domingo, 2 de novembro de 2014

Anatoly Moskvin, “O Senhor das Múmias”, tem internação psiquiátrica prolongada por mais 6 meses





De acordo com sua fala no último dia 21 de Outubro, Anatoly Moskvin acredita agora que está totalmente saudável para viver em liberdade. Ele pretende fazer ciência, continuar escrevendo livros e, até mesmo, se casar. Mas para isso acontecer sua opinião deve convergir com a dos médicos psiquiatras.

http://oaprendizverde.com.br

E uma junta médica russa negou no último dia 23 de Outubro o pedido para que Moskvin saia em liberdade. Para quem está chegando agora, o cientista russo foi preso em 2 de Novembro de 2011 acusado de fabricar bonecas de corpos de crianças que ele desenterrava de cemitérios. Considerado insano pelas autoridades, Moskvin está internado num hospital psiquiátrico de Nizhny Novgorod e de seis em seis meses tem sua saúde avaliada. Caso os médicos o considerem curado de sua patologia, ele poderá sair em liberdade.
Mas nem todos os psiquiatras foram a favor de mantê-lo mais seis meses numa ala de doentes mentais. “Ele não cometeu nenhum crime contra a vida. Já passou da hora dele sair em liberdade”, disse Alexei Zakharov, um dos psiquiatras que acompanham Moskvin. Outro médico que não quis ser identificado disse que “qualquer doença pode ser curada com substâncias psicotrópicas, e com Moskvin não há exceção. Se ele está saudável mentalmente, faz sentido mantê-lo no hospital? Ele não matou ninguém.”
Já Alexey Nizhegorodets, um dos médicos que argumentaram a favor da permanência do cientista para tratamento, disse que Moskvin “cometeu crimes hediondos. Talvez não tanto do ponto de vista da lei… escavar corpos da sepultura para profanar suas memórias é horrível e moralmente inaceitável, e esse é apenas um lado da moeda. Eu acho que existe um monte de gente em Nizhny Novgorod querendo vingança contra Moskvin, porque ele cavou o túmulo de seus filhos e esposas. Ele sair pode ser algo irreparável.”
A próxima avaliação de Moskvin deverá ocorrer em Abril de 2015. Caso os médicos o julguem curado, o cientista poderá viver livre novamente.