sábado, 27 de dezembro de 2014

Um homem que viajou no tempo?







A misteriosa história de Rudolph Fentz começa no início de junho de 1950. O relógio marcava aproximadamente às 23:15, quando um homem, andando de forma estranha, vestido em roupas muito antiquadas para a época, foi visto por populares em plena Times Square, na cidade de Nova Iorque – EUA.

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Ele usava roupas antigas e parecia atordoado.
O homem vagou a esmo, não respeitando as faixas nem os sinais de trânsito. Seu jeito de andar pelo meio da rua movimentadíssima (era a hora de saída de muitos espetáculos e cinemas) de Nova York rapidamente atraiu a atenção das pessoas para ele.
O sujeito parecia muito assustado com a movimentação intensa dos automóveis que passavam tirando fino dele. O brilho intenso dos faróis dos carros o cegavam e as pessoas que testemunharam a cena, relataram que ele parecia estar em pânico.
Atordoado e desnorteado com as luzes, a intensa movimentação, os carros que passavam se cruzando pela Times Square,  o homem subitamente acabou atropelado por um dos carros, vindo a falecer rapidamente em meio a uma poça de sangue no asfalto.
Algum tempo depois, na ocasião em que a Polícia examinou seu corpo nas dependências do Instituto Médico Legal de Nova York, encontrou junto a ele alguns itens curiosos:
Uma moeda antiga. Posteriormente, um numismata informou que se tratava de uma moeda do Século XIX,  já fora de circulação.
Uma carta com carimbo postal datada de Junho de 1876
Algumas antigas cédulas de dinheiro datadas do mesmo ano, totalizando U$ 70,00
Havia também um vale para compra de cerveja no valor de 5 centavos, com o nome de um bar, o qual era desconhecido, mesmo para os moradores mais antigos da área;
Um projeto de lei para o atendimento de um cavalo e da lavagem de uma carruagem, com endereço de um estábulo situado na Avenida Lexington. A tal avenida não estava listada em qualquer livro de endereços da época;
Cartões de visita com o nome de Rudolph Fentz e um endereço na Quinta Avenida;
Uma carta para este mesmo endereço, remetida da Filadélfia, com data de Junho de 1876.
O curioso é que nenhum desses objetos mostrava quaisquer sinais de envelhecimento. Inicialmente, as suspeitas eram de que o homem estava vestido com a roupa de alguma peça de época, mas os ítens pareciam tão integrados ao conjunto, que os homens da polícia ficaram sem entender. Especularam que talvez fosse um colecionador de antiguidades ou curador de museu. Mas isso não explicava as roupas usadas por ele. Onde até a roupa de baixo era antiga.
Ao verificarem o nome do cartão de visitas (que indicava Rudolph Fentz), não encontraram nos arquivos oficiais nenhum registro com aquele nome, nem quaisquer informações que citassem o nome de Rudolph Fentz. A polícia colheu as digitais do corpo, que não foram localizadas na base de dados da corporação.
O homem parecia ter surgido do nada. Nenhuma informação sobre aquele misterioso homem foi encontrada.
Como as autoridades não conseguiam obter uma identificação e nem tão pouco foi possível localizar algum parente do falecido, inciaram outro tipo de investigação, partindo do endereço da carta, a única pista factível presente no corpo. Após incursões diversas, e entrevistas com antigos moradores de Nova York, as autoridades chegaram até uma mulher, que supostamente seria a viúva do Rudolph Fentz.
Os policiais rapidamente se dirigiram para a residência da Senhora Fentz para informar a morte do marido dela.
Mas a viúva quando interrogada sobre o misterioso homem que fora atropelado, disse que não poderia ser ela, já que ela era viúva de outro Rudolph Fentz. Um homem chamado Rudolph Fentz Júnior.
Ela declarou que o pai do seu marido, um homem chamado Rudolph Fentz, desaparecera sem deixar qualquer traço exatamente no ano de 1876! Atônitos os detetives contemplaram com surpresa que poderiam estar diante do pai desaparecido de Rudolph Fentz Júnior.
Vasculhando ainda mais profundamente o caso , comprovou-se que o endereço encontrado em no cartão comercial junto ao corpo do misterioso homem atropelado era o mesmo onde residia o desaparecido Rudolph Fentz no longínquo ano de 1876!
O homem que  desapareceu em 1876 surgiu misteriosamente 74 anos depois, na Time Square, no ano de 1950.
O caso deixou uma série de perguntas no ar e vem intrigando cientistas, físicos e filósofos. O que teria ocorrido com Rudolph Fentz? Teria ele entrado em um Portal Interdimensional, o que o fez ser transportado no tempo e no espaço até Time Square no ano de 1950? Qual outra explicação fantástica haveria para esse bizarro desaparecimento e surpreendentemente trágico reencontro?
O caso é legal ou não é?
Eu acho este caso espetacular. Uma extraordinária peça de… Ficção.
Sim, meu amigo. Eu gostaria de dizer pra você que Rudolph Fentz é o predecessor de Marty McFly,  mas o fato é que tudo não passa de uma lenda urbana. Como sou um cara muito curioso sobre lendas urbanas, descobri que a história sensacional acima se trata de um personagem de um livro. Segundo o mitólogo Chris Aubek, o homem que viajou no tempo surgiu numa antologia de ficção científica de 1952, escrita por Robert Heinlein, com o nome de “Tomorrow, The Stars”. Mas o real autor do conto é o renomado Jack Finney (1911–1995). O conto do homem que surge após uma suposta viagem no tempo chamava-se  “I’m Scared“.
Chris Aubek acredita que alguém teria retirado a história de seu contexto fictício original e gerado com ela um artigo de jornal. Provavelmente o sujeito que fez isso, precisava ocupar o espaço, e não poderia imaginar que centenas de pessoas ficariam tão impressionadas com a história, que passou de boca em boca até desaguar em outros periódicos, que republicaram a mesma como sendo real. Em 1972, esta história apareceu como um fato real, no livro de Viktor Farkas. Posteriormente a história surgiu na internet como uma “prova” de que a viagem no tempo, mesmo que na forma de um efeito colateral produzido em decorrência de algum mecanismo ainda não compreendido pela Ciência existe.
No ano 2000, a história ganhou força, quando a revista espanhola de ufologia e misticismo “Más Allá” trouxe o caso de Fentz à baila. A história do viajante do tempo, se espalhou lindamente pela internet, tornando-se uma das mais legais lendas urbanas sobre viagem no tempo existentes.
Mas não foi a única. Inúmeras outras curiosas histórias de “viajantes do tempo” surgiram, formando uma espécie de “cluster”, onde uma serve de “prova” para suportar a outra. E assim por diante. As pessoas que não tem o hábito de investigar ou refletir sobre o que recebem, repassam, e a coisa se propaga como ondas numa praia.



O GATUNO QUE VIAJOU NO TEMPO PARA ENRIQUECER
Uma outra história bem legal (eu diria sensacional) de viajantes do tempo é a do cara que foi preso numa atividade super suspeita na bolsa de valores. Este cara aí:
Ao que tudo indica, o nome dele seria Andrew Carlssin, de 44 anos.
Após ser detido pela polícia, ele ofereceu uma bizarra explicação para seu incrível sucesso no mercado de ações: “Sou um viajante do tempo”.
“Não acreditamos na história desse cara – ou ele é um lunático ou um mentiroso patológico”, disse um membro da Comissão.
“Mas o fato é que, com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele tinha um portfólio avaliado em 350 milhões de dólares”. Todas as transações que Andrew fez deram lucros fenomenais, em áreas inesperadas dos negócios, o que não pode ser simplesmente sorte. Aquilo despertou a atenção das agências reguladoras e também do FBI.
Os investigadores estavam certos de que Andrew havia conseguido a façanha financeira através de informações internas ilegais.
O sujeito foi trancafiado numa cela na Ilha Riker enquanto andavam as investigações. A polícia esperava que a prisão contribuísse para que o milionário concordasse em divulgar suas fontes.
Quando investigadores pressionaram Carlssin durante o interrogatório, ele insistiu na confissão, que durou quatro horas. Andrew Carlssin declarou que viajou de volta no tempo a partir de 200 anos no futuro e que seu conhecimento em história do passado (época atual)  lhe permitiu planejar e acumular a fortuna que obteve na bolsa de valores.
“Era tentador demais para resistir” – teria dito Carlssin durante a confissão, que foi gravada em videotape.
Para provar que estava falando a verdade, Carlssin se ofereceu para falar sobre alguns “fatos históricos”, que ainda não haviam acontecido, como a cura da AIDS e o real esconderijo de Osama Bin Laden. Tudo o que ele queria é que os agentes permitissem que ele voltasse ao futuro em sua “nave temporal”. Entretanto, o homem do futuro se recusou terminantemente  a revelar a localização da máquina ou mesmo falar como ela funcionava.  Supostamente, ele estava com medo de que a tecnologia caísse “em mãos erradas”.
A parte mais intrigante do caso de Andrew é que os agentes não foram capazes de encontrar nenhum registro existente sobre qualquer Andrew Carlssin antes de dezembro de 2002! E mesmo com a foto estampada no New York Times, não apareceu nenhum cidadão que conhecia o sujeito.
A história do homem do futuro termina subitamente quando ele simplesmente desapareceu de sua cela. As câmeras de vigilância do presídio não revelaram nada de anormal. Não foram encontrados tuneis, passagens ou qualquer outro indicio de fuga. “Ele simplesmente sumiu em pleno ar.” – Disse um dos agentes da segurança da ilha.
Não precisa ser muito inteligente para perceber que o New York Times não faz chamadas em letras garrafais como as que ilustram a foto da matéria do jornal. Na verdade, o caso 110% fictício, saiu mesmo num jornal, e este jornal era o tablóide de bizarrice Weekly World News, famoso por criar histórias sem pé nem cabeça (é aquele jornal que os caras do MIB – Homens de preto – liam) como “o menino morcego” e “o amante extraterrestre de Hillary Clinton”, ou “a patinadora de seis pernas que não podia competir nas Olimpíadas”.
Toda vez que eu ia nos estados unidos, eu comprava um monte deste jornal, porque era muito engraçado de ler.
Do tablóide do dia 23 de fevereiro de 2003, a história virou um email, onde algumas coisas foram alteradas, como a informação de que a notícia provinha do New York Times, e assim ela se tornou mais uma lenda urbana sobre viajantes do tempo, e perdura até hoje.
Existem inúmeros outros casos sensacionais de viagem no tempo que se espalharam pela internet. Alguns casos são bastante controversos, e já falamos de alguns deles aqui. Os mais famosos são:
A viagem no tempo do Experimento Filadélfia
O projeto Montauk
O chronovisor
A incrível história de John Titor
O homem da ponte
A mulher do celular no filme do chaplin
E o cara que alegou ter se encontrado e se filmado com a versão dele mesmo do futuro
Evidentemente até hoje não há uma prova solida de que alguém tenha conseguido viajar no tempo. Só nos resta especular e nos admirar com a enorme criatividade das pessoas que criam essas histórias cabulosas.