segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Despertar dos Mágicos (69). Fulcanelli, ao falar do mistério das Catedrais, Wiener, ao falar da estrutura do Tempo




Como funciona normalmente o cérebro? Funciona como máquina aritmética binária: sim, não, de acordo, não de acordo, verdadeiro, falso, gosto, não gosto, bom, mau. Como binário, o nosso cérebro é invencível. Grandes computadores humanos conseguiram ultrapassar as máquinas eletrônicas.

Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL

O que é uma máquina aritmética? É uma máquina que, com extraordinária rapidez, classifica, aceita e recusa, arruma os diversos fatores por séries. No fim de contas, é uma máquina que põe ordem no Universo. Imita o funcionamento do nosso cérebro.
O homem classifica. Esta é a sua honra. Todas as ciências são baseadas num esforço de classificação.
Sim, mas existem, também, atualmente, máquinas eletrônicas que não funcionam apenas aritmeticamente como também analogicamente. Exemplo: se se deseja estudar todas as condições de resistência da barragem que se constrói, elabora-se um plano da barragem. Efetuaram-se todas as observações possíveis a respeito desse plano. Fornecem à máquina o conjunto dessas observações. Esta coordena, compara a uma velocidade inumana, estabelece todas as conexões possíveis entre essas mil observações de pormenor, e declara: Se não se reforçar o calço do terceiro pilar desmoronar-se-á em 1984.
A máquina analógica fixou, com o seu olho imóvel e infalível, o conjunto das reações da barragem, depois previu todos os aspectos da existência dessa barragem, assimilou essa existência e deduziu-lhe todas as leis. Ela viu o presente na sua totalidade, estabelecendo a uma velocidade que contrai o tempo todas as relações possíveis entre todos os fatores particulares, e pôde ver, simultaneamente, o futuro. No fim de contas, passou do saber ao conhecimento.
Ora pensamos que o cérebro pode, também ele, em certos casos, funcionar como uma máquina analógica. Quer dizer que ele deve poder:
1º - Reunir todas as observações possíveis a respeito de um caso;
2º - Estabelecer a lista das revelações constantes entre os múltiplos aspectos do caso;
3º - Transformar-se, por assim dizer, no próprio caso, assimilar-lhe a essência e descobrir a totalidade do seu destino.
Tudo isto, evidentemente, a uma velocidade eletrônica, realizando-se dezenas de milhares de conexões numa espécie de tempo atomizado. Esta série fabulosa de operações precisas, matemáticas, é o que por vezes chamamos uma iluminação, quando o mecanismo, por acaso, se põe em marcha. Se o cérebro pode funcionar como uma máquina analógica, pode, igualmente, trabalhar, não sobre a própria coisa, mas sobre uma maquete da coisa. Não sobre o próprio Deus, mas sobre um ídolo. Não sobre a eternidade, mas sobre uma hora. Não sobre a Terra, mas sobre um grão de areia. Quer dizer que deve poder, estabelecendo-se as conexões a uma velocidade que ultrapassa o raciocínio binário mais rápido, sobre uma imagem representando o papel de maquete, ver, como dizia Blake, o Universo num grão de areia e a eternidade numa hora.
Se isto se passasse assim, se a velocidade da classificação, de comparação, de dedução estivesse formidavelmente acelerada, se nossa inteligência se encontrasse, em certos casos, como a partícula no ciclotron, teríamos a explicação de toda a magia. A partir da observação de uma estrela a olho nu, um sacerdote maia teria podido reorganizar no seu cérebro o conjunto do sistema solar e descobrir Urano e Plutão sem telescópio (assim como o provam, parece, alguns baixos-relevos). A partir de um fenômeno no crisol, o alquimista poderia conseguir uma representação exata do átomo mais complexo e descobrir o segredo da matéria. Ter-se-ia a explicação da fórmula segundo a qual: O que está em cima é semelhante ao que está em baixo.
No domínio mais grosseiro da magia imitativa, compreender-se-ia de que forma o mágico pré-histórico, contemplando na sua gruta a imagem do bisão cerimonial, conseguia apreender o conjunto das leis do mundo bisão e anunciar à tribo a data, o local e as épocas favoráveis para a próxima caçada.
Os técnicos da cibernética construíram máquinas eletrônicas que funcionam primeiro aritmeticamente, depois analogicamente. Estas máquinas servem inclusivamente para o deciframento das linguagens cifradas. Mas os sábios são assim: eles recusam-se a imaginar que O que o homem criou possa também sê-lo. Estranha humildade!
Admitimos esta hipótese: o homem possui uma aparelhagem pelo menos igual, senão superior, a qualquer aparelhagem tecnicamente realizável, e destinada a atingir o resultado que se propõe qualquer técnica, a saber a compreensão e o manejo das forças universais. Por que motivo não possuiria ele uma espécie de máquina eletrônica analógica nas profundezas do seu cérebro? Sabemos atualmente que nove décimos do cérebro humano não são utilizados na vida consciente normal e o doutor Warren Penfield demonstrou a existência, em nós, desse vasto domínio silencioso. E se esse domínio silencioso fosse uma imensa sala de máquinas prestes a porem-se em movimento, à espera de uma ordem? Se assim fosse, a magia teria razão.
Temos correios: as secreções dos hormônios ramificam-se em mil locais do nosso corpo para provocar excitações. Temos um telefone: o nosso sistema nervoso; beliscam-me, eu grito; tenho vergonha, coro, etc. Porque não teríamos também um rádio? O cérebro emite talvez ondas que se propagam a grande velocidade e que, como as ondas hiperfreqüências que penetram nos condutores ocos, circulam no interior dos cilindros de mieline que são os nervos. Neste caso possuiríamos um sistema de comunicações e conexões desconhecido. O nosso cérebro emite talvez sem cessar tais ondas, mas os receptores não são utilizados, ou então não começam a funcionar senão em raras ocasiões, como esses postos de T.S.F. mal sintonizados que um choque torna por instantes sonoros.
Eu tinha sete anos. Encontrava-me na cozinha, ao lado de minha mãe, que lavava a louça. A minha mãe pegou num esfregão para retirar a gordura dos pratos, e pensou, nesse mesmo momento, que a sua amiga Raymonde chamava esse objeto uma relavote (de lavar, limpar). Eu estava a tagarelar, mas, nesse próprio segundo parei e disse: a Raymonde chama a isto uma relavote. Não me recordaria deste incidente se minha mãe, vivamente impressionada, não mo tivesse várias vezes recordado, como se tivesse adivinhado um grande mistério e sentido, num bafo de alegria, que eu era ela, e que recebera uma prova mais do que humana do meu amor. Mais tarde, quando eu a fazia sofrer, nos momentos de trégua ela evocava esses segundos do encontro, como que para se convencer de que qualquer coisa de mais profundo que o seu sangue passara dela para mim.
Sei bem tudo o que se deve pensar das coincidências, e mesmo dessas coincidências privilegiadas que Jung chama significativas, mas parece-me, por ter vivido momentos análogos com um amigo muito caro, com uma mulher amada apaixonadamente, que é necessário ultrapassar a noção de coincidência e ousar atingir uma interpretação mágica. Basta para isso chegar a um acordo sobre a palavra mágico.
Que se passou nessa cozinha, numa tarde dos meus sete anos? Creio que involuntariamente devido a um choque imperceptível, um ínfimo estremecimento comparável à onda ligeira que faz cair um objeto muito tempo em equilíbrio, um ínfimo estremecimento provocado por puro acaso, uma máquina, em mim próprio, tornada infinitamente sensível por milhares de impulsos de amor, desse simples, violento, exclusivo amor de infância, se pôs bruscamente a funcionar. Essa máquina do meu cérebro, na fábrica cibernética da Bela Adormecida, contemplou minha mãe. Viu-a, recolheu e classificou todas as facetas do seu pensamento, do seu coração, dos seus humores, das suas sensações; transformou-se na minha mãe; teve conhecimento da sua essência e do seu destino até esse instante.
Fixou, arrumou, a uma velocidade maior que a luz, todas as associações de sentimentos e de idéias que tinham desfilado em minha mãe desde o seu nascimento, e chegou à última associação, a do esfregão, de Raymonde e da relavote. E então eu exprimi o resultado do trabalho dessa máquina, que fora executado tão loucamente depressa que o seu próprio fruto me atravessava sem deixar vestígios, como os raios cósmicos nos atravessam, sem provocar qualquer sensação. Eu disse: Raymonde chama a isto uma relavote. Depois a máquina parou, ou então deixei de ser receptivo depois de o ter sido durante um milionésimo de segundo, prossegui a frase iniciada antes. Antes que o tempo parasse, ou melhor, se acelerasse em todos os sentidos, passado, presente, futuro; é a mesma coisa.
Eu viria a experimentar, noutras circunstâncias, coincidências da mesma natureza. Creio que é possível interpretá-las dessa forma. Pode ser que a máquina funcione constantemente, mas que nós só possamos ser receptivos ocasionalmente. Para mais, essa receptividade só pode ser raríssima. Talvez seja nula em certas pessoas. Desta forma há pessoas que têm sorte, e outras que a não tem. Os felizardos seriam aqueles que, por vezes, recebem uma mensagem da máquina: ela analisou todos os elementos da conjuntura, classificou, escolheu, comparou todos os efeitos e todas as causas possíveis e, descobrindo desta forma o melhor caminho do destino, pronunciou o oráculo, que foi recolhido sem que, nem ao de leve, a consciência suspeitasse desse trabalho formidável.
Esses são queridos dos deuses, de fato. Eles são de tempos a tempos ligados para a sua fábrica. Para só falar de mim, tenho aquilo a que se chama sorte. Tudo me leva a crer que os fenômenos que presidem a esta sorte são da mesma espécie que os fenômenos que presidem à história da relavote.
E assim nós começamos a aperceber de que a concepção mágica das relações do homem com outrem, com as coisas, com o tempo -que essa concepção não é completamente estranha a uma reflexão livre e viva sobre a técnica e a ciência modernas. É a modernidade que nos permite acreditar no mágico. São as máquinas eletrônicas que nos fazem tomar a sério o feiticeiro pré-histórico e o sacerdote maia. Se se estabelecerem conexões ultra-rápidas no domínio silencioso do cérebro humano e se, em certas circunstâncias, o resultado desse trabalho é captado pela consciência, determinadas práticas dessa magia imitativa, determinadas revelações proféticas, determinadas iluminações poéticas ou místicas, determinadas divinações, que levamos à conta do delírio ou acaso, serão de considerar como aquisições reais do espírito em estado de vigília.
Aliás, há vários anos que sabemos que a natureza não é razoável. Ela não se adapta à forma vulgar do funcionamento da inteligência. Para a parte do nosso cérebro normalmente utilizável, qualquer raciocínio é binário. Isto é negro ou branco. É sim ounão. É contínuo ou descontínuo. A nossa máquina de compreender é aritmética. Classifica e compara. Todo o Discurso do método se baseia nisso. Toda a filosofia chinesa do Ying e do Yang também (e o Livro das mudanças, único livro de oráculos do qual a antiguidade nos transmitiu as leis, é composto por figuras gráficas: três linhas contínuas, três descontínuas em todas as ordens possíveis). Ora, como o dizia Einstein no final da sua vida: Pergunto a mim próprio se a natureza joga sempre o mesmo jogo.
De fato, dá a impressão que a natureza escapa à máquina binária que é o nosso cérebro no seu estado de marcha normal. Desde Louis de Broglie fomos obrigados a admitir que a luz é simultaneamente contínua e quebrada. Mas nenhum cérebro humano conseguiu a representação de tal fenômeno, a compreensão a partir do interior, um conhecimento real. Admite-se. Sabe-se. Mas não se conhece. Imagine-se agora que, sobre um modelo da luz (toda a literatura e iconografia religiosas abundam em evocações da luz), um cérebro passa do estado aritmético ao estado analógico, no relâmpago do êxtase.
Transforma-se na luz. Ele vive o incompreensível fenômeno. Nasce com ele. Conhece¬ o. Ele chega onde a sublime inteligência de Broglie não consegue chegar. Depois volta a cair, o contacto com as máquinas superiores é cortado, essas máquinas que funcionam na imensa galeria secreta do cérebro humano. A sua memória apenas lhe restitui os restos do conhecimento que acaba de adquirir. E a linguagem é impotente até para traduzir esses restos. Talvez certos místicos tenham conhecido desta forma os fenômenos da natureza que a nossa inteligência moderna conseguiu descobrir e admitir, mas não logrou integrar.
E, da mesma forma que eu, o escriba perguntava Como, ou que coisa ela via, ou se via coisa corpórea. Ela respondia assim: eu via uma plenitude, uma claridade que me enchia de tal forma que não sei explicá-la ou dar qualquer similitude. . . Eis uma passagem daquilo que Ângela de Foligno ditou ao seu confessor, passagem essa absolutamente significativa.
O computador eletrônico, sobre uma maquete matemática de barragem ou de avião, funciona analogicamente. Em certa medida transforma-se nessa barragem ou nesse avião e dá a conhecer a totalidade dos aspectos da sua existência. Se o cérebro pode agir da mesma forma, começamos a compreender por que motivo o feiticeiro elabora uma estrutura invocando o inimigo que quer atingir ou desenha o bisão de que pretende descobrir o rasto. Espera diante desses esboços a passagem da sua inteligência do estado binário para o estado analógico, a passagem da sua consciência do estado ordinário para o estado de vigília superior. Ele aguarda que a máquina comece a trabalhar analogicamente, que se produzam, no domínio silencioso do seu cérebro, conexões ultra-rápidas que lhe revelarão a realidade total da coisa representada. Ele espera, mas não passivamente. Que faz então? Escolheu a hora e o local em função de ensinamentos antigos, de tradições que talvez sejam o resultado de uma série de experiências. Tal momento de tal noite, por exemplo, é mais favorável que outro tal momento de tal outra noite, talvez devido ao estado do céu, da radiação cósmica, da disposição dos campos magnéticos, etc.
Ele coloca-se numa determinada posição bem precisa. Faz certos gestos, uma dança especial, pronuncia certas palavras, emite sons, modula um sopro, etc. Ainda se não suspeitou que poderia tratar-se de técnicas (embrionárias, hesitantes) destinadas a provocar o estremecimento das máquinas ultra-rápidas contidas na parte adormecida do nosso cérebro. Os rituais talvez não sejam mais do que conjuntos complexos de disposições rítmicas susceptíveis de provocar uma atividade das funções superiores da inteligência. Uma espécie de voltas de manivela, mais ou menos eficazes. Tudo leva a crer que o funcionamento dessas funções superiores, desses cérebros eletrônicos analógicos, exigem ramificações mil vezes mais complicadas subtis que aquelas necessárias para a passagem do sono à lucidez.
Depois dos trabalhos de Von Frisch, sabe-se que as abelhas têm uma linguagem: desenham no espaço figuras matemáticas infinitamente complicadas, durante o vôo, e comunicam desta forma entre si as informações necessárias à vida da colméia. Tudo leva a crer que o homem, para estabelecer comunicação com os seus poderes mais elevados, deve pôr em jogo uma série de impulsos pelo menos tão complexos, tão tênues e tão estranhos àquilo que habitualmente determina os seus atos intelectuais.
As rezas e os rituais perante os ídolos, perante as figuras simbólicas das religiões, seriam portanto tentativas para captar e orientar energias subtis (magnéticas, cósmicas, rítmicas, etc), para provocar o movimento da inteligência analógica que permitiria ao homem conhecer a divindade representada.
Se assim é, se existem técnicas para obter do cérebro um rendimento sem medida comum com os resultados da inteligência binária, mesmo que se tratasse da maior, e se essas técnicas apenas foram procuradas até aqui pelos ocultistas, compreende-se que a maior parte das importantes descobertas práticas e científicas, antes do século XIX, tenham sido feitas por estes.
A nossa linguagem, assim como o nosso passado, procede do funcionamento aritmético, binário, do nosso cérebro. Nós classificamos em sim, não, positivo, negativo, estabelecemos as comparações e deduzimos. Se a linguagem nos serve para ordenar
o nosso pensamento por sua vez inteiramente ocupado em organizar, é necessário verificar que ela não é um elemento criador exterior, um atributo divino. Ela não vem acrescentar um pensamento ao pensamento. Se eu falo ou escrevo, refreio a minha máquina. Não a posso descrever senão observando ao ralenti. Portanto apenas exprimo a minha tomada de consciência binária do mundo e mesmo assim quando essa consciência cessa de funcionar à velocidade normal. A minha linguagem é apenas testemunho do ralenti de uma visão do mundo também limitada ao binário. Esta insuficiência da linguagem é evidente e intensamente ressentida. Mas que dizer da insuficiência da própria inteligência binária?
A existência interna, a essência das coisas escapa-lhe. Pode descobrir que a luz é contínua e descontínua simultaneamente, que a molécula do benzeno estabelece entre os seus seis átomos relações duplas e no entanto mutuamente exclusivas; admite-o, mas não o pode compreender, não pode integrar ao seu próprio movimento a realidade das estruturas profundas que examina. Para o conseguir ser-lhe-ia necessário mudar de estado, seria preciso que outras máquinas diferentes das habitualmente usadas começassem a funcionar no cérebro, e que o raciocínio binário fosse substituído por uma consciência analógica que revestisse as formas e assimilasse os ritmos inconcebíveis dessas estruturas profundas. Talvez isso se produza, na intuição científica, na inspiração poética, no êxtase religioso e noutros casos que ignoramos. O recurso à consciência desperta, quer dizer, a um estado diferente do estado de vigílialúcida, é o leitmotiv de todas as antigas filosofias. É também o leitmotiv dos maiores físicos e matemáticos modernos, para quem qualquer coisa se deve passar na consciência humana para que ela passe do saber ao conhecimento.
Não é portanto surpreendente que a linguagem, que não consegue senão testemunhar uma consciência do mundo em estado de vigília lúcida normal, seja obscura desde que se trate de exprimir essas estruturas profundas, quer se trate da luz, da eternidade, do tempo, da energia, da essência do homem, etc. No entanto, distinguimos duas espécies de obscuridade. Uma provém de que a linguagem é o veículo de uma inteligência quese aplica a examinar essas estruturas sem nunca as poder assimilar. É o veículo de uma natureza que esbarra em vão com outra natureza. Quando muito, apenas traz o testemunho de uma impossibilidade, o eco de uma sensação de impotência e de exílio. A sua obscuridade é real. Trata-se apenas da obscuridade. A outra provém do fato que o homem que tenta exprimir-se experimentou, por instantes, outro estado de consciência. Viveu por um momento na intimidade dessas estruturas profundas.Conheceu-as. É o místico do tipo São João da Cruz, o sábio iluminado do tipo Einstein ou o poeta inspirado do tipo William Blake, o matemático arrebatado do tipo Galois, o filósofo visionário do tipo Meyrink.
Depois da queda, o vidente é incapaz de comunicar. Mas a partir daí, ele exprime a certeza positiva de que o Universo seria controlável e manejável se o homem pudesse combinar tão intimamente quanto possível o estado de vigília e o estado de supervigília. Qualquer coisa de eficaz, o perfil de um instrumento soberano aparece em tal linguagem. Fulcanelli, ao falar do mistério das Catedrais, Wiener, ao falar da estrutura do Tempo, são obscuros, mas aqui a obscuridade não é a obscuridade: ela é o sinal de que qualquer coisa brilha algures.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Despertar dos Mágicos (68). que se pode dizer que a intuição, quer dizer, uma faculdade selvagem, um poder insólito do espírito



Se um bruxo negocia com a verdade...
Que acontece?
Pois bem, creio que negocia com o inimigo.

Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL

É absolutamente necessário, quanto mais não fosse para desobstruir o campo de investigações, impedir essa invasão. Mas isso deve ser em proveito do conhecimento. Quer dizer que não se trata de regressar ao positivismo que Flammarion julgava ultrapassado já em 1891, nem ao cientismo limitado justamente quando a própria ciência nos conduz a uma reflexão nova a respeito das estruturas do espírito. Se o homem possui poderes até aqui ignorados ou desprezados e se existe, como estaríamos inclinados a pensar, um estado superior de consciência, importa não rejeitar as hipóteses úteis à experimentação, os fatos verdadeiros, os confrontos esclarecedores, expulsando, essa invasão do ocultismo e das falsas ciências. Há um provérbio inglês que diz: Ao despejar a água suja da banheira tome cuidado para não despejar o bebê também.
A própria ciência soviética admite que nós não sabemos tudo, mas que não há qualquer domínio tabu, nem territórios para sempre inacessíveis. Os especialistas do Instituto Pavlove os sábios chineses que se consagram ao estudo da atividade nervosa superior trabalham no yoga. Por enquanto, escreve o jornalista científico Saparine, na revista russa Força e Saber, os fenômenos apresentados pelos yogis não são explicáveis, mas sem dúvida que o virão a ser. O interesse de tais fenômenos é enorme, pois eles revelam as extraordinárias possibilidades da máquina humana.
O estudo das faculdades extra-sensoriais, a psiônica segundo dizem os investigadores americanos por analogia com a eletrônica e a nucleônica, é de fato susceptível de dar azo a aplicações práticas de uma amplidão considerável. Os recentes trabalhos sobre o sentido de orientação dos animais, por exemplo, revelam a existência de faculdades extra-sensoriais. O pássaro migratório, o gato que percorre 1300 quilômetros para regressar a casa, a borboleta que vai ter com a fêmea a uma distância de 11 quilômetros parecem utilizar o mesmo tipo de percepção e de ação à distância. Se nós pudéssemos descobrir a natureza deste fenômeno e dominá-la, disporíamos de um novo meio de comunicação e de orientação. Teríamos à nossa disposição um verdadeiro radar humano.
A comunicação direta das emoções, tal como ela parece produzir-se no par analista¬paciente, poderia ter preciosas aplicações médicas. A consciência humana é semelhante a um iceberg flutuando sobre o oceano. A maior parte está submersa. Por vezes, o iceberg oscila, pondo a descoberto uma enorme superfície desconhecida, e nós dizemos: eis um louco. Se fosse possível que se estabelecesse uma comunicação direta entre as massas submersas, no par médico-paciente, por intermédio de qualquer amplificador psiônica, as doenças mentais poderiam desaparecer por completo.
A ciência moderna ensina-nos que os métodos experimentais no seu extremo grau de perfeição, lhe fixam certos limites.
Por exemplo, um microscópio suficientemente poderoso empregaria uma fonte luminosa tão forte que esta deslocaria o elétron observado, tornando a observação impossível. Não nos é possível tomar conhecimento do que está no interior do núcleo bombardeando-o: fica alterado. Mas pode ser que o equipamento desconhecido da inteligência humana permita a percepção direta das estruturas mais secretas da matéria e das harmonias do Universo. Talvez pudéssemos dispor de microscópios psiônicas, de telescópios psiônicas que nos mostrassem diretamente o que existe no interior de um astro longínquo ou no interior do núcleo atômico.
Talvez exista um sítio, no homem, no qual toda a realidade possa ser pressentida. Esta hipótese parece delirante. Auguste Comte declarava que jamais se viria a ter conhecimento da composição química de uma estrela. No ano seguinte, Bunsen inventava o espectroscópio. Talvez estejamos prestes a descobrir um conjunto de métodos que nos permitam desenvolver sistematicamente as nossas faculdades extra¬sensoriais, utilizando uma potente maquinaria dissimulada nas nossas profundezas. Foi nesta perspectiva que Bergier e eu trabalhamos, sabendo, assim como o nosso mestre Chesterton, que o charlatão não é aquele que mergulha no mistério, mas aquele que recusa abandoná-lo.
A CAMINHO DA REVOLUÇÃO PSICOLÓGICA
O segundo sopro do espírito. -Pede-se um Einstein da psicologia. - A idéia religiosa renasce. - A nossa sociedade está moribunda. - Jaurès e a árvore ruidosa de moscas. - O pouco que nós vemos é devido ao pouco que somos.
Terra fumegante de fábricas. Terra trepidante de negócios. Terra vibrante de cem novas radiações. Este grande organismo, no fim de contas, apenas vive por e para uma nova alma. Sol, a mudança de idade, uma modificação do Pensamento. Ora, onde procurar, onde colocar essa alteração renovadora e subtil que, sem modificar apreciavelmente os nossos corpos, fez de nós seres novos? Em parte alguma senão numa nova intuição, que modifica na sua totalidade a fisionomia do Universo em que nos movíamos - por outras palavras, num despertar.
Desta forma, para Teilhard de Chardin, a mutação da espécie humana começou: a nova alma está prestes a nascer. Essa mutação opera-se nas profundas regiões da inteligência e, devido a essa alteração renovadora, é-nos facultada uma visão total e totalmente diferente do Universo. Ao estado de vigília da consciência segue-se um estado superior, em comparação com o qual o precedente não passava de sono. Eis chegado o tempo do verdadeiro despertar.
É a uma reflexão sobre esse despertar verdadeiro que desejamos conduzir o leitor. Eu disse, no início do nosso trabalho, de que forma a minha infância e a minha adolescência se acharam impregnadas de um sentimento semelhante àquele que animava Teilhard. Quando analiso o Conjunto dos meus atos, das minhas investigações, dos meus escritos, vejo bem que tudo foi orientado pelo sentimento, tão violento e tão vasto em meu pai, de que há para a consciência humana uma etapa a transpor, de que há um segundo sopro a encontrar, e de que chegaram os tempos.
Este livro, no fundo, apenas tem como objetivo a afirmação tão poderosa quanto possível desse sentimento. Em relação à ciência, o atraso da psicologia é considerável. A psicologia dita moderna estuda um homem conforme à visão do século XIX, dominado pelo positivismo militante. A ciência realmente moderna prospecta um Universo que se revela cada vez mais rico em surpresas, cada vez menos de acordo com as estruturas do espírito e com a natureza do conhecimento oficialmente admitidos.
A psicologia dos estados conscientes supõe um homem determinado e estático: o homo sapiens do século das luzes. A física desvenda um mundo que joga diversos jogos a um tempo, com múltiplas portas abertas sobre o infinito. As ciências exatas vão dar ao fantástico. As ciências humanas ainda se encontram fechadas na superstição positivista. A noção do devir, do evolutivo, domina o pensamento científico. A psicologia ainda se baseia numa visão do homem terminado, nas funções mentais uma vez por todas hierarquizadas.
Ora, bem pelo contrário, a nós parece-nos que o homem não está terminado, parece¬nos vislumbrar, através dos formidáveis abalos que neste momento alteram o mundo, abalos em altura no domínio do conhecimento, abalos em largura produzidos pela formação das grandes massas, as premissas de uma modificação do estado da consciência humana, uma alteração renovadora no interior do próprio homem. De forma
que a psicologia eficaz, adaptada aos tempos que nós vivemos, deveria, segundo cremos, basear-se não naquilo que o homem é (ou antes naquilo que ele parece ser), mas naquilo que ele pode vir a ser, na sua possível evolução.
O primeiro trabalho útil seria a procura do ponto de vista sobre essa possível evolução. Foi a essa procura que nos dedicamos. Todas as doutrinas tradicionais assentam na idéia de que o homem não é um ser completo, e as antigas psicologias estudam as condições em que se devem operar as alterações, modificações, transmutações, que levarão o homem à sua verdadeira realização.
Uma determinada reflexão absolutamente moderna realizada segundo o nosso método leva-nos a pensar que o homem possui, provavelmente, faculdades que não explora, toda uma maquinaria por utilizar. Já o dissemos: o conhecimento do mundo exterior no seu limite, provoca uma revisão da própria natureza do conhecimento, das estruturas da inteligência e da percepção. Também dissemos que a próxima revolução seria psicológica. Esta idéia não é apenas nossa: é partilhada por muitos investigadores modernos de Oppenheimer a Costa de Beauregard, de Wolfgang Pauli a Heisenberg, de Charles-Noel Martin a Jacques Menétrier.
No entanto, é verdade que no limiar dessa revolução nenhum dos altos pensamentos quase religiosos que animam os investigadores penetra no espírito dos homens vulgares, vivificando as profundezas da sociedade. Tudo se modificou em certos cérebros. Nada se modificou desde o século XIX nas idéias gerais a respeito da natureza do homem e da sociedade humana. Jaurès, num artigo inédito sobre Deus, escrito no final da sua vida, dizia com grandeza:
O que hoje queremos dizer é que a idéia religiosa, por momentos afastada, pode reapossar-se dos espíritos e das consciências, visto que as conclusões atuais da ciência os predispõem a recebê-la. Existe desde já, se assim se pode dizer, uma religião já pronta, e se ela não penetra neste momento nas profundezas da sociedade, se a burguesia é limitadamente espiritualista ou tolamente positivista, se o proletariado está dividido entre a superstição servil ou o materialismo apaixonado, é porque o regime social atual é um regime de embrutecimento e de ódio, quer dizer, um regime irreligioso.
Não é, como dizem muitas vezes os declamadores vulgares e os moralistas sem idéias, porque a nossa sociedade tenha a preocupação dos interesses materiais que ela é irreligiosa. Pelo contrário, há qualquer coisa de religioso na conquista da natureza pelo homem, na apropriação das forças do Universo pelas necessidades da humanidade. Não, o que é irreligioso é que o homem não conquista a natureza sem escravizar os homens. Não é a preocupação pelo progresso material que afasta o homem dos altos pensamentos e da meditação das coisas divinas, é o esgotamento do labor inumano que não permite, à maior parte dos homens, ter a força de pensar nem sequer a desentir a vida, quer dizer, Deus. É também a sobrexcitação das paixões vis, a inveja e o orgulho, que desperdiçam em lutas ímpias a energia íntima dos mais valorosos e dos mais felizes. Entre a provocação da fome e a sobrexcitação do ódio, a humanidade não pode pensar no infinito. A humanidade é como uma grande árvore, cheia do ruído de moscas irritadas sob um céu de tempestade, e nesse zumbido de ódio a voz profunda e divina do Universo não é ouvida.
Foi com emoção que descobri este texto de Jaurès. Ele retoma os termos da longa mensagem que meu pai lhe havia enviado. Meu pai esperou febrilmente a resposta,
que não chegou. Foi a mim que ela chegou, por intermédio desse inédito, perto de cinqüenta anos mais tarde. . .
É evidente que o homem não tem um conhecimento de si próprio à altura do que ele faz, isto é, do que a ciência, recompensa do seu obscuro labor, revela a respeito do Universo, dos seus mistérios, dos seus poderes e das suas harmonias. E se o não tem é porque a organização social, baseada em idéias caducas, o priva de esperança, de repouso e de paz. Privado da vida, no verdadeiro sentido da palavra, como poderia ele descobrir a vastidão do infinito? No entanto, tudo nos incita a pensar que as coisas se modificarão rapidamente; que a agitação das grandes massas, a formidável pressão das descobertas e das técnicas, o movimento das idéias nas esferas da verdadeira responsabilidade, o contacto com as inteligências exteriores varrerão os antigos princípios que paralisam a vida em sociedade, e que o homem, novamente disponível no final desse caminho que vai da alienação à revolta e, depois, da revolta à adesão, sentirá nascer nele próprio essa alma nova de que fala Teilhard, e descobrirá na liberdade esse poder de ser causa que liga o ser ao fato.
Que o homem possui certos poderes: premonição, telepatia, etc., parece que está provado. Existem fatos observáveis. Mas, até aqui, tais fatos foram apresentados como supostas provas da realidade de alma, ou do espírito dos mortos. O extraordinário como manifestação do improvável: contra-senso. Portanto rejeitamos, no nosso trabalho, qualquer recurso ao oculto e ao mágico. Isto não significa que se deva desprezar a totalidade dos fatos e dos textos desse gênero. Quanto a isso, tomamos a mesma atitude de Roger Bacon 1, tão moderna e inteligente: É necessário, nestes assuntos, proceder com prudência, pois o homem pode facilmente enganar-se, e encontrar-nos-emos em presença de dois erros: uns negam tudo o que é extraordinário, e os outros, ultrapassando a razão, caem na magia. Precisamos portanto de desconfiar desses numerosos livros que contêm versos, caracteres, orações, conjurações, sacrifícios, pois trata-se de livros de pura magia, e de outros em número infinito, osquais não possuem o poder da arte nem o da natureza, mas histórias de feiticeiros. É necessário, por outro lado, considerar que, entre os livros considerados mágicos, há-os que o não são de forma alguma e contêm o segredo dos sábios... Se alguém encontrar nessas obras qualquer operação da natureza ou da arte, que a guarde.. .
O único progresso em psicologia foi o começo da exploração das profundezas, das zonas subconscientes. Nós cremos que 1613: Lettre sur les Prodiges. existem também cumes a explorar, uma zona superconsciente.
Ou antes, as nossas pesquisas e reflexões convidam-nos a admitir como hipótese a existência de um equipamento superior do cérebro, em grande parte inexplorado. No estado de vigília normal da consciência, fica em atividade um décimo do cérebro. Que se passa nos nove décimos aparentemente silenciosos? Não existe um estado onde a totalidade do cérebro se acharia em atividade organizada? Todos os fatos que vamos agora enumerar e estudar podem ser ligados a um fenômeno de ativação das zonas habitualmente adormecidas.
Ora ainda não existe nenhuma psicologia orientada para esse fenômeno. Sem dúvida será necessário aguardar que a neurofisiologia progrida para que nasça uma psicologia dos cumes. Sem esperar o desenvolvimento dessa nova psicologia, e sem querer prever os seus resultados, queremos simplesmente chamar a atenção para esse domínio. Pode ser que a sua exploração se revele tão importante como a exploração do átomo e a do espaço.
Até aqui, todo o interesse se fixou naquilo que está por debaixo da consciência; quanto à própria consciência, não deixou de aparecer, no estudo moderno, como um fenômeno proveniente das zonas inferiores: o sexo para Freud, os reflexos condicionados para Pavlov, etc. De forma que toda a literatura psicológica, todo o romance moderno, por exemplo, corresponde à definição de Chesterton: Essas pessoas que, ao falarem do mar, só falam do enjôo. Mas Chesterton era católico: ele cria na existência dos cumes da consciência porque admitia a existência de Deus. Tornava-se necessário que a psicologia se libertasse, como qualquer outra ciência, da teologia. Nós apenas pensamos que a libertação ainda não é completa; que existe também uma libertação em altura: pelo estudo metódico dos fenômenos que se situam acima da consciência, da inteligência que vibra a uma freqüência superior.
O espectro da luz apresenta-se assim: à esquerda, a larga faixa das ondas hertzianas e do infravermelho. Ao centro, a estreita faixa da luz visível; à direita, a faixa infinita: ultravioleta, raios X, raios gama e o desconhecido.
E se o espectro da inteligência, da luz humana, lhe fosse comparável? À esquerda, o infra ou subconsciente, ao centro, a estreita faixa da consciência, à direita, a faixa infinita da ultraconsciência.
Até aqui os estudos só atingiram a consciência e a subconsciência. O vasto domínio da ultraconsciência não parece ter sido explorado, a não ser pelos místicos e pelos mágicos: explorações secretas, testemunhos pouco esclarecedores. A pequena quantidade de informações conseguidas faz com que se expliquem certos fenômenos inegáveis - como seja a intuição e o gênio, correspondendo ao princípio da faixa da direita - com os fenômenos da infraconsciência, correspondendo ao final da faixa da esquerda.
Aquilo que sabemos do subconsciente serve-nos para explicar o pouco que sabemos do superconsciente. Ora, não se pode explicar a direita do espectro de luz com a esquerda, os raios gama com as ondas hertzianas: as propriedades não são as mesmas. Assim, pensamos que, se existe um estado para além do estado de consciência, as propriedades do espírito são aí totalmente diferentes. Outros métodos, diferentes dos da psicologia dos estados inferiores, devem ser encontrados.
Em que condições pode o espírito atingir esse outro estado. Quais serão então as suas propriedades? A que conhecimentos é então susceptível de chegar? O formidável movimento do conhecimento faz-nos chegar a esse ponto em que o espírito se sabe na obrigação de se modificar, para ver o que há a ver, para fazer o que deve ser feito. O pouco que vemos é devido ao pouco que somos. Mas seremos nós apenas aquilo que julgamos ser?
UMA REDESCOBERTA AO ESPÍRITO MÁGICO
O olho verde do Vaticano. -A outra inteligência. A Fábrica do Bosque Adormecido. - História da relavote. -É possível que a natureza faça um jogo duplo. A manivela da supermáquina. - Novas catedrais, nova gíria. -A última porta. -A existência como instrumento. -Coisas novas e razoáveis sobre os
símbolos. -Nem tudo está em tudo.
Para decifrar certos manuscritos encontrados nas margens do mar Negro foi insuficiente a ciência dos melhores lingüístas do Mundo. Instalou-se uma máquina, um computador eletrônico, no Vaticano, e deu-se-lhe a estudar um pavoroso garatujado, os restos de um pergaminho imemorial sobre todos os quais estavam inscritos em todos os sentidos pedaços de indecifráveis signos. Era necessário que a máquina fizesse um trabalho que centenas de cérebros, durante centenas de anos, não poderiam executar: comparar os traços, refazer todas as séries possíveis de traços semelhantes, escolher entre todas as possibilidades possíveis, extrair uma lei de similitude entre todos os termos de comparação imagináveis, depois, tendo esgotado a lista infinita das combinações, elaborar um alfabeto a partir da única similitude aceitável, recriar uma língua, restituir, traduzir. A máquina fixou o magma do seu olho verde, imóvel e frio, começou a estalar e a zumbir, inúmeras ondas rápidas percorreram o seu cérebro eletrônico, e finalmente fez emergir desse resíduo uma mensagem, libertando a palavra do velho mundo submerso. Ela traduziu. Sobre esses pergaminhos poeirentos, restos de letras se reanimaram, se uniram, se refundiram, e do informe, desse cadáver do verbo saiu uma voz cheia de promessas. A máquina disse: E nesse deserto traçaremos uma estrada em direção ao vosso Deus.
É sabida a diferença entre a aritmética e as matemáticas.
O pensamento matemático, desde Evariste Galois, descobrir um mundo que é estranho ao homem, que não corresponde à experiência humana, ao Universo tal como o conhece a consciência humana vulgar. A lógica que diz sim ou não é ali substituída por uma superlógica que funciona por sim e não. Esta superlógica não é do domínio da razão, mas da intuição. É neste sentido que se pode dizer que a intuição, quer dizer, uma faculdade selvagem, um poder insólito do espírito, rege atualmente grandes cantões de matemáticos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Despertar dos Mágicos (67). nenhuma droga é autorizada nas experiências do projeto Rand.


Passei uma parte da noite a transcrever a visão do meu sonho. A teoria da estrutura estava descoberta.

Louis Pauwels e Jacques Bergier. DIFEL

Depois de ler nos jornais a descrição dos bombardeamentos de Londres, um engenheiro da companhia americana de telefones Bell teve, numa noite do Outono de 1940, um sonho no qual se viu desenhando o plano de um aparelho que permitia apontar um canhão antiaéreo sobre o local exato por onde passará um avião de que conhece a trajetória e a velocidade. Ao acordar, ele traçou o esquema, de memória. O estudo desse aparelho, que utilizaria pela primeira vez o radar, foi feito pelo grande sábio Norbert Wiener e as reflexões de Wiener a tal respeito viriam a originar o nascimento da cibernética.
Não se pode decididamente menosprezar, dizia Lovecraft, a importância titanesca que podem ter os sonhos. Também não se deverá, daqui em diante, considerar desprezíveis os fenômenos de premonição, quer em estado de sonho, quer em estado de vigília. Indo muito além dos conhecimentos adquiridos pela psicologia oficial, a comissão de energia atômica americana propunha em 1958 a utilização de clarividentes para tentar adivinhar os locais de queda dos bombardeamentos russos em caso de guerra.
O misterioso passageiro embarcou a bordo do submarino atômico Nautilus a 25 de Julho de 1959. O submarino afastou-se imediatamente e, durante quinze dias, percorreu debaixo de água as profundezas do oceano Atlântico. O passageiro sem nome fechara-se na sua cabina. Apenas o marinheiro que lhe levava a comida e o capitão Anderson, que lhe fazia uma visita quotidiana, lhe tinham visto o rosto. Ele entregava, duas vezes por dia, uma folha de papel ao capitão Anderson. Sobre essa folha de papel achavam-se as combinações de cinco signos misteriosos: uma cruz, uma estrela, um círculo, um quadrado e três linhas onduladas. O capitão Anderson e o passageiro desconhecido punham a sua assinatura sobre a dita folha, e o capitão Anderson fechava-a num envelope depois de pôr dois carimbos no interior. Um levava a hora e a data. O segundo as palavras ultra-secreto, para destruir em caso de risco de captura do submarino. Na segunda-feira, 10 de Agosto de 1959, o submarino acostava em Croyton. O passageiro subiu para um automóvel oficial que, sob escolta, o depositou no aeródromo militar mais próximo.
Algumas horas mais tarde, o avião aterrava no pequeno aeródromo da cidade de Friendship, no Maryland. Um automóvel aguardava o viajante. Conduziu-o a um edifício que tinha a seguinte inscrição: Centro de Pesquisas Especiais Westinghouse. Entrada proibida a qualquer pessoa não autorizada. O automóvel parou diante do posto de guarda, e o viajante pediu para falar com o coronel William Bowers, diretor das ciências biológicas da Repartição de Investigações das Forças Aéreas dos Estados Unidos.
O coronel Bowers esperava-o no seu gabinete:
- Sente-se tenente Jones - disse-lhe. - Tem o envelope? Sem uma palavra, Jones entregou o envelope ao coronel, que se dirigiu a um cofre-forte, abriu-o, e de lá retirou um envelope idêntico, apenas com a diferença de que o carimbo que ostentava não tinha escrito Submarino Nautilus mas Centro de Investigações X, Friendship, Maryland.
O coronel Bowers abriu os dois envelopes para deles retirar maços de envelopes mais pequenos, que por sua vez abriu e, silenciosamente os dois homens puseram de lado as folhas cujas datas eram semelhantes. Depois, compararam-nas. Com uma precisão de mais de 70 por cento, os signos eram os mesmos, e colocados na mesma ordem sobre ambas as folhas que tinham a mesma data.
Estamos numa curva da História - disse o coronel William Bowers. - Pela primeira vez no Mundo, em condições que não permitiam qualquer batota, com uma precisão suficiente para aplicação política, o pensamento humano foi transmitido através do espaço, sem intermediário, de um cérebro para outro cérebro! Quando for possível saber os nomes dos dois homens que participaram nessa experiência, serão sem dúvida retidos para a história das ciências. De momento trata-se do tenente Jones, que é oficial da marinha, e do cidadão Smith, um estudante da Universidade de Duke em Durham (Carolina do Norte, Estados Unidos).
Duas vezes por dia, durante os dezesseis dias que durou a experiência, fechado numa dependência de onde nunca saiu, o cidadão Smith colocava-se diante de um aparelho automático que baralhava cartas. No interior desse aparelho, num tambor, um milhar de cartas eram agitadas. Tratava-se não de vulgares cartas de jogar, mas de cartas simplificadas, chamadas cartas de Zener. Essas cartas, há muito tempo empregadas para as experiências de parapsicologia, são todas da mesma cor. Têm um dos cinco símbolos seguintes: três linhas onduladas, círculo, cruz quadrado, estrela. Duas vezes por dia, sob a ação de um movimento de relojoaria, o aparelho expelia uma carta, ao acaso, com um minuto de intervalo. O cidadão Smith olhava fixamente essa carta tentando pensar nela com intensidade.
À mesma hora, a 2000 quilômetros de distância, a centenas de metros de profundidade sob o oceano, o tenente Jones tentava adivinhar qual era a carta que o cidadão Smith olhava. Anotava o resultado, e pedia ao comandante Anderson para subscrever a folha de experiência. Sete vezes sobre dez o tenente Jones acertou. Nenhuma batota era possível. Mesmo se supusermos as cumplicidades mais extraordinárias, não podia haver qualquer ligação entre o submarino mergulhado e o laboratório onde se encontrava o cidadão Smit As próprias ondas de T.S.F. não podem penetrar várias centenas de metros de água do mar. Pela primeira vez na História da ciência obtivera¬se a prova indiscutível da possibilidade, entre dois cérebros humanos, de comunicar à distância. O estudo da parapsicologia entrava finalmente numa fase científica.
Foi sob a pressão das necessidades militares que foi feita esta grande descoberta. Desde o princípio de 1957, a famosa organização Rand, que se ocupa das mais secretas investigações do governo americano, apresentava um relatório a esse respeito ao presidente Eisenhower. Os nossos submarinos, lia-se ali, são agora inúteis, pois é impossível comunicar com eles quando estão mergulhados, e sobretudo quando estiverem sob a crosta polar. Todos os processos modernos devem ser empregados. Durante um ano, o relatório Rand não produziu qualquer efeito. Os conselheiros científicos do presidente Eisenhower achavam que a idéia fazia lembrar demasiadamente as mesas giratórias. Enquanto o bip-bip do Spoutnik ressoava como um sino sobre o fundo, os maiores sábios americanos decidiram que era tempo de atacar em todas as direções, incluindo aquelas que os russos desdenhavam. A ciência americana fez apelo à opinião pública. A 13 de Julho de 1958, o suplemento de domingo do New York Herald Tribune publicava um artigo do maior especialista militar da imprensa americana, Ansel E. Talbert.
Este escrevia: É indispensável para as forças armadas dos Estados Unidos saber se a energia emitida por um cérebro humano pode influenciar, a milhares de quilômetros, outro cérebro humano. . . Trata-se de uma investigação absolutamente científica e os fenômenos constatados são, como tudo o que é produzido pelo organismo vivo, alimentados em energia pela combustão dos alimentos no organismo. . .
A amplificação deste fenômeno poderá fornecer um novo meio de comunicação entre os submarinos e a terra firme, talvez mesmo, um dia, entre navios viajando no espaço interplanetário e a Terra.
Depois deste artigo e de numerosos relatórios de sábios confirmando o relatório Rand, foram tomadas resoluções. Existem atualmente laboratórios de estudos sobre a nova ciência de parapsicologia na Rand Corporations, em Cleveland, na Westinghouse, em Friendship, no Maryland, na General Electric, em Schenectady, na Bell Telephone, em Boston, e até no centro de investigações do exército, em Redstone, Alabama. Neste último centro, o laboratório que estuda a transmissão de pensamento encontra-se a menos de quinhentos metros do escritório de Werner Von Braun, homem do espaço.
Assim, a conquista dos planetas e a conquista do espírito humano já estão prontas a dar-se as mãos. Em menos de um ano, estes potentes laboratórios obtiveram mais resultados do que séculos de pesquisas no domínio da telepatia.
A razão é muito simples: as investigações foram iniciadas a partir de zero, sem idéia preconcebida. Foram enviadas comissões para o Mundo inteiro: em Inglaterra, onde os inquiridores tomaram contacto com autênticos sábios que verificaram os fenômenos de transmissão de pensamento, o doutor Soal, da Universidade de Cambridge, pôde apresentar aos investigadores a demonstração de comunicações, a várias centenas de quilômetros de distância, entre dois jovens mineiros do país de Gales. Na Alemanha, a comissão de inquérito encontrou sábios igualmente indiscutíveis, como Hans Bender e Pascual Jordan que tinham observado não apenas fenômenos de transmissão de pensamento, mas que também não receavam escrevê-lo. Na própria América, as provas multiplicavam-se. Um sábio chinês, o doutor Ching Ju Wang, com o auxílio de alguns confrades igualmente chineses, pôde dar, aos peritos da Rand Corporation, provas aparentemente decisivas da transmissão de pensamento.
Como se procede na prática para obter resultados tão espantosos como a experiência do tenente Jones e do cidadão Smith: Para isso é necessário arranjar um par de experimentadores, quer dizer, duas pessoas das quais uma faz de emissor e a outra de receptor. Só com o emprego de duas pessoas cujos cérebros estão de certa maneira sincronizados (os especialistas americanos empregam o termo ressonância, extraído da T.S.F., mas com plena consciência do que esse termo tem de vago) é que se obtém resultados realmente sensacionais.
O que portanto se constata nos trabalhos modernos é uma comunicação num único sentido. Se se inverter, se se fizer transmitir pelo sujeito que recebia, e reciprocamente, já nada mais se obtém. Para manter comunicações eficientes nos dois sentidos será então necessário dois pares de emissores-receptores, ou por outras palavras:
um sujeito emissor e um sujeito receptor a bordo do submarino;
um sujeito emissor e um sujeito receptor num laboratório em terra.

Como são escolhidas essas pessoas?
Por enquanto é um mistério. Tudo o que se sabe é que a escolha é feita examinando os eletroencefalogramas, quer dizer, os registros elétricos da atividade cerebral dos voluntários que se apresentam. Esta atividade cerebral, muito conhecida da ciência, não é acompanhada de qualquer emissão de ondas. Mas ele revela as emissões de energia no cérebro, e Grey Walter, o cérebro cibernético inglês, foi o primeiro a dizer que o eletroencefalograma pode servir para revelar as atividades cerebrais anormais.
Outro esclarecimento sobre o assunto foi dado por uma psicóloga americana, Gertrude Schmeidler. A doutora Schmeidler demonstrou que os voluntários que se apresentam para servir de sujeitos nas experiências de parapsicologia podem ser divididos em duas categorias, a que ela chama os carneiros e as cabras. Os carneiros são aqueles que crêem na percepção extra-sensorial. As cabras aqueles que não crêem. Na comunicação à distância é necessário, segundo parece, associar um carneiro com uma cabra.
O que torna este gênero de trabalho extremamente difícil é que, no momento em que se estabelece a comunicação à distância por meio do pensamento, o emissor, assim como o receptor, não tem qualquer sensação. A comunicação faz-se a um nível inconsciente, e nada transparece na consciência. O emissor não sabe se a sua mensagem atinge o objetivo. O receptor não sabe se recebe signos provenientes de um outro cérebro ou se estará a inventar.
É por esse motivo que, em vez de tentar transmitir imagens complicadas ou discutíveis, se contentam com a transmissão dos cinco símbolos muito simples das tabelas de Zener. Quando esta transmissão estiver pronta a funcionar poderemos facilmente servir-nos dessas cartas como de um código, à semelhança do alfabeto Morse, e transmitir mensagens inteligíveis. De momento trata-se de aperfeiçoar a forma de comunicação, de a tornar mais segura. Trabalha-se nesse sentido em numerosas direções e procura-se particularmente medicamentos com ação psicológica que facilitem a transmissão de pensamento. Um especialista americano de farmacologia, o doutor Humphrey Osmond, já obteve alguns primeiros resultados nesse domínio, e tornou-os públicos num relatório feito em Março de 1947 na Academia das Ciências de Nova Iorque.
No entanto, nem o tenente Jones nem o cidadão Smith utilizaram drogas. Pois o objetivo daquelas experiências das forças armadas americanas é explorar a fundo as possibilidades do cérebro humano normal. Fora o café, que parece melhorar a transmissão, e a aspirina, que, pelo contrário, a inibe, a paralisa nenhuma droga é autorizada nas experiências do projeto Rand. Sem dúvida nenhuma dessas experiências iniciam uma nova era na história da humanidade e da ciência.
No domínio das curas paranormais, quer dizer, obtidas com um tratamento psicológico, quer se trate do curandeiro possuidor do fluído, quer do psicanalista (feitas todas as distinções entre os métodos), os parapsicólogos chegaram a conclusões do maior interesse. Eles trouxeram-nos uma nova concepção: a do par médico-doente.
O resultado do tratamento seria determinado pela ligação telepática que existiria ou não entre o que trata e o paciente. Se essa ligação se estabelece - e ela assemelha-se a uma ligação amorosa - produz aquela superlucidez e aquela hiper-receptividade que se observa nos pares apaixonados; a cura é possível. De contrário, tanto a pessoa que cura como o doente perdem o seu tempo. A noção do fluído acha-se ultrapassada em benefício da noção do casal. Supõe-se que virá a ser possível desenhar o perfil psicológico profundo do que trata e do paciente. Certos testes permitiriam determinar que espécie de inteligência e de sensibilidade possuem o que trata e o paciente e a natureza das relações inconscientes que se podem estabelecer entre eles. O que trata, comparando o seu perfil ao do paciente, poderia saber desde o início se lhe é ou não possível agir.
Em Nova Iorque, um psicanalista quebra a chave do classificador onde guarda as fichas de observação. Precipita-se para a loja de um serralheiro e consegue que este lhe faça imediatamente uma chave. Não fala seja a quem for do incidente.
Alguns dias depois, durante uma sessão de sonho desperto, aparece uma chave no sonho do seu paciente, que a descreve. Está partida, e tem o número da chave do classificador: verdadeiro fenômeno de osmose. O doutor Lindner, célebre psicanalista americano, tratou, em 1953, um reputado sábio atomista. Este desinteressava-se do trabalho, da família, de tudo. Refugiava-se, confessou ele a Lindner, noutro universo. Cada vez com mais frequência, o seu pensamento deambulava por outro planeta onde
a ciência estava mais avançada e do qual ele era um dos chefes. Tinha uma visão nítida desse mundo, das suas leis, dos seus costumes, da sua cultura. Fato extraordinário: Lindner sentiu-se pouco a pouco contagiado pela loucura do seu doente, reuniu este em pensamento ao seu universo, e perdeu em parte a razão. Foi então que o doente principiou a desligar-se da sua visão e entrou no caminho da cura. Lindner viria a curar-se, por sua vez, algumas semanas mais tarde. Acabava de reencontrar no plano experimental a imemorial injunção feita ao taumaturgo de tomar para si o mal de outrem, de resgatar o pecado de outrem.
A parapsicologia não tem qualquer espécie de relação com o ocultismo e as falsas ciências: bem ao contrário, tende para uma desmistificação desse domínio. No entanto, os sábios, vulgarizadores e filósofos que a condenam vêem nela um encorajamento ao charlatanismo. É falso, mas é verdade que a nossa época é, mais que qualquer outra, favorável ao desenvolvimento dessas falsas ciências que têm o uso e a aparência de tudo, mas que não têm a propriedade nem a realidade de coisa alguma. Estamos persuadidos de que existem no homem terrenos desconhecidos.
A parapsicologia propõe um método de exploração. Nas páginas seguintes vamos por nossa vez propor um método. Essa exploração mal principiou: segundo pensamos, será uma das tarefas da civilização futura. Forças naturais ainda ignoradas serão sem dúvida reveladas, estudadas e dominadas, a fim de que o homem possa cumprir o seu destino num mundo em plena transformação.
É esta a nossa certeza. Mas a nossa certeza é também de que o atual desenvolvimento do ocultismo e das falsas ciências num imenso público é de natureza doentia. Não são os espelhos partidos que trazem desgraça, mas os cérebros desaparafusados. Existem nos Estados Unidos, desde a última guerra, mais de trinta mil astrólogos e 20 revistas unicamente consagradas à astrologia, das quais uma publica quinhentos mil exemplares. Mais de 2000 jornais têm a sua secção de astrologia. Em 1943, cinco milhões de americanos agiam segundo a orientação dos adivinhos e despendiam 200 milhões de dólares por ano para conhecer o seu futuro. Só a França possui 40000 curandeiros e mais de 50000 gabinetes de consulta secretas. Segundo avaliações verificadas, os honorários dos adivinhos, pitonisas, videntes, vedores de água, radiestesistas, curandeiros, etc., atingem 50 bilhões de francos em Paris. O orçamento global da magia era, para a França, de cerca de 300 bilhões por ano: muito mais do que o orçamento da investigação científica.
Imagem: homenagem a Paul Rand. hotsite com biografia e obras do designer ...
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domingo, 8 de janeiro de 2012

Rato de quase um metro aparece em loja de Nova York




Posted: 07 Jan 2012 12:09 PM PST
Funcionários de uma loja de sapatos em Nova York encontraram um rato de quase um metro. O bicho estava morto e foi capturado com uma pá. Especialistas acreditam que pode se tratar de um “Rato Gigante da Gâmbia”, muitas vezes adotado como animal de estimação e que pode crescer até mais de um metro.
Ratos gigantes aparecem no Reino Unido e nos EUA
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Nova-iorquino encontra rato ‘monstro’ durante limpeza
Roedor tem cerca de 90 centímetros, incluindo o rabo.
Rato foi encontrado em conjunto habitacional no Brooklyn.
Um rato gigante que aterrorizava um conjunto habitacional no bairro do Brooklyn, em Nova York (EUA), foi morto pelo trabalhador Jose Rivera, segundo o jornal “New York Daily News”.
Rivera contou que três roedores saíram de um buraco quando ele estava fazendo a limpeza de uma área. Ele conseguiu atingir um deles com um rastelo.
Segundo o jornal, o rato tinha cerca de 90 centímetros de comprimento, incluindo o rabo.
Ratos gigantes assustam moradores no Reino Unido
Roedores invadiram casas em Bradford.
Morador capturou um rato de 76,2 centímetros.
19/08/2010
Moradores de Bradford, no Reino Unido, estão horrorizados por causa da invasão de ratos gigantes. O britânico Brandon Goddard, de 31 anos, chegou a capturar um roedor de 76,2 centímetros, que mais parece um gato, segundo o jornal inglês “The Sun”.
Rato de 76,2 centímetros capturado por Brandon Goddard. (Foto: Reprodução/The Sun)
OBS: Seriam mutações genéticas do governo?
http://fimdostempos.net/ratos-gigantes-reino-unido-eua.html

Misteriosa epidemia assola cortadores de cana na América Central




Uma epidemia misteriosa está assolando a América Central e é a segunda principal causa de mortes entre homens em El Salvador e na Nicarágua. A doença já matou mais homens do que o vírus HIV e a diabete somados. As causas da epidemia permanecem desconhecidas, mas a teoria mais recente é de que as vítimas estariam, literalmente, trabalhando até a morte.
Nas planícies da Nicarágua — uma região farta em plantações de cana de açúcar— fica a pequena comunidade de La Isla, com suas casinhas que são uma colcha de retalhos de concreto e madeira. Pedaços de tecido servem como portas das residências.
Maudiel Martinez é pálido e tem as maças do rosto saltadas. Ele é curvado como um idoso, mas tem apenas 19 anos de idade.
”Essa doença é assim. Você está me vendo assim agora, mas dentro de um mês pode ser que eu não esteja mais aqui. Ela pode te levar de repente”, afirma.
Os rins de Maudiel estão falhando. Eles não estão realizado a função essencial de filtrar impurezas do corpo. Ele está sendo, pouco a pouco, envenenado por dentro.
Quando adoeceu há dois anos, ele já estava familiarizado com a sua doença e com os efeitos que ela poderia ter sobre ele. ”Eu pensei no meu pai e no meu avô”, afirmou. Mas ambos morreram da mesma condição. Três dos seus irmãos também sofrem da mesma doença. Todos eles trabalhavam nas plantações de cana
A Ilha das Viúvas
Doenças renais mataram tantos homens nesta região que os moradores já passaram a chamar La Isla (A Ilha) de La Isla de las Viudas (A Ilha das Viúvas).
A doença não se limita à Nicarágua. Há inúmeros casos registrados em seis países da América Central, situados na região costeira do Oceano Pacífico.
”É importante que a doença renal crônica afetando milhares de trabalhadores das zonas rurais da América Central seja reconhecida como o que ela é —uma forte epidemia com um tremendo impacto sobre a população”, afirma Victor Penchaszadeh, um epidemologista da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
O Ministério da Saúde de El Salvador já pediu a ajuda da comunidade internacional para combater a doença. A ministra Maria Isabel Rodríguez afirmou que a epidemia está ”consumindo as nossas populações”.
Além do meio rural
Em uma clínica de El Salvador, na região rural de Bajo Lempa, o médico Carlos Orantes recentemente descobriu que 25% dos homens na área sofrem da doença. E mais, afirma ele: a maior parte dos homens que estão doentes não tem indícios de pressão sanguínea alta ou de diabetes, que são as causas mais comuns de doença renal crônica em todo o mundo.
”A maior parte dos homens que nós estudamos possuem doenças renais crônicas provocadas por causas desconhecidas”, afirma.
O que os homens da região têm em comum é que todos trabalham com agricultura. Por esse motivo, Orantes diz acreditar que uma das principais causas das falhas renais das quais eles sofrem sejam componentes químicos tóxicos, como pesticidas e herbicidas, que são usados regularmente na agricultura.
”Estes químicos são proibidos nos Estados Unidos, Europa e Canadá e são usados aqui, sem quaisquer proteções e em grande quantidade, o que é bem preocupante”, afirmou.
Mas ele não descarta que outras hipóteses possam estar provocando a doença, como, por exemplo, o uso excesso de analgésicos, que pode danificar os rins, assim como o consumo excessivo de álcool. Ambos são fortes problemas na região.
Problema político
Na Nicarágua, a doença já se tornou um problema político.
Em 2006, o Banco Mundial (Bird) concedeu um empréstimo à segunda maior companhia açucareira do país para que ela construísse uma usina de etanol.
Trabalhadores rurais protestaram contra a construção, argumentando que as condições de trabalho promovidas pela empresa e o uso feito por ela de componentes químicos estavam contribuindo para a disseminação da epidemia. Eles afirmaram que o empréstimo violava as próprias regras do banco em relação a padrões de segurança para trabalhadores e práticas ambientais.
Por conta disso, o Bird aceitou financiar um estudo para tentar identificar as causas da epidemia. ”As provas apontam para um hipótese muito forte de que o estresse provocado pelo excesso de calor seja a causa desta doença”, afirma Daniel Brooks, da Universidade de Boston, que está chefiando a pesquisa.

A equipe de Brooks descobriu ainda que não são apenas os trabalhadores agrícolas que estão adoecendo, mas que também há forte incidência de doenças renais entre mineiros e trabalhadores da zona portuária, que não estão expostos a componentes químicos. Mas o que os portadores da doença têm em comum é o fato de que eles trabalham longas horas sob um calor extremo.
”Dia após dia de trabalho manual em condições de forte calor, sem que haja uma renovação de fluidos, pode ter efeitos
sobre os rins que não são tão óbvios à primeira vista, mas que, com o tempo, se acumulam ao ponto de contribuírem para que surjam doenças”, afirma Brooks.
Ele acrescenta que ”isso não havia sido mostrado até agora como uma causa possível para doenças renais crônicas. Portanto, estamos falando de um novo mecanismo que até hoje não havia sido descrito na literatura científica”.
Resultados iniciais
Mas o pesquisador conta que resultados preliminares do estudo confirmam a hipótese dele. O grupo de pesquisadores testou amostras de sangue e urina de trabalhadores da indústria canavieira que realizam diferentes funções. Os cientistas encontraram mais traços de danos renais entre trabalhadores que realizam atividades físicas desgastantes debaixo do sol.
A professora Aurora Aragon, da Universidade Nacional da Nicarágua, em León, afirma que a visão defendida pelos pesquisadores faz sentido. Há muito ela suspeita que o problema é parcialmente causado pela forma com que os trabalhadores canavieiros são pagos — quanto mais cana eles cortam, mais eles recebem.
José Donald Cortez trabalhou na indústria canavieira por 18 anos e conta que trabalhar no campo fez com que ele regularmente ficasse enjoado e tonto e sofrendo com febres constantes.
Cortez atualmente sofre de doenças renais e comanda uma organização de trabalhadores da indústria canavieira na Nicarágua que ainda estão doentes. Ele está convencido de que há alguma coisa nas plantações de cana que causa a epidemia.
Sejam quais forem as causas, ele afirma, os doentes precisam ser tratados com diálise, que pode mantê-los vivos quando seus rins falham. Mas poucos têm acesso ao tratamento, porque a diálise é extremamente cara e raramente acessível na região.
Condições de trabalho
As empresas produtoras de açúcar afirmam não estar convencidas de que os produtos químicos ou as condições de trabalho em suas plantações possam ser culpadas pela epidemia. Mas ainda assim, dizem as companhias, elas estão tentando proteger a saúde de seus funcionários.
Um conglomerado que possui diversas plantações de açúcar na América Central, o Grupo Pellas, diz ter começado a dar intervalos de almoço de uma hora aos seus trabalhadores e que procura assegurar que seus funcionários estão bebendo uma quantidade suficiente de água. A companhia também promove exames regulares para avaliar as funções renais dos trabalhadores

O porta-voz do Grupo Pellas, Ariel Granera, diz que quando se descobre que um trabalhador apresenta problemas renais, ele é dispensado, por conta de preocupações com seu bem-estar.
Mas os funcionários que adoeceram e que foram dispensados afirmam que o que eles recebem das empresas e da previdência social não é o suficiente para garantir seus sustentos. E dizem que, quando perdem seus empregos, perdem também o direito de ser tratados por médicos da companhia.
Em La Isla, muitos sabem dos riscos de se trabalhar na indústria canavieira, mas a região não oferece outros empregos e, como diz uma moradora, ”não há outros meios de sustentar uma família”.
* The World é um co-produção de rádio do Serviço Mundial da BBC com a americana PRI e a emissora WGBH, de Boston. Esta reportagem foi produzida com a colaboração do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), um projeto do The Center for Public Integrity.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111213_epidemia_centroamerica_bg.shtml
http://fimdostempos.net/misteriosa-epidemia-america-central.html

sábado, 7 de janeiro de 2012

Cerca de 20 toneladas de arenque encobriram parte da costa de Nordreisa. Fenômeno que causou mortalidade em massa ainda é desconhecido.


Moradores de Nordreisa, pequena cidade da Noruega com pouco mais de 4 mil habitantes, foram surpreendidos com o aparecimento de toneladas de peixes mortos na praia de Kvennews. Ao menos 20 toneladas de arenques mortos tomaram conta da faixa de areia nos últimos dias de 2011.
Em imagem divulgada pela agência Reuters nesta segunda-feira (2), ainda era possível ver o “tapete” de peixes que se formou na costa do povoado. Cada pescado pesava, aproximadamente, 150 gramas. Ainda não foi descoberta a causa da morte em massa.
Cão caminha em meio aos milhares de arenques que apareceram mortos na praia de Kvennews, em Nordreisa, na Noruega. Ao menos 20 toneladas do pescado morreram. A causa ainda é desconhecida. (Foto: Jan Petter Jorgensen/Scanpix/Reuters)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/01/toneladas-de-peixes-mortos-formam-tapete-no-litoral-da-noruega.html
FIMDOSTEMPOS.NET

Cantora Pop Lady Gaga é acusada de participar de ritual satânico em hotel


04.01.2012 – A cantora Lady Gaga está sendo acusada de participar de um ritual satânico, após o qual teria deixado uma banheira cheia de sangue.
O caso teria ocorrido no meio do ano passado em um hotel de Londres, segundo o site “Truthquake”.
À publicação, um empregado do estabelecimento diz que a cantora se banhou no sangue.
“Ela deixou grandes quantidades de sangue no quarto após a hospedagem”, afirmou. “O caso foi repassado ao concièrge, que recebeu ordens de esquecer tudo.”
Fonte: http://www.rainhadosapostolos.com (visita recomendada)
Nota de www.rainhamaria.com.br
VAMOS LEMBRAR O SEGUINTE…
Cantora Lady Gaga diz que todos seus fäs iräo para o inferno junto com ela.
05.04.2011 – Lady Gaga é conhecida por dividir opiniões e sempre pareceu lidar bem com as polêmicas nas quais frequentemente se envolve.
No entanto, durante um show em Anaheim, na última quinta-feira (31), a cantora se irritou com um cristão que distribuía panfletos religiosos na porta do estádio onde ela se apresentaria minutos depois.
O homem abordou a cantora e entregou um cartão com os dizeres “Passe livre para sair do inferno”. Indignada, Gaga questionou a presença dele no local, uma vez que para sair do inferno era necessário apenas que as pessoas imprimissem cartões.
Segundo a cantora, o homem respondeu irritado que ela iria para o inferno e, sem pestanejar, Gaga respondeu:
“Então abram os portões (do inferno), pois todos eles irão comigo”
Fonte: http://www.ogalileo.com.br

De novo: pássaros caem mortos do céu no Arkansas-EUA em pleno Ano Novo



03.01.2012 – Milhares de pássaros caem em fileira para a morte em cidade de Arkansas em Véspera de Ano Novo
Como se o incidente não era estranho o suficiente, é a segunda vez em dois anos que as aves tenham caído como as mudanças de ano.
Nas ruas: Estimativas indicam que a contagem de aves mortas também em milhares.
“Eu pensei que o prefeito estava mexendo comigo quando ele me chamou”, disse Milton McCullar, chefe de departamento e supervisor em Beebe, Arkansas.’ “Ele me pegou às 4:00 da manhã e me disse que tínhamos que ir para a rua pois haviam aves caindo do céu Sr. McCullar disse à ABC News.
Dada a quantidade de pássaros e o tempo condensado e localização de suas mortes, tem que haver algum ponto em comum por trás do evento bizarro, mas os cientistas continuam confusos.
O fato de que as aves foram mesmo voando no meio da noite não faz sentido porque isso não é algo que eles sejam treinados para fazer.
Eles não estão adaptados para ver à noite como corujas assim que se saíram de suas varas durante a noite eles estão cegos à noite, como reagiria, disse o Dr. Kevin McGowan, um ornitólogo da Universidade de Cornell.
Uma tempestade de granizo ou relâmpagos enormes foram discutidos como possibilidades também.
Todas as teorias foram desmascarado, no entanto, como o clima estava calmo no Arkansas na noite passada e até mesmo a polícia impôs uma proibição de fogos de artifício de improviso em um esforço para impedir que aconteça novamente.
“Liguei para o departamento de polícia e lhes disse” Eu não estou bêbado, eu não sou contra as drogas “e ela imediatamente disse:” Oh, você está chamando sobre as aves? ” e eu estava tipo “Uh yeah!” “Jeff Drennan um residente disse à ABC.
Fonte: www.dailymail.co.uk e Blog Um Novo Despertar

Imagem: http://2012umnovodespertar.blogspot.com

Mineral raro presente na Lua foi encontrado na Austrália


Mineral aparece em minúsculas quantidades e não tem valor econômico, mas poderia ser útil para determinar a idade das rochas em que foi encontrado
Efe
Um mineral raro, chamado tranquillityita, que somente havia sido encontrado em mostras rochosas da Lua há mais de quarenta anos, foi descoberto na Austrália, confirmaram fontes científicas à Efe.

"É incrível que a tranquillityita exista há todo esse tempo em rochas na Terra e que tenham se passado uns 40 anos desde que foi encontrado na Lua para fosse detectado aqui", disse Birger Rasmussen, líder da equipe da Universidade de Curtin, que fez a descoberta.

A tranquillityita deve seu nome ao Mar da Tranquilidade, superfície da Lua onde o mineral raro foi encontrado pela primeira vez, junto à armalcolita e ao pyroxferroite, durante uma expedição da Apolo XI em 1969.

Os dois últimos minerais foram encontrados na Terra nos anos seguintes à viagem à Lua, e há dois anos foi detectada a presença da tranquillityita em mostras rochosas da Austrália Ocidental.

Três longas e exaustivas análises confirmaram que se trata do mesmo mineral encontrado na Lua. Segundo os geólogos, o desenvolvimento da ciência desde 1969, que agora permite moer as pedras em pós extremamente finos para submetê-los a testes isotópicos ou para determinar sua idade, foi muito útil para detectar a presença do mineral na Terra.

A descoberta ocorreu por acaso, quando o grupo de cientistas estava analisando detalhadamente fatias da rocha com um microscópio para detectar elétrons.

O mineral, de cor marrom avermelhada, tem forma de pequenas agulhas mais finas que o diâmetro do cabelo humano, e sua composição tem principalmente sílica, zircônio, titânio e ferro.

A tranquillityita, que até agora foi encontrada em seis locais da Austrália Ocidental, está presente em rochas ígneas como a dolerita, conhecida popularmente como "granito negro" e é um dos últimos minerais que se cristalizam do magma.

"De fato, suspeitamos que a tranquillityita logo será reconhecida em rochas similares à dolerita no mundo todo", dizem os cientistas.

O mineral, que aparece em minúsculas quantidades e não tem valor econômico, poderia ser útil para determinar a idade das rochas em que o mineral foi encontrado.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mineral-raro-presente-na-lua-foi-encontrado-na-australia,818840,0.htm
Imagem: ELMUNDO.ES

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Maias previam retorno de um deus em 2012 e não o fim do mundo, diz estudo


Segundo especialistas, o ano de 2012 marcaria o término de uma era e ao começo de outra, com o retorno do deus Bolon Yokte
MÉXICO – As previsões dos maias para dezembro de 2012 não se referem ao fim do mundo, mas ao retorno do deus Bolon Yokte, que voltaria ao término de uma era e ao começo de outra, segundo uma nova interpretação divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.
Os especialistas Sven Gronemeyer e Barbara Macleod, da Universidade da Trobe (Austrália), divulgaram uma nova interpretação das inscrições maias do sítio arqueológico de Tortuguero, durante a 7ª Mesa Redonda de Palenque, realizada no estado mexicano de Chiapas.
A data de 21 de dezembro de 2012 citada nas inscrições do povo indígena maia gerou diversas especulações sobre supostas “profecias maias do fim do mundo”, versão que foi rejeitada pelos arqueólogos e epigrafistas.
Segundo os especialistas, os maias criaram um calendário com base em um período de 400 anos, denominado Baktun. Cada era é composta por 13 ciclos de 400 anos, que somavam 5.125 anos, e, segundo a conta, a era atual concluiria em dezembro de 2012.
Gronemeyer explicou que, de acordo com a visão maia, no final de cada era, completava-se um ciclo de criação e começava outro. Nesta inscrição, menciona-se que 21 de dezembro “seria investida a deidade Bolon Yokote”, um deus vinculado à criação e à guerra, que participou do começo da atual era, iniciada em 13 de agosto do ano 3.114 a.C.
O epigrafista alemão indicou que essa inscrição está ligada à história da cidade maia de Tortuguero, na qual se cita o governante Bahlam Ajaw (612-679 d.C.) como futuro participante de um evento do final da era atual.
O texto de caráter narrativo, segundo Gronemeyer, mostra que os governantes maias deveriam “preparar o terreno para o retorno do deus Bolon Yokte, e que o Bahlam Ajaw seria o anfitrião de sua posse”.
Conforme este prognóstico, o deus Bolon Yokte presidiria o nascimento de uma nova era, que deverá começar em 21 de dezembro de 2012, e supervisionaria o fim da era atual.
“A aritmética do calendário maia demonstra que o término do 13º Baktun representa simplesmente o fim de um período e a transição para um ciclo novo, embora essa data seja carregada de um valor simbólico, como a reflexão sobre o dia da criação”, comentou Gronemeyer.
O epigrafista mexicano Erik Velásquez disse que, para os escribas maias, a história como uma narração de eventos humanos foi uma preocupação secundária. Eles se centravam nos rituais de qualquer tipo, por isso, “as inscrições mostram relações complexas entre o tempo, as esculturas e os prédios”.
“Na antiga concepção maia, o tempo se construiu tal como as esculturas e os prédios que as continham, os períodos tinham consciência, vontade, personalidade e se comportavam como humanos”, acrescentou Velásquez.

OBS> Ora, mas não é exatamente isso o que esperamos? A volta do nosso Deus? Então a profecia está correta e bate com nossos cálculos. Também nós estamos falando numa mudança completa, que levará a uma Era de Paz, e para sempre. Importa saber que eles igualmente não falam em fim do mundo, mas na vida deste Deus para renovar a face da terra. Háverá um mundo diferente, totalmente, deste que vemos hoje, planejado conforme o pensamento divino, não como as elocubrações humanas.
Deus usa assim dos menos possíveis para enganar os mais entendidos. Já antes foi achada outra pedra com uma inscrição que confirmava a data de 21/12/2012 como a última deste tempo, isso quando tentavam desmentir que ela tivesse conotação com a realidade. E somente Deus Altíssimo tem poder de mostrar isso aos seus filhos, o que significa que os maias receberam orientação do céu para seus cálculos. E se, como se fala, São Tomé esteve entre eles, significa que este santo sabia das datas, e portanto seria mais esclarecido do que o Jesus dos que negam a Ele esta possibilidade.
Ou seja: Deus o Pai é Um só com Jesus, e Ele pode revelar TUDO o que quiser, também as datas do fim desta era de horrores, e ela tem prazo fixado. Quem quiser crer que acredite, que nao quiser ver que permaneça na escuridão. Quem quiser calar que cale, quem quiser difundir que grite isso sobre os telhados: Deus decidiu mudar o mundo, tranformar a terra num paraiso, e para isso precisa defenestrar daqui todos os incrédulos, os escarnecedores, os maus, e todos os que se agradam em viver no meio desde reino de pecadores.
Quem acha que assim está bom, acostumou-se já com o fedor do gambá, gosta de morar com ele e se delicia com seu ninho fedorento. O fato é que a terra está se tornando num planeta com fedor de pecado insuportável e isso precisa ser limpo, varrido, escovado, lavado, queimado e purificado para que possamos legar as nossos filhos a dignidade de herdeiros. Quem não deseja, ou não acredita nisso, de fato estará fora dele. Os que não lutam por este mundo melhor, na realidade não o merecem. Estes partirão com a velha terra que se esvairá. O ano de 2012 é o ano em que tudo isso será consumado, a tribulação que chega, levará tudo de roldão.
FONTE- ESTADÃO
fonte- RECADOS DO AARAO
FIMDOSTEMPOS.NET
Imagem: selo. Foto: Getty Images. Cultura maia: Teoria do fim do mundo é contada a ...
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Aldeões fogem de OVNI que caiu em Angola


Sapa-AFP - 22/08/2002
Luanda - um objeto esférico não identificado caiu do céu perto da vila angolana de Manzawu, na província do norte de Uije, relatou a rádio católica romana Ecclesia nesta última quinta-feira.
Os aldeões disseram à Ecclesia que o objeto tinha caído próximo à Manzawu, após uma forte explosão, similar a um estrondo de trovão.
"Nós ouvimos o ruído como de um trovão no céu, e então uma esfera caiu na terra," disse uma das testemunhas do súbito aparececimento do objeto.
"Agora, nós estamos receosos de que possa explodir," disse um outro aldeão. Muitos de habitantes de Manzawu fugiram de suas casas, após ter ouvido a explosão.
De acordo com Ecclesia, o objeto pesa em torno de 10kg e mede aproximadamente 50cm no diâmetro. Os peritos das forças armadas angolanas viajaram ao local da aterrizagem do objeto para examiná-lo, disse a rádio.
Fonte: http://www.iol.co.za
Tradução: Andréia Tschiedel
http://www.burn.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=168
Ufo - Arquivo - Santo André - SP - Brasil. Características Gerais
sp.quebarato.com.br

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cientistas explicam formação de 'cordilheira fantasma' na Antártida


Jonathan Amos da BBC News, em Bergen
Cientistas dizem que agora podem explicar a origem do que talvez sejam as mais extraordinárias montanhas da Terra.
As Gamburstsevs são do tamanho dos Alpes europeus e totalmente cobertas pelo gelo antártico.
Sua descoberta na década de 1950 foi uma grande surpresa. A maioria supunha que o continente fosse plano e sem grandes variações.
Mas dados de estudos recentes sugerem que a cadeia de montanhas formou-se há mais de um bilhão de anos, segundo o trabalho divulgado na publicação científicaNature.
As Gamburtsevs são importantes por serem o local onde sabemos hoje que o gelo iniciou sua expansão pela Antártida.
Estudos climáticos
A descoberta da história das montanhas ajudará portanto em estudos climáticos, auxiliando cientistas a descobrir não apenas mudanças passadas da Terra, mas também possíveis cenários futuros.
"Pesquisar estas montanhas foi um enorme desafio, mas fomos bem-sucedidos e produzimos um trabalho fascinante", disse Fausto Farraccioli, da British Antartic Survey (BAS), à BBC.
Ele foi o pesquisador principal do projeto AGAP (sigla em inglês para Província Antártica de Gamburtsev).
A equipe de cientistas de várias nacionalidades viajou algumas vezes durante os anos de 2008 e 2009 ao leste do continente gelado, mapeando o formato da montanha escondida usando um radar capaz de penetrar o gelo.
Outros instrumentos registraram os campos gravitacionais e magnéticos, enquanto sismômetros estudavam as profundezas da Terra.
A equipe AGAP acredita que estes dados podem agora construir uma narrativa consistente para explicar a criação das Gamburtsevs e sua existência através do tempo geológico.
Supercontinente
É uma história que começou pouco antes de um bilhão de anos atrás, muito antes de formas de vida complexas se formarem no planeta, quando os continentes estavam se atraindo para formar um supercontinente conhecido como Rodínia.
A colisão que aconteceu gerou as enormes montanhas.
No decorrer de centenas de milhões de anos, os picos sofreram gradualmente um processo de erosão. Apenas as "raízes", ou bases, das montanhas teriam sido preservadas.
Mas entre 250 e 100 milhões de anos atrás, quando os dinossauros habitavam o planeta, os continentes começaram a se separar em uma série de fissuras próximas à base gelada das montanhas.
Este movimento aqueceu e rejuvenesceu as "raízes", criando as condições necessárias para que a terra se elevasse mais uma vez, fazendo com que as montanhas fossem restabelecidas.
Seus picos cresceram ainda mais na medida em que vales profundos foram sendo cortados por rios e geleiras a seu redor.
E teriam sido as geleiras que escreveram os capítulos finais, há cerca de 35 milhões de anos, quando elas se expandiram e se fundiram para formarem o Manto Antártico Oriental, encobrindo a cadeia de montanhas neste processo.
Mistério solucionado
"Esta pesquisa realmente soluciona o mistério de por que você pode ter montanhas aparentemente jovens em meio a um velho continente", diz a pesquisadora principal do estudo, Robin Bell, da universidade de Columbia.
"As montanhas originais provavelmente foram erodidas, para retornar como uma fênix. Elas tiveram duas vidas", disse ela.
A ideia é agora conseguir financiamento para escavar as montanhas em busca de amostras de solo, que poderiam confirmar o modelo divulgado na Nature.
Os pesquisadores também buscam determinar o local mais adequado para fazer a escavação no gelo.
Ao examinar bolhas de ar presas na neve compactada, os pesquisadores podem determinar detalhes do passado, como condições ambientais, incluindo a temperatura e a concentração de gases na atmosfera, como dióxido de carbono.
Acredita-se que em algum local da região de Gamburtsev seja possível a coleta de amostras de gelo com mais de um milhão de anos. A amostra seria ao menos 200 mil anos mais antiga do que o gelo antártico já analisado por cientistas.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/11/111118_montanhas_antartida_rc.shtml

Visões de anjos descritas na Bíblia podem ter sido sonhos lúcidos


Cientistas que estudam o sono afirmam que muitas das visões angelicais e outros encontros religiosos descritos na Bíblia provavelmente são “produtos de sonhos lúcidos espontâneos”.
Em um estudo americano, 30 voluntários foram instruídos a realizar uma série de exercícios antes de acordar, ou exercícios de lucidez durante a noite, para que tivessem experiências extracorpóreas com anjos. Metade obteve sucesso.
Para ser mais específico, os voluntários tiveram que tentar recriar a história de Elias, o profeta que está no Tamuld, na Bíblia e no Alcorão. Em uma das histórias no Livro dos Reis, da Bíblia, Elias foge para o interior e dorme sob um junípero (uma árvore), exausto e pronto para morrer. Subitamente, um anjo o chacoalha e o manda comer. Ele olha em volta e, para sua surpresa, vê um pedaço de pão assado e uma jarra de água. Ele come e volta a dormir.
O líder da pesquisa, Michael Raduga, afirma que esse evento foi escolhido entre muitas outras passagens bíblicas que envolvem visões durante a noite porque “em termos de resultados verificáveis, anjos são a escolha ideal, já que a cultura ocidental oferece uma imagem bem estabelecida (asas, roupas brancas, auréolas)”.
A pesquisa, que ainda não foi publicada, oferece suporte para outros pesquisadores de visões religiosas. Mas vale lembrar que muitos encontros com anjos, descritos nos livros religiosos, aconteceram durante o dia, o que sugere que poderiam não ser sonhos.
Sonhando com Elias

Durante as quatro semanas do estudo, 24 dos participantes afirmaram ter pelo menos um sonho lúcido. Eles foram instruídos a tentar se “separar do corpo” toda vez que estavam semiacordados ou acordados durante a noite. Se eles conseguissem sonhar que haviam se separado do corpo, deveriam procurar por anjos em suas casas. Se não conseguiam ter a experiência, podiam voltar a dormir e tentar na outra noite.
15 dos 24 participantes que tiveram sonhos lúcidos afirmaram conseguir recriar a história do profeta durante suas experiências de sonho, em parte ou completa. 9 conseguiram sonhar com a comida e o anjo, enquanto 6 sonharam apenas com o anjo.
Raduga, que possui alguns livros práticos de como ter sonhos lúcidos, criou o experimento para testar sua teoria de que muitos dos encontros milagrosos são decorrentes desse estado de sonho real. Se ele conseguisse fazer com que as pessoas tivessem esse tipo de experiência religiosa realística, poderia provar que eles são apenas produtos da imaginação.
Encontros angelicais
Aqueles que tiveram sucesso em enxergar anjos descreveram os encontros para os pesquisadores. Um deles, identificado como Anton M., recorda uma das vezes em que conseguiu se separar do corpo: “Eu deixei meu corpo e chamei meu ‘guia’, e ele veio na forma de um anjo. Eu pedi para ele algumas bolachas e água. Ele logo me deu. Eu comi tudo, experimentando cada sensação do paladar com satisfação. Eu retornei para meu corpo e logo adormeci”.
Apesar do trabalho do grupo de Raduga não ter sido revisado ou publicado ainda, outros pesquisadores acham os resultados interessantes e sugestivos.
Hobson afirma que a ideia dos encontros religiosos como sonhos lúcidos não é nova. “Willian James, o grande e muito tolerante filósofo-psiquiatra, escreveu um livro em 1912 com o título ‘Variedades de Experiências Religiosas’, no qual ele afirma que muitas visões eram provavelmente aparições em sonhos”.
“E há também a história de Emmanuel Swedenborg, professor sueco, que ficou sem dormir, e não demorou muito para que anjos aparecessem e dissessem para que ele fundasse a Igreja da Nova Jerusalém”, comentou Hobson.
Já Ursula Voss, professora de psicologia dos sonhos e do sono na Universidade de Bonn, na Alemanha, concorda que alguns encontros religiosos são produtos da mente humana, “mas teorias diferentes também são possíveis”. Se as visões são fruto da imaginação, ela argumenta que eles não aconteceriam durante um sonho lúcido, mas seriam exemplos de “alucinações hipnagógicas”, que acontecem pouco antes da pessoa dormir, quando o cérebro está mais apto ao poder das alucinações.
Brigitte Holzinger, psicóloga que não esteve envolvida no estudo, afirma que muitas histórias bíblicas aconteceram durante o dia; assim, provavelmente não foram sonhos.
“O que podemos aprender com isso é que precisamos de uma definição melhor para sonhos lúcidos, e a partir daí distinguir eles de outras formas de transe, visões e até alucinações”, diz.[LiveScience]
http://hypescience.com/visoes-de-anjos-descritas-na-biblia-podem-ter-sido-sonhos-lucidos/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+feedburner%2Fxgpv+%28HypeScience%29
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6 grandes mistérios da Antártida


Há pouco mais de cem anos, dois grupos de exploradores partiram em uma expedição com um objetivo comum: serem os primeiros a alcançar o Pólo Sul na história da humanidade. Roald Amundsen, da Noruega, liderou o grupo que chegou primeiro, a 14 de dezembro de 1911, abrindo os olhos da comunidade científica para os mistérios da Antártida.
Muitos desses segredos, no entanto, continuam ocultos mesmo depois de um século de pesquisas. O continente gelado influencia o resto do mundo muito mais do que pensávamos, motivo pelo qual os cientistas encaram a compreensão da Antártida como um grande desafio.
6 – O QUE ESTÁ OCULTO NO GELO
Acima da superfície da Antártida, que ocupa uma área superior a 14 milhões de quilômetros quadrados (equivalente a mais do que um Brasil e meio), dorme uma camada de gelo que chega a ter 4 quilômetros (km) de espessura em alguns pontos. Isso faz com que o continente armazene 70% da água não salgada do planeta.
A profundidade da camada foi descoberta, ao longo do tempo, por meios tanto rudimentares (explosões com dinamite para verificar a altura do gelo) quanto modernos (sistemas de radares modernos). Já se descobriu sob a superfície de gelo, por exemplo, um complexo conjunto de lagos que influencia na direção em que se movimentam as calotas polares.
5 – O QUE EXISTE ABAIXO DA CAMADA SUPERFICIAL
Abaixo desta espessa camada, a Antártida esconde um segredo fantástico: a Cordilheira de Gamburtsev. Exploradores soviéticos descobriram, nos anos 50, uma cadeia de montanhas comparável ao tamanho dos Alpes, na Europa, mas soterrada por gelo.
Ainda se discute a idade dessa cordilheira. Até pouco tempo, estimava-se que teria quase um bilhão de anos, o que é impressionante do ponto de vista geológico: quase nenhuma cadeia de montanhas dura tanto tempo assim. Mas pesquisas recentes apontam que Gamburtsev seria mais jovem, algo entre 100 e 200 bilhões de anos. De qualquer maneira, ainda há muito o que se descobrir sobre a Cordilheira.
4 – LAGOS SUBGLACIAIS
Quando o calor proveniente do núcleo da Terra derrete a parte mais baixa da camada de gelo da Antártida, criam-se fenômenos naturais interessantes: grandes lagos subglaciais. Este ecossistema é quase totalmente desconhecido da humanidade, e cientistas estimam que tais lagos sejam abrigo de formas de vida nunca vistas antes.
Por esse motivo, duas estações de pesquisa (uma russa e outra britânica), instaladas no meio do continente, preparam projetos para coletar amostras da água desses lagos (Lagos Vostok e Ellsworth, respectivamente), o que deve acontecer já no ano que vem.
3 – FORMAS DE VIDA NO GELO
O gelo da Antártida pode ser berço, conforme estimam os pesquisadores, de uma ampla variedade de microorganismos. Já se sabe que existem bactérias na superfície do continente (embora em quantidades reduzidas; cerca de 300 células em um milímetro de gelo, pouco quando comparadas às cem mil na água do mar), mas elas estão alojadas em pequenos depósitos de água que oferecem nutrientes.
Amostras de gelo com 420 mil anos de idade, tiradas de profundidades superiores a 2 km, foram analisadas em laboratório por cientistas americanos. Descobriu-se que ali havia bactérias ainda vivas, o que impressionou os pesquisadores.
Mas será que existem realmente ecossistemas complexos vivendo nessa camada? Ou essas bactérias isoladas foram apenas conservadas pela temperatura baixa? É uma questão que permanece sem resposta.
2 – O MAR EM VOLTA DO CONTINENTE
A vida marinha que existe no oceano que circunda a Antártida é totalmente diferente de qualquer outro mar do planeta. Alguns animais que habitam essas águas (tais como certas espécies de aranha-do-mar, do tamanho de um prato de cozinha) são encontrados apenas por lá, enquanto animais comuns em todos os outros oceanos não marcam presença nos mares antárticos.
Para sobreviver em águas de temperaturas tão baixas, o corpo de alguns animais produz uma espécie de substância anticongelante. E esta é apenas uma entre várias adaptações nos organismos existentes nestes mares, a maioria dos quais os cientistas ainda não conhecem muito bem.
1 – ATÉ QUE PONTO O GELO ESTÁ DERRETENDO?
Não é mais novidade a quantidade de discussões entre especialistas sobre o volume das calotas polares da Antártida, e se elas estão de fato diminuindo. Essa questão tem recebido atenção especial há mais de vinte anos.
Pesquisadores têm entrado em comum acordo quanto a um ponto: o derretimento do gelo na Antártida afeta realmente o nível dos oceanos pelo planeta. Um cientista americano, Robert Bindschadler, explica que boa parte da base da superfície de gelo fica abaixo do nível do mar, ou seja, nem tudo fica em “terra firme”. Isso torna as calotas polares vulneráveis, segundo ele.
A interação entre a superfície de gelo e o oceano que o circunda tem sido muito estudada pelos especialistas, que consideram muitos fatores perigosos. O aumento do nível do mar é consequência direta do enfraquecimento das geleiras, que depositam quantidades enormes de água no mar. Se todo o gelo da porção ocidental da Antártida derretesse, cientistas estimam que o nível do mar da Terra subiria em cerca de 5 metros. [LiveScience]
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