terça-feira, 24 de novembro de 2009

Triângulo das Bermudas. Ivan T. Sanderson. "Tempestade de Supernova",


Por exemplo: somente nas águas das Bermudas existem as cavernas submarinas conhecidas como "buracos azuis". Milhares de anos atrás, elas estavam na superfície e com a terceira glaciação, os mares se elevaram e submergiram boa parte das costas. Esses "buracos azuis" se ramificam em túneis e desvios e que, às vezes, se comunicam com as águas interiores das ilhas. Eles são um mar dentro de outro, com seus peixes, suas correntes e seus fenômenos. Uma expedição submarina encontrou um pesqueiro encravado numa dessas grutas submarinas. Serão eles os responsáveis pelos navios desaparecidos no "Triângulo?" Isso seria válido apenas no caso de pequenas barcas e iates; nunca para grandes navios.

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http://www.djhumberto.oi.com.br/triangulo.htm

Os vórtices profundos são realmente perigosos às grandes embarcações. São verdadeiras "goelas" que se destacam das grandes correntes oceânicas. Os vórtices podem tanto aparecer próximos à superfície como a grandes profundidades (abaixo até dos 400 metros de profundidade). Eles foram descobertos por acaso, quando um oceanógrafo fazia pesquisa com bóias e notou que algumas delas desapareciam diante de seus olhos, como que tragadas por alguma força misteriosa.

Em 1970, uma importante universidade americana planejou "aprisionar" um vórtice oceânico e a pesquisa se realizou exatamente nas águas das Bermudas. Desde então, sabemos que os vórtices são freqüentes, numerosos e diferentes um do outro. Isso mostra que a Natureza ainda tem forças desconhecidas. Quem sabe uma delas seja responsável pelo "sumiço" de aviões e navios?

Existem ainda as trombas d’água, gigantescas colunas de água capazes de esmagar navios ou precipitar aviões que voem a baixas altitudes. Outro fenômeno comum na região são os maremotos, podendo chegar a 70 metros de altura. Surgem de repente, mesmo em mar calmo. Sob essa energia uma embarcação pode ser virada e partida em duas. Por outro lado, também existem as ondas de profundidade, geralmente produzidas por desmoronamentos submarinos.

Todos esses fenômenos explicariam em parte os desaparecimentos de navios. Mas, e os aviões? Nos últimos anos, cientistas vêm estudando certas perturbações atmosféricas, como as turbulências de ar claro, furacões repentinos que surgem do choque de massas de ar de níveis diferentes. Esse tipo de turbulência escapa das previsões dos meteorologistas. Enfrentando esse tipo de perturbação, seria como se um avião tivesse pela frente um muro e não pudesse ultrapassá-lo.

Outro fenômeno igualmente assustador é a "Tempestade de Supernova", violentíssimo temporal, com a diferença que cresce com grande rapidez, tem curso fulminante e desaparece depressa.

Todas essas teorias explicariam todos os desaparecimentos nas Bermudas? Alguém já conseguiu escapar de um desastre naquele famoso triângulo?

Os Que Escaparam

O capitão Don Henry foi proprietário de uma firma de salvamento marítimo em Miami até o início dos anos 70. Em 1966, a bordo de um rebocador que puxava uma chata sem carga, ele ouviu seus homens gritar assustados. Subiu à coberta e viu-se defronte a um estranhíssimo panorama: céu e mar se confundiam. O horizonte desapareceu! A bordo, ninguém conseguiu dizer o que ocorria e a bússola tinha parado de funcionar. Felizmente, os geradores continuavam funcionando e gerando energia.

Uma névoa densa surgiu repentinamente na área, a ponto de esconder a chata que era rebocada. O capitão acionou os motores ao máximo, mas a chata parecia oferecer resistência para ser puxada. Muito tempo se passou até que se conseguisse retomar o reboque da chata. Quando isso aconteceu, os homens ficaram espantados ao notar que, fora da zona crítica, as condições atmosféricas eram absolutamente normais, possibilitando grande visibilidade em todas as direções.

Um fenômeno inexplicável tinha concentrado a neblina naquele ponto, criando condições em tudo excepcionais. As ondas em redor das duas embarcações, por exemplo, eram bastante agitadas.

Outro incidente parecido também envolveu um rebocador que puxava um barco pesqueiro. O mar estava ligeiramente agitado e o tempo era bom. Súbito, uma força misteriosa começou a puxar o barco para baixo: era muito forte, mas parecia poupar o rebocador, atingindo apenas o pesqueiro. Também nesse caso as duas embarcações conseguiram chegar a águas tranqüilas, permanecendo intactas.

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