Mas se essa ameaça parece mais perigosa, é por outro lado menos provável. Além do mais, as novas formas de energia alternativa estão desde já evitando que um dia cheguemos a um ponto tão crítico.
4 – Super vulcões
Não é só a emissão de poluentes produzidos pelo homem que pode causar alterações no clima. Bilhões de metros cúbicos de cinzas vulcânicas seriam capazes de provocar um efeito parecido. As escalas geológicas estimam que a erupção de um supervulcão ocorre a cada 50 mil anos, em média. Ou seja, não chegaremos aos próximos cem mil sem passar por nenhuma dessas.
Quando há uma erupção desta magnitude, a atmosfera do planeta é engolfada por uma nuvem permanente de cinzas, e a Terra fica na escuridão quase completa por mais de cinco anos. Sem luz do sol, não há alimento, e o fim da raça humana seria apenas uma questão de tempo.
Felizmente, a escuridão é quase completa, e não 100%. Como o ser humano ocupa quase todas as áreas possíveis para se viver no planeta, são ótimas as chances de que pelo menos alguns de nós consigamos ficar em uma área onde a luz do sol ainda penetre. Estudos com fósseis apontam que nossos ancestrais de 70 mil anos atrás fizeram isso para sobreviver.
5 – Asteroides
O espaço sideral também é ponto de partida para possíveis apocalipses. Explosões solares em larga escala, supernovas (estrelas recém-explodidas) ou emissão de raios gama poderiam exterminar a vida na Terra em pouco tempo. Mas isso seriam projeções para milhões de anos a partir de agora.
Em um “futuro próximo”, a única possibilidade realmente concreta parte dos asteroides. É possível que sejamos atingidos, dentro dos próximos cem mil anos, por um asteroide grande o bastante para destruir um país do tamanho da França apenas na queda. A teoria mais aceita para a extinção dos dinossauros está ligada à queda de um asteroide.
Apesar disso, a humanidade já tem ideia de como poderia evitar este desfecho. Recentemente, cientistas conceberam o projeto de um foguete que poderia voar com toda força em direção ao asteroide antes que ele entrasse na atmosfera, se chocando com ele e mudando seu curso no espaço. Até que um asteroide realmente esteja vindo em nossa direção, temos que dar conta desta limitação. [NewScientist]
Assista o vídeo completo, se quiser: