terça-feira, 27 de março de 2012

O Despertar dos Mágicos (FIM) Quanto mais eu compreendo, mais amo, pois tudo o que se compreende está certo.


Não afirmaria como válida a mais tímida das hipóteses formuladas nesta obra. Cinco anos de reflexão e de trabalho com Jacques Bergier não me proporcionaram senão uma única coisa: a vontade de manter o meu espírito em estado de surpresa e de confiança perante todas as formas de vida e perante todos os vestígios de inteligência no que é vivo.

Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL

Esses dois estados: surpresa e confiança, são inseparáveis. A vontade de os alcançar e de aí se manter sofre com o tempo uma transformação. Deixa de ser vontade, quer dizer, jugo, para se tornar amor, quer dizer, alegria e liberdade. Numa palavra, a minha única aquisição é que trago comigo, para todo o sempre, o amor pelo que está vivo, neste mundo e na infinidade dos mundos. Para honrar e exprimir esse amor poderoso, complexo, não nos limitamos, eu e Jacques Bergier, ao método científico, como o exigia a prudência. Mas o que é o amor prudente? Os nossos métodos foram os dos sábios, mas também os dos teólogos, dos poetas, dos feiticeiros, dos magos e das crianças. No fim de contas, conduzimo-nos como bárbaros, preferindo a invasão à evasão.
É que qualquer coisa nos dizia que de fato fazíamos parte das tropas estranhas, dos bandos fantomáticos conduzidos por trombetas de ultra-som, coortes transparentes e desordenadas que principiam a irromper sobre a nossa civilização. Nós estamos do lado dos invasores, do lado da vida que chega, do lado da mudança de era e de pensamento. Erro? Loucura? Uma vida de homem só se justifica pelo esforço, mesmo desafortunado, de melhor compreender. E melhor compreender é melhor aderir. Quanto mais eu compreendo, mais amo, pois tudo o que se compreende está certo.
Fim.
ÍNDICE
Prefácio
PRIMEIRA PARTE
I. Homenagem ao leitor apressado. - Uma demissão em 1875. - As aves agourentas. ¬Como o século XIX fechava as portas, -O fim das ciências e o recalcamento do fantástico. - Os desesperos de Poincaré. - Somos os nossos próprios avós. -Juventude! Juventude! .
II. A deleitação burguesa. Um drama da inteligência ou a tempestade do irrealismo. Perspectiva sobre outra realidade. - Para além da lógica e das filosofias literárias. - A noção do eterno presente. - Ciência sem consciência., e consciência sem ciência? - A esperança.
III. Reflexões apressadas sobre os atrasos da sociologia. Um diálogo de surdos. - Os planetários e os provincianos. Um cavaleiro que regressou para junto de nós. -Um
pouco de lirismo.
A CONSPIRAÇÃO EM PLENO DIA
I. A geração dos obreiros da Terra. - Sois um moderno atrasado ou um contemporâneo do futuro? - Um cartaz nas paredes de Paris em 1622. - Ver as coisas antigas com olhos novos. - A linguagem esotérica e a linguagem técnica. - Uma nova noção da sociedade secreta. - Um novo aspecto do espírito religioso
II. Os profetas do Apocalipse. - Uma Comissão do Desespero. - A metralhadora de Luís
XVI. - A Ciência não é uma Vaca Sagrada. - O Senhor Despotopoulos quer ocultar o progresso. - A lenda dos Nove Desconhecidos.
III. Ainda uma palavra sobre o realismo fantástico. - Ali existiram técnicas. - Houve a necessidade do segredo e volta a haver. - Nós viajamos no tempo. - Queremos ver, na sua continuidade, o oceano do espírito, - Novas reflexões sobre o engenheiro e o mágico. - O passado, o futuro. - O presente atrasa-se nos dois sentidos. - O ouro dos livros antigos. -Um olhar novo sobre o mundo antigo.
IV. O saber e o poder ocultam-se. - Uma visão da guerra revolucionária. - A técnica ressuscita as Guildas. - O regresso à idade dos Adeptos. - Um romancista falara verdade: existem Centrais de Energia. -Da monarquia à criptocracia. - A sociedade secreta, futura forma de governo. - A própria inteligência é uma sociedade secreta. -Batem à porta.
A ALQUIMIA COMO EXEMPLO
I. Um alquimista no Café Procope, em 1953. - Conversa a propósito de Gurdjieff. - Um homem que pretende saber que a pedra filosofal é uma realidade. - Bergier arrasta-me a toda velocidade para um estranho atalho. -Aquilo que veio liberta-me do imbecil desprezo pelo progresso. -O nosso pensa mento secreto a respeito da alquimia: nem revelação, nem tentativa. - Rápida meditação sobre a espiral e a esperança.
II. Cem mil livros que nunca são interrogados. - Pede-se uma expedição científica ao país da alquimia. - Os inventores. - O delírio pelo mercúrio. - Uma linguagem cifrada. - Terá existido outra civilização atômica? - Os pilares do museu de Bagdá. -Newton e os grandes iniciados. -Helvétius e Spinoza perante o ouro filosofal. - Alquimia e física moderna. - Uma bomba de hidrogênio sobre um fogão de cozinha. Materializar, hominizar, espiritualizar.
III. Onde se vê um pequeno judeu preferir o mel ao açúcar. Onde um alquimista, que poderia ser o misterioso Fulcanelli, fala do perigo atômico em 1937, descreve a pilha atômica e evoca as civilizações desaparecidas. - Onde Bergier corta um cofre-forte com um maçarico e anda com uma garrafa de urânio debaixo do braço. - Onde um maior americano anônimo procura um Fulcanelli definitivamente oculto. - Onde Oppenheimer canta um dueto com um sábio chinês de há mil anos atrás.

O alquimista moderno e o espírito de investigação. -Descrição do que faz um alquimista no sem laboratório. -A repetição indefinida da experiência. - O que espera ele? - A preparação das trevas. - O gás eletrônico. - A água dissolvente. - Será a pedra filosofal emergia em suspensão? - A transmutação do próprio alquimista. - Para além começa a verdadeira metafísica.
Há tempo para tudo. - Há mesmo um tempo para que os tempos se reencontrem.
AS CIVILIZAÇÕES DESAPARECIDAS
I. Onde os autores descrevem o extravagante e maravilhoso Senhor Fort. - O incêndio do sanatório das coincidências exageradas. - O Senhor Fort vítima do conhecimento universal. - Quarenta mil notas sobre as tempestades de pervincas, as chuvas de rãs e os aguaceiros de sangue. -O Livro dos Danados. -Um certo Professor Kreyssler. - Elogio e ilustração do intermediarismo. - O eremita do Bronx ou o Rabelais cósmico. -Onde os autores visitaram a catedral de Santo Algures. - Bom apetite, Senhor Fort!
II. Uma hipótese para a fogueira. - Onde o eclesiástico e o biologista fazem o papel de cômicos. - Pede-se um Copérnico da antropologia. - Muitos espaços brancos em todos os mapas. O Doutor Fortune não é curioso. -O mistério da platina derretida. - Barbantes que são livros - A árvore e o telefone. - Um relativismo Cultural. - E agora, uma boa historieta!
III. Os nove bilhões de nomes de Deus
Onde os autores, que não são nem muito crédulos, nem muito incrédulos, se interrogam a respeito da Grande Pirâmide. - E se existissem outras técnicas? - O exemplo hitleriano. - O império de Almançor. - Muitos fins do mundo. - A impossível ilha de Páscoa. - A tenda do Homem Branco. -As civilizações da América. - O mistério maia. - Da ponte de luz à estranha planície de Nazca. - Onde os autores não passam de pobres quebradores de pedras.
Memória mais antiga do que nós... - Onde os autores voltam a encontrar pássaros metálicos. -História de um curioso mapa do mundo. - Bombardeamentos atômicos e naus interplanetárias nos textos sagrados. -Outra idéia sobre as máquinas. - O culto pelo cargo. -Outra visão do esoterismo. - A sagração da inteligência. - Mais uma história, por favor.

VI. Um cântico para São Leibowitz
SEGUNDA PARTE
ALGUNS ANOS NO ALGURES ABSOLUTO
I. Todas as bolas no mesmo saco. - Os desesperos do historiador. - Procura-se inteligência mais sutil. - Dois amadores do insólito. - No fundo do Lago do diabo. - Um antifascismo oco. - Bergier e eu perante a imensidão do estranho. - Tróia também era uma tenda. - A história em atraso. Do visível banal ao invisível fantástico. - Apólogo do escaravelho de ouro. - Pode ouvir-se a ressaca do futuro. - Há apenas as frias mecânicas
II. Na Tribuna das Nações recusam o Diabo e a loucura. - Há no entanto uma luta dos deuses. - Os alemães e a Atlântida. - Um socialismo mágico. - Uma religião e uma ordem secretas. - Uma expedição às regiões ocultas, - O primeiro guia será poeta.
III. Onde se falará de P.J. Toulet, escritor menor. -Mas é de Arthur Machen que se trata. - Um grande gênio desconhecido. - Um Robinson Crusoé da alma. - História dos anjos de Mons. -Vida, aventuras e desgraças de Machen. - Como descobrimos uma
sociedade secreta inglesa. - Um prêmio Nobel com máscara preta. - A Golden Dawn, suas filiações, seus membros e seus chefes. - A razão por que vamos citar um texto de Machen. - Os acasos mostram zelo
O texto de Arthur Machen. - Os verdadeiros pecadores como os verdadeiro.: santos são ascetas. - O verdadeiro Mal assim como o verdadeiro Bem nada tem a ver como o mundo vulgar. - O que é pecado é conquistar o céu de assalto. O verdadeiro Mal torna¬se cada vez mais raro. - O materialismo inimigo do Bem e ainda mais do Mal. - Apesar de tudo existe hoje qualquer coisa. - Se estais realmente interessados.
A Terra oca, o mundo gelado, o homem novo. - Nós somos inimigos do espírito. Contra a natureza e contra Deus. -A sociedade do Vril. A raça que nos suplantará. Haushoffer e o Vril. - A idéia de mutação do homem. O Superior Desconhecido. -Mathers, chefe da Golden Dawn, encontra os Grandes Terrificantes. -Hitler diz que também os viu, - Uma alucinação ou uma presença real? - A porta aberta sobre outra coisa. - Uma profecia de René Guénon. - O primeiro inimigo dos nazistas: Steiner.

VI. Um ultimato aos cientistas. - O projeta Horbiger, Copérnico do século XX. - A teoria do mundo gelado. - História do sistema solar. - O fim do mundo. - A Terra e suas quatro luas. -Aparição dos gigantes. - As luas, os gigantes e os homens. -A civilização da Atlântida. -As cinco cidades de há 300.000 anos. - De Tiahuanaco às múmias tibetanas. - A segunda Atlântida. - O Dilúvio. - Degenerescência e cristandade. ¬Aproximamo-nos de outra era. - A lei do gelo e do jogo.
VII. Horbiger ainda tem um milhão de discípulos. - A expectativa do messias. - Hitler e o esoterismo em política. - A ciência nórdica e o pensamento mágico. -Uma civilização inteiramente diferente da nossa. - Gurdjieff, Horbiger, Hitler e o homem responsável do cosmo. - O ciclo do fogo. - Hitler fala. - O fundo do anti-semitismo nazista. - Marcianos em Nuremberg. - O antipacto. O verão do foguete. - Stalingrado ou a queda dos magos. A prece sobre o Elbruz. - O pequeno homem vencedor do super-homem. - É o homem pequeno que abre as porias do céu. -O crepúsculo dos Deuses. - A inundação do metropolitano de Berlim e o mito do Dilúvio. - Morte caricatural dos projetas. - O coro de Shelley.
VIII. A Terra é oca. - Vivemos no interior. - O Sol e a Lua estão no centro da Terra. - O radar a serviço dos magos. - Uma religião nascida na América. - O seu projeta alemão era aviador. - O anti-Einstein. - Um trabalho de louco. - A Terra oca, os satélites artificiais e os alérgicos à noção do infinito. - Uma arbitragem de Hitler. - Para além da coerência.
Levam-nos água ao nosso horrível moinho - O jornal dos Louros. -O Padre Lenz. - Uma circular da Gestapo. - A última prece de Dietrich Eckardt. - A lenda de Tule. - Um viveiro de médiuns. - Haushoffer, o mágico. - Os silêncios de Hess. - A suástica e os mistérios da casa Ipatiev. - Os sete homens que queriam modificar a vida. - Uma colônia tibetana. - As exterminações e o ritual. - Está mais escuro do que imaginais.
Himmler e o problema ao contrário. - A curva decisiva de 1934. - A Ordem Negra no poder. - Os monges guerreiros com cabeças de morte. - A iniciação nos Burgs. - A última prece de Sievers. - Os estranhos trabalhos da Ahnenerbe. - O grande-sacerdote Frederico Hielscher. - Um apontamento esquecido de Jünger. - O sentido de uma guerra e de uma vitória.

TERCEIRA PARTE
O HOMEM, ESSE INFINITO - UMA NOVA INSTITUINDO - I. O Fantástico no fogo e no sangue. - As barreiras da incredulidade. - O primeiro joguete. - Burgueses e operários da Terra. - Os fatos falsos e a ficção verdadeira, - Os mundos habitados. - Os visitantes vindos de algures. - As grandes comunicações. -Os mitos modernos. -Do realismo fantástico . em psicologia. - Para uma exploração do fantástico interior. - Exposição do método. - Uma concepção diferente da liberdade.
O FANTÁSTICO INTERIOR - II. Pioneiros: Balzac, Hugo, Flammarion. - Jules Romains e a mais vasta interrogação. - O fim do positivismo. - O que é a parapsicologia? - Fatos extraordinários e experiências autênticas. -O exemplo do Titanic. - Vidência. -Premonição e sonho. - Parapsicologia e psicanálise. - Nosso trabalho exclui o recurso urso ao ocultismo e às falsas ciências, - Em busca da maquinaria das profundezas.
A CAMINHO DA REVOLUÇÃO PSICOLÓGICA -III. O segundo sopro do espírito. -Pede-se um Einstein da psicologia. - A idéia religiosa renasce. - A nossa sociedade está moribunda. - Jaurès e a árvore ruidosa de moscas. - O pouco que vemos é devido ao pouco que somos.
UMA REDESCOBERTA DO ESPÍRITO MÁGICO - IV. O olho verde do Vaticano. - A outra inteligência. - Fábrica do Bosque Adormecido. - História da relavote. - É possível que a natureza faça um jogo duplo. - A manivela da supermáquina. - Novas catedrais, nova gíria. - A última porta. - A existência como instrumento. - Coisas novas e razoáveis sobre os símbolos. - Nem tudo está em tudo.
A NOÇÃO DO ESTADO DE VIGÍLIA - V. A maneira dos teólogos, dos cientistas, dos magos e das crianças - Cumprimentos a um especialista em suscitar obstáculos. - O conflito espiritualismo-materialismo, ou uma história de alergia. - A tenda do chá. - E se se tratasse de uma faculdade natural? - O pensamento como forma de caminhar e de sobrevoar. - Um suplemento aos direitos do homem. - Diva sobre o homem desperto. - Nós, honestos bárbaros.
TRÊS HISTÓRIAS PARA SERVIREM DE EXEMPLO - VI. História de tom grande matemático em estado selvagem. - História do mais espantoso clarividente. -História de um cientista de amanhã que vivia em 1750.
PARADOXOS E HIPÓTESES SOBRE O HOMEM DESPERTO - VII. Por que motivo as nossas três histórias desiludiram alguns leitores. - Não sabemos nada de sério sobre a levitação, a imortalidade etc. -No entanto o homem tem o dom dá ubiqüidade, ele vê a distância etc. -A que chamais uma máquina? - Como poderia ter nascido o primeiro homem desperto. - Sonho fabuloso mas racional sobre as civilizações desaparecidas. - Apólogo da pantera. - A escrita de Deus.
ALGUNS DOCUMENTOS SOBRE O ESTADO DE VIGÍLIA - VIII. Uma antologia a fazer. - As opiniões de Gurdjieff. -A minha passagem pela escola de vigília. - Uma história de Raymond Abellio. - Considerações de René Alleau sobre o estado de consciência superior. - Um texto admirável de Gustav Meyrinck, gênio ignorado.
O PONTO PARA ALÉM DO INFINITO - IX. Do Surrealismo ao Realismo Fantástico. - O Ponto Supremo. - Desconfiar das imagens. - A loucura de Georg Cantor. - O iogue e o matemático. -Uma aspiração fundamental do espírito humano. - Um excerto de uma
genial novela de Jorge Luís Borges.
DIVAGAÇÕES SOBRE OS MUTANTES - X. O garoto astrônomo. - Uma subida de temperatura na inteligência. Teoria das mutações. - O mito dos Grandes Superiores. -Os Mutantes entre nós. - Do Horla a Leonardo Euler. - Uma sociedade invisível dos Mutantes. - Nascimento do ser coletivo. - O amor pelo vivo.
Imagem: as fantásticas fotografias de infravermelhos
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