quinta-feira, 2 de agosto de 2012

7 Misteriosos eventos atmosféricos


7 – Como se formam as nuvens?
Talvez você ainda se lembre de como aprendeu, nas aulas de geografia, sobre o processo de formação de uma nuvem: devido aos ciclos climáticos, o vapor d’água existente na atmosfera se condensa e as nuvens se compõem. Pesquisas recentes defendem, no entanto, que esse processo não é tão simples assim: raios cósmicos podem estar envolvidos.
Segundo essa teoria, apoiada por experimentos feitos no CERN (famoso laboratório na fronteira franco-suíça, que simula o Big Bang), algumas partículas eletricamente carregadas, vindas do espaço, influenciam no ritmo e intensidade com que as nuvens se formam, e naturalmente isso se reflete no clima.
6 – Seres atmosféricos
Seria possível que a vida na Terra tenha se iniciado não pelos mares, e sim pela estratosfera? Cientistas têm se dedicado a estudar seres vivos que habitam o céu indefinidamente. Na maioria dos casos, trata-se de bactérias e fungos. Algumas espécies, conforme se observou, estão apenas viajando pelo ar, mas outras realmente se alimentam de substâncias químicas das nuvens.
Há mais de dez anos, cientistas de diferentes instituições têm dado atenção às bactérias que habitam pontos incrivelmente altos da atmosfera. As teorias em torno do surgimento dessas formas de vida ainda variam, mas os indicadores recentes mostram que a “fauna celeste” é mais rica do que imaginamos.
5 – Auroras luminosas
Ambas as extremidades da Terra (Pólo Sul e Pólo Norte) reservam, eventualmente, maravilhosos espetáculos de luz no céu: as chamadas Auroras Boreal e Austral. Tais auroras são causadas, segundo os cientistas, por perturbações entre o magnetismo e as partículas elétricas nos pólos.
Em 2008, a NASA foi ainda mais longe. Uma nave aparelhada para esta finalidade conseguiu detectar que o surgimento dessas auroras está a mais de 150 mil quilômetros da Terra, na direção oposta à do sol. O campo magnético da Terra, às vezes, produz uma “cauda” que se arrasta por longas distâncias além da atmosfera. Na esteira dessa cauda, correm elementos químicos que proporcionam aquele show de luzes tão fascinante.
4 – “Marés” atmosféricas
Nem todo mundo sabe disso, mas as massas de ar que circulam pelo planeta também são reguladas por uma complexa “maré”, de forma que a atmosfera seria comparável a um oceano. Este ciclo, no caso, é influenciado de acordo com uma combinação entre o aquecimento dos raios solares e a gravidade lunar, que afetam a pressão e promovem deslocamentos na atmosfera.
É claro que, para nós, na superfície e em baixas altitudes, a movimentação das marés atmosféricas é muito pouco perceptível. Apesar disso, seus efeitos são verificados no clima, na formação de fenômenos como furacões e até interfere nas comunicações por rádio e no controle de satélites na órbita terrestre.
3 – Porque existem relâmpagos?
Milhares de anos se passaram desde que o homem começou a observar fenômenos na natureza, mas um deles permanece tão misterioso nos dias de hoje quanto nos primórdios da nossa existência: os relâmpagos.
A explicação mais simples e usual é a de que partículas de gelo se chocam sob determinadas condições, que deixam a nuvem eletricamente carregada ao nível de produzir descargas. Essa teoria, no entanto, jamais foi completamente comprovada. Alguns cientistas alegam que, sob as condições atmosféricas já observadas, seria impossível que descargas tão violentas pudessem ser produzidas nas tempestades. O que há por trás deste mecanismo segue sendo um enigma.
2 – Luzes de alerta a terremotos
Em 1746, o diretor de uma prisão na Ilha de San Lorenzo, no Peru, notou estranhos feixes de luz branco-azulados no céu e resolveu colocar detentos do local para observar tais luzes o tempo todo. Três semanas depois, um enorme terremoto atingiu as cercanias de Lima, a capital, e a ilha foi atingida por um tsunami.
Alguns sinais visuais muitos sutis, outros nem tanto, podem ser detectados nos céus quando uma catástrofe natural se aproxima. No caso dos terremotos, outras evidências já foram registradas em fotografias ao longo do tempo, mas ninguém conseguiu ainda explicar as origens de tais luzes.
1 – Vida útil do ar respirável
Nem sempre o ar atmosférico foi propício para os seres humanos respirarem, e nem sempre o será. Daqui a um bilhão de anos, calcula-se que o sol será 10% mais brilhante e intenso à Terra do que hoje.
O volume de água que evapora dos oceanos vai aumentar, criando uma camada de moléculas que deve acelerar o que se chama hoje de efeito estufa. A Terra se tornaria uma espécie de Vênus úmida: muito calor envolto em uma camada atmosférica espessa, como um gigantesco cobertor de água fervente.
Quando a água escapar para a estratosfera, será quebrada pelos raios ultravioleta em oxigênio e hidrogênio. Os átomos de oxigênio ficariam retidos lá em cima, sem voltar à superfície, e pouco a pouco teríamos cada vez menos disponível para nós. Com apenas hidrogênio para respirar, a morte de todos os seres vivos seria apenas questão de tempo. [NewScientist, Foto]