segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Necrófilos Assassinos: O Caso Surinder Koli







A casa mais chique do setor 31, rua D-5, em Noida, Índia, hoje está abandonada. O dreno de esgoto atrás da imponente casa percorre Nithari, uma vila urbana pobre de Noida. Não havia nada de notável sobre essa propriedade até moradores da região, em meados de 2006, alegarem terem visto pedaços de corpos de crianças no dreno atrás da casa.

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Até o fim daquele ano a Índia tomaria conhecimento de um dos mais terríveis casos de assassinatos em série de sua história.
Em 7 de Maio de 2006, uma garota de 19 anos chamada Payal desapareceu após visitar a residência de luxo na rua D-5 em Noida, subúrbio de Nova Deli. Seu desaparecimento somou-se a dezenas de outros que assolavam a região e com a pressão da mídia e da população local, a polícia foi obrigada a agir. Em 30 de Dezembro daquele ano, os crânios (ou parte deles) de dezenove pessoas – quatro mulheres, onze meninas e quatro meninos – foram descobertos na propriedade onde Payal foi vista pela última vez. Logo um esquadrão policial estava no local procurando por mais restos mortais. Parecia óbvio que as autoridades estavam lidando com um serial killer.
Primeiramente, e de acordo com uma reportagem do Telegraph e de outras fontes de notícias indianas, a polícia anunciou como principal suspeito o dono da casa, o empresário Moninder Singh Pandher. Logo depois seu cozinheiro, Surinder Koli, foi incluído como suspeito. Ambos foram presos e acusados de vários crimes de assassinato, estupro, sequestro e formação de quadrilha. Mas isso iria piorar.
Após investigadores administrarem um “soro da verdade” (narcoanálise) a Koli, ele admitiu ter assassinado oito crianças e mais, ele disse que comeu partes delas. De acordo com o Times of India, Koli teria admitido consumir o fígado de uma criança do sexo feminino, o que o fez vomitar, no entanto, ele continuou a comer a carne de outras vítimas até se acostumar com o gosto, inclusive fazendo espetinhos da carne. O mesmo relatório obtido pelo Times afirmou que Koli também era um necrófilo, pois mantinha relações sexuais com alguns dos cadáveres. Ele confessou que saboreava a carne de suas vítimas como um antídoto para a infertilidade. E o sacrifício de inocentes parece ter dado resultado já que ele tinha um filho e sua mulher estava prestes a dar á luz a um segundo. Entretanto, o papo de infertilidade pode também ter sido apenas uma desculpa inventada por ele na tentativa de justificar sua barbárie.
O soro da verdade também foi dado ao patrão de Koli, Pandher. Ele supostamente admitiu o seu envolvimento, mas sua participação nos assassinatos estava longe de ser estabelecida.
Em 6 de Janeiro, após pressão popular, o caso foi passado para a CBI, a Polícia Federal da Índia. Em 15 de Janeiro, a CBI anunciou que eles haviam recuperado quarenta sacos de polietileno com carne humana, tecidos e fragmentos de ossos. Os sacos estavam atrás da casa de Pandher e descartados na rede de esgoto; há cem metros de distância eles recuperaram mais dois esqueletos. Os restos mortais das vítimas estavam em torno da casa do empresário e dentro dela a polícia apreendeu uma arma de fogo de cano duplo, cartuchos, telefones celulares, fotografias, álbuns de fotos e uma grelha suja de sangue. Posteriormente eles encontraram um machado com manchas de sangue nos arbustos da propriedade.
A força tarefa de trinta membros repassou as evidências encontradas para os laboratórios da polícia científica na tentativa de identificar pelo menos algumas das vítimas. Uma vez que a CBI havia contabilizado cerca de 40 pessoas desaparecidas na região – a maioria crianças – a tarefa parecia ser fácil. As autoridades pediram que parentes dos desaparecidos fornecessem amostras de DNA para serem comparadas às dos restos mortais encontrados.
Um Caso Horripilante
Neste ponto, a imprensa internacional já havia noticiado os detalhes macabros; de como o cozinheiro Koli havia comido os órgãos de algumas de suas vítimas e de como a polícia havia encontrado carne humana na geladeira dele, em sua casa adjacente à casa principal. A Indo Asian News Service publicou um artigo em Janeiro de 2007 dizendo que Koli havia admitido o assassinato de vinte mulheres e crianças, além de ter admitido que sofria de uma compulsão que o fazia querer matar. Com o caso crescendo cada vez mais horripilante, a CBI fez crescer a segurança em torno dele, com medo de que fosse atacado ou tentasse fugir. Por ter mostrado sinais de psicopatia, psicólogos forenses foram chamados para atuar no caso.
No final de Janeiro, a CBI anunciou que os resultados dos exames de drogas em ambos os suspeitos estavam “incompletos”, iniciando rumores de que as drogas que compunham o soro da verdade foram administradas de forma incorreta. Aparentemente ambos os suspeitos deram declarações contraditórias, embora não fosse claro se cada um contradisse a si mesmo ou um ao outro. Sendo assim, os dois homens foram submetidos a testes de polígrafo.
Nesse meio tempo a CBI soube que Koli – e aparentemente Pandher -, havia subornado durante dois anos oficiais da polícia local para evitar ser preso. De fato, a polícia local sabia dos desaparecimentos da região e sabia de crânios e pedaços de corpos encontrados por parentes dos desaparecidos que faziam buscas por conta própria. Mas os familiares dos desaparecidos foram ignorados pela polícia. Eles eram pobres e pertencentes à mais baixa classe da sociedade indiana. Sabemos que a polícia da Índia é bastante corrupta e somando-se o fato de que o dono daquela propriedade era bastante rico e com ligações políticas importantes, temos a receita de o porquê nada ter sido feito anteriormente. “A polícia disse que as meninas haviam apenas fugido com algum garoto ou ido até alguma vila. Eles me perguntavam por que eu me importava com tais coisas… A Índia é um estado miserável e pobre, as pessoas apenas não se importam.”, disse em uma reportagem para a BBC em 2011 a ativista Ushaa Thakur.
Enquanto a mídia aguardava os resultados dos testes do polígrafo, jornalistas questionavam especialistas sobre este tipo de crime, perguntando se serial killers podiam agir em dupla. “Eles são mais impulsionados por motivos pessoais,” disse o psiquiatra Dr. N. Rangarajan para a Times. Ele ressaltou que não era algo inédito o fato de ter dois homens matando juntos. “Neste caso, é provavelmente uma coincidência, onde uma relação comum patrão-empregado se desenvolveu em um benefício mútuo. O afluente com o poder e a confiança para se expressar abertamente e o outro, também com escrúpulos pobres e um lado escuro, que se encaixa com a de seu mestre, e que teve a chance de encontrar uma saída.”.
No início de Fevereiro de 2007, relatórios obtidos pela mídia indicavam que Koli havia confessado ter abusado sexualmente de dezesseis crianças, e todas as vítimas haviam sido identificadas. A primeira foi uma menina de 14 anos, que ele estuprou e matou em Fevereiro de 2005. Após isso, ele confessou que matava uma criança a cada mês ou a cada dois meses. Em dois anos, ele parou por apenas seis meses devido a uma obra que estava sendo feita na casa onde morava. Entre as vítimas estavam meninos que as autoridades acreditavam que ele teria pensado ser meninas quando os atraiu. O papel do empresário Pandher nos crimes continuava um enigma.
Modus Operandi
Supostamente e de acordo com um relato do Times of India, Koli foi inspirado a cometer suas atrocidades quando seu patrão, Pandher, solicitou que ele levasse prostitutas para a casa e em seguida, pediu para que ele levasse meninas novas caso nenhuma prostituta estivesse disponível. Koli aprendeu a atraí-las com doces e, em dado momento, ambos os homens as estupravam. Quando, por erro, ele atraia meninos, Koli simplesmente os matava.
Em outra versão, essa saída da boca do próprio Koli, seu método era levar suas vítimas para sua casa onde ele as estuprava e estrangulava. Ele então violava sexualmente os cadáveres e os cortava para eliminar, utilizando o ralo do banheiro para drenar o sangue. Enquanto ele jogava os troncos no esgoto, as partes dos corpos restantes eram embaladas hermeticamente em sacos plásticos e jogados no lixo. Nesta confissão, ele não repetiu as histórias de canibalismo, mas confirmou ser necrófilo, dizendo ficar excitado com cadáveres.
O pai de uma criança assassinada disse que havia se encontrado com Koli três vezes desde sua prisão e Koli recordou muitos detalhes sobre sua filha. “Sua memória era tão aguda que ele se lembrou de cada detalhe relacionado ao assassinato. Quando eu perguntei a ele sobre minha filha, Surinder até mesmo lembrou da cor do vestido que ela estava usando.”.
Com Surinder Koli confessando os assassinatos, parecia que, talvez, Pandher fosse inocente. Originalmente ele havia afirmado que não tinha ideia de que Koli usava sua propriedade para cometer tais atos. Ele confessou manter relações sexuais com as jovens, mas para ele, elas iam embora após o ato. De qualquer forma, isso não significava que Koli poderia ter operado sozinho. Uma criança de seis anos disse a polícia que havia outra pessoa. A menina identificou a empregada doméstica de Pandher, Maya Sarkar, como a pessoa que, junto de Koli, a perseguiu e quase a levou até a casa do cozinheiro, onde nos arbustos um machado havia sido encontrado.
Sarkar foi levada para interrogatório e disse que em uma ou duas ocasiões, ela e outras empregadas haviam resistido às propostas de Koli. Ela negou ter conhecimento das mortes, embora seu teste no polígrafo tenha dado inconclusivo. Mas por ela ter sido reconhecida por uma quase vítima, Sarkar continuou na mira da CBI.
Pais de crianças desaparecidas e mortas acreditavam que Koli não poderia ter operado sem a ajuda de pessoas de dentro da casa de Pandher, talvez até mesmo ele tivesse tido a ajuda de outras pessoas da região. Quem sabe, por dinheiro, pessoas não andavam pelas redondezas enganando crianças e levando-as até Koli? Alguns até mesmo relataram estar sofrendo ameaças destes supostos cúmplices por falar com a polícia ou imprensa.
A investigação terminou e em 2009 Surinder Koli e Moninder Pandher foram acusados e condenados a morte pelo assassinato da garota de 14 anos em 2005. O Juiz chamou o caso de “o mais raro dos raros”. Pandher foi acusado apenas neste caso de assassinato enquanto seu cozinheiro Koli em 15 outros. Durante o julgamento, o advogado de Pandher mostrou registros de telefonemas celulares do cliente mostrando que ele vivia fora, cuidando dos seus negócios em várias partes do mundo, enquanto as mortes aconteciam em sua propriedade. Até mesmo Koli o isentou de participação em qualquer assassinato. Mas, no fim, o júri considerou-o cúmplice no assassinato da garota de 14 anos.  Em 2010, a Suprema Corte da Índia baniu o uso de drogas conhecidas como “soro da verdade” e do detector de mentiras em casos criminais. Posteriormente, Pandher teve sua pena comutada para prisão perpétua. Koli ainda aguarda sua execução, que deverá ser realizada em breve.
Seja qual for a verdade por trás dessa história, uma coisa parece certa: Koli não era apenas um predador necrófilo de crianças e jovens mulheres, mas alguém que podia convencer vítimas ou forçar outros a ajudá-lo em sua tarefa macabra.
Necrófilos
Pelas informações divulgadas pela mídia indiana e internacional, parece claro que Surinder Koli é um serial killer necrófilo. A necrofilia é uma rara e bizarra parafilia que consiste na atração e gratificação sexual por cadáveres. Psicólogos dizem que a resposta mais comum dos praticantes desta parafilia é a de que eles se engajam em tal prática a fim de possuir um parceiro sem que seja rejeitado ou tenha resistência. De acordo com os psiquiatras Jonathan Rosman e Phillip Resnick, existem três tipos básicos de necrófilos:
Necrófilo assassino, que mata para obter um cadáver;
Necrófilo habitual, que usa um corpo já sem vida para obter prazer sexual;
Necrófilo fantasioso, que fantasia os atos, mas não os coloca em prática.
De acordo com esta classificação, Koli obviamente se encaixa no tipo 1.
Os mesmos psiquiatras, em um estudo de revisão publicado em 1989, analisaram 122 casos de necrofilia, e obtiveram como resultado que 11% dos necrófilos genuínos apresentavam evidencia de psicose. Outro fator importante de acordo com os autores é o papel que o álcool desempenha no âmbito de impulsionar o ato, sobretudo no que tange os casos de necrofilia homicida. Adicionalmente, eles constataram que o fator mais comum na amostra, 50% deles, apresentava transtorno de personalidade.
Em 2009, o professor indiano de medicina forense Anil Aggrawal sugeriu uma nova classificação, subdividindo os necrófilos em mais categorias, sendo então:
pseudonecrofilia: (pessoa simula estar morta);
necrófilo romântico: (não aceita que seu parceiro morreu. Clique aqui e veja um exemplo);
necrófilos platônicos ou necrófilos fantasiosos: (fantasia os atos, mas não os coloca em prática);
necrófilos táteis: (precisam tocar um corpo de uma maneira erótica para obter orgasmo);
necrófilos fetichistas: (cortam algum pedaço do cadáver – normalmente seios ou órgãos genitais – para atividades fetichistas posteriores. Ver Jeffrey Dahmer);
necromutilomania – necromutilomaníacos: (Não se engajam em atos sexuais com os mortos. O prazer erótico advém do mutilamento de um corpo já sem vida, masturbando-se simultaneamente);
necrófilos oportunistas: (não tem necessidade de manter relações sexuais com cadáveres, mas se tiverem oportunidade, farão);
necrófilos regulares: (tem a preferência por contatos sexuais com mortos, muito embora possa ter relações com vivos);
necrófilos homicidas:  (o mais perigoso dos necrófilos, mata para obter um corpo. Ver Igor Elizarov);
necrófilos exclusivos: (o mais raro, só consegue ereção se tiver contato sexual com cadáveres).
Robert E.L. Masters, ex-diretor da Library of Sex Research, e o escritor Eduard Lea, fizeram uma abrangente pesquisa sobre violência sexual no livro “Perverse Crimes in History: Evolving Concepts of Sadism, Lust-murder, and Necrophilia—From Ancient to Modern Times”. No livro, publicado em 1963, os autores discutem os conceitos das psicoses de vampiros e lobisomens – em termos do “necrosadismo” – como uma gratificação erótica de atos ou fantasias relacionadas com a morte. Fascinação com o sangue, atividades sexuais com cadáveres e desmembramento de corpos são considerados aspectos de necrofilia. Os autores olham para trás e analisam assassinos como Gilles de Rais, Elizabeth Báthory, e Peter Kurten, assim como casos de desconhecidos.
Por exemplo, em 1890, em Paris, uma mulher foi encontrada morta em sua casa com seu filho dormindo ao lado dela. Ela havia sido estuprada e completamente estripada – ao que parece por ele. Todo o processo foi feito através da vagina da vítima, com o agressor perfurando os órgãos internos e puxando os intestinos pelo canal vaginal e então os jogando por cima do ombro. Em seguida, ele deitou-se na cama e dormiu. A autópsia revelou que a mãe morrera antes do bizarro procedimento. Ele devastou completamente o cadáver da mãe e posteriormente foi mandado para um hospício.
Em “Crimes of the Genital Sense” (1900), temos a história de um homem chamado Louis que apaixonou-se por uma mulher casada e foi até sua casa quando seu marido não estava. Quando ela tentou se defender, ele pegou um machado e a decapitou, estuprando logo em seguida o cadáver ainda quente. Depois disso, ele desmembrou a vítima e assou sua carne no forno, consumindo o coração, um dos seios e os órgãos genitais.
Para alguns desses assassinos, são nestes bizarros atos que o amor se faz presente. Para outros, a morte é apenas um meio para excitação. No mesmo livro, há a história de um menino de 10 anos que pergunta à sua avó se ela poderia deixar o seu corpo para ele quando morresse. O garoto sofria de ereções espontâneas apenas de pensar em funerais, sua família sabia disso e o impedia de frequentar tais eventos.
Aqueles que nunca tocam os mortos, mas sentem gratificação sexual apenas de olhar para eles, são chamados de “necrófilos platônicos”. Já outros não estão interessados em todo corpo, mas apenas em uma parte específica, são os necrófilos fetichistas. Em “Crimes of the Genital Sense”, há a história de uma mulher que fantasiava ser uma vampira. Ela pedia para o marido fingir de morto e quando ela o estimulava pela boca, fingia que o seu pênis ereto era um membro do corpo com rigor mortis.
Alguns necrófilos podem ser perigosos. Suas fantasias podem ir de mutilação de cadáveres a assassinatos propriamente ditos. E quando estes assassinatos são cometidos, o único propósito é de obter cadáveres frescos para violação e mutilação, e este parece ser o caso do indiano Koli. “Há sempre a possibilidade de que as fantasias possam ser colocadas em prática”, diz Masters. Mas segundo o próprio Masters, o chamado assassino de luxúria que também se engaja em atividades sexuais com um cadáver não é, geralmente, considerado um necrófilo verdadeiro (embora outros especialistas discordem totalmente). Ele diz que tal violação sexual é apenas uma extensão do que o assassino de luxúria irá fazer, representando apenas uma parte do crime. Um necrófilo verdadeiro está apenas interessado no corpo, não na pessoa viva. Se ele mata, é apenas para obter um cadáver, ele muitas vezes é incapaz de manter qualquer tipo de relação sexual com os vivos. Nesta linha de raciocínio, Surinder Koli, um dos mais bizarros assassinos sexuais necrófilos a serem pegos na última década, não seria um “necrófilo verdadeiro”, já que antes de assassinar suas vítimas ele as agredia sexualmente. Além disso, ele tinha esposa e filhos. A necrofilia seria apenas mais um item de sua coleção de perversões, que incluía dentre outras coisas, o canibalismo.
Anil Aggrawal, diz em seu livro “Necrophilia: Forensic and Medico-legal Aspects, que Koli provavelmente pertence à subclasse de necrófilos IXd. Nesta subclasse, os agressores se engajam em várias combinações de sexo ou tortura/mutilação antes e após o assassinato. Necrófilos desta subclasse ou torturam/mutilam ou estupram a vítima (quando ela está viva). Quando elas estão mortas, eles mutilam ou estupram o cadáver. Surinder parece se encaixar neste subtipo porque ele estuprava suas vítimas quando estas estavam vivas e depois de mortas violava seus cadáveres e também os mutilava.
A gratificação sexual através do sexo com mortos é, sem dúvidas, uma das mais bizarras e revoltantes práticas do comportamento patológico. E como vimos no caso Surinder Koli, ela pode estar associada com outra parafilia, sendo o sadismo, canibalismo e vampirismo as mais comuns. Recentemente Koli pediu perdão para o presidente indiano Pranab Mukherjee, uma tentativa de ter sua pena reduzida para perpétua, mas o perdão não veio. Se não for executado antes, ele deverá ser ainda julgado por 12 assassinatos.